sábado, 28 de junho de 2008

Infância Missionária

A Infância Missionária (Obra Missionária Pontifícia) da nossa Paróquia tem como coordenadora Jéssica, de 12 anos, e Chrystian, de 10 anos, como vice-coordenador. Essa obra, que tem como objetivo “criança evangelizando criança”, conta com a colaboração das assessoras Tereza Bandeira, Fátima e Dinane, além do apoio de Terezinha Borba.

O nosso assessor espiritual, Pe. João Novais, tem nos dado um grande incentivo para o bom andamento destas Obras. As crianças reúnem-se todas as quartas-feiras no horário das 15h30 às 17h. As reuniões são sempre muito dinâmicas, com a participação de todos, onde as crianças e adolescentes através de jogos, aprendem a valorizar a família, a Igreja, os valores morais e religiosos.

Todo 1° domingo de cada mês, eles participam da Liturgia da Missa de modo responsável e respeitoso, mostrando a todos que é possível servir a Jesus – seu grande amigo – sem interromper suas atividades de crianças e adolescentes. Elas agradecem a iniciativa de Eliane, pela confecção das batas litúrgicas adequadas à suas idades.

A gincana que estava programada para o de 28 de junho, foi transferida para o dia 30 de agosto, devido às férias escolares. O objetivo desta gincana é trazer mais amigos para Jesus. Vamos angariar roupas usadas e gêneros alimentícios para a Pastoral Social de nossa Paróquia.

Crianças, venham participar conosco da nossa Gincana!!

Pais, ajudem a seus filhos a serem cristãos verdadeiros que olham para as necessidades dos irmãos!!! Participem fazendo doações e incentivando seus filhos.

Terminamos o nosso semestre com uma descontraída festinha junina, onde a alegria e a participação de todos foi contagiante.

De todas as crianças do mundo sempre amigos!!

Infância Missionária.

O Papa e os jovens

Durante os dias 13 a 21 deste mês, o Papa estará em Sidney, Austrália, para a celebração da XXIII Jornada Mundial da Juventude. Será o segundo encontro direto, digamos assim, do Papa com os jovens. O primeiro foi em Colônia, Alemanha, em 2005. Muitos questionaram como seria esse encontro, já que o novo Papa não tinha o carisma e o encanto de João Paulo II e já pregavam um certo “fracasso”. Não foi o que ocorreu: mais de 1 milhão de pessoas foram ao encontro do Papa e uma das imagens mais marcantes daquela JMJ foi a dos jovens entrando no rio para saudar o Papa que passava num barco saudando a todos.

À sua maneira, já que ninguém é igual a ninguém, o Papa Ratzinger também conquistou os jovens. Sempre que pode lhes dirige uma mensagem; seja durante um discurso ou homilia mais geral, seja falando diretamente a eles nas suas viagens apostólicas na Itália ou ao redor do mundo (assim foi na Polônia em 2006, no Brasil em 2007 e este ano nos EUA). O fato é que Bento XVI preocupa-se em falar aos jovens, e sempre tem algo a lhes dizer.

Já na Missa de inicio de pontificado, Bento XVI dirigiu-se de modo especial aos jovens: “queridos jovens: não tenhais medo de Cristo! Ele não tira nada, ele dá tudo. Quem se doa por Ele, recebe o cêntuplo.”

Falando aos jovens do Brasil e da América Latina, durante sua visita ao nosso país em 2007, o Papa disse: “A própria juventude é uma riqueza singular. É preciso descobri-la e valorizá-la” (n. 6). E completou: “Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada.” (n. 7)

Em maio passado, durante visita pastoral a Savona e Gênova (Itália), o Papa fez um belíssimo discurso aos jovens no qual, mais uma vez, demonstra pleno conhecimento da juventude, com seus anseios e incertezas:

“(...) por que é belo ser jovem? Por que o sonho perene da juventude? Parece-me que há dois elementos determinantes. A juventude ainda tem todo o futuro diante de si, tudo é futuro, tempo de esperança. O futuro é cheio de promessas. Para ser sinceros, devemos dizer que para muitos o futuro também é obscuro, cheio de ameaças. E face a estas ameaças, o futuro ainda pode parecer como um grande vazio. Por isso é importante escolher as promessas verdadeiras, que abrem ao futuro, também com renúncias. E a primeira opção fundamental deve ser Deus, Deus que se revelou no Filho, Jesus Cristo, e na luz desta opção, que nos oferece ao mesmo tempo uma companhia no caminho, uma companhia de confiança que nunca nos deixa, na luz desta opção encontram-se os critérios para as outras escolhas necessárias.”

Bento XVI conhece os jovens e sempre tem uma mensagem de fé e esperança para eles. Fé e esperança não nas coisas deste mundo, mas arraigada em Jesus Cristo, que tem “palavras de vida eterna” (cf. Jo 6,68).

B.M.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O Papa continuará distribuindo comunhão de joelhos e na boca

Explica o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias
Cidade do Vaticano, quinta-feira, 26 de junho de 2008 (ZENIT.org).

Bento XVI distribuirá habitualmente a comunhão aos fieis de joelhos e na boca, anunciou o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias.

Em uma entrevista concedida a edição italiana de 26 de junho do «L’Osservatore Romano», Dom Guido Marini responde a quem pergunta se o Papa manterá esta prática que pôde ser vista em sua última viagem à Itália, às localidades de Santa Maria de Leuca e Brindisi. «Creio realmente que sim – considera –. Neste sentido, não se deve esquecer que a distribuição da comunhão na mão continua sendo ainda, do ponto de vista jurídico, um indulto à lei universal, concedido pela Santa Sé às conferências episcopais que o tenham pedido».

«A modalidade adotada por Bento XVI tende a sublinhar a vigência da norma válida para toda a Igreja», declara. Esta modalidade de distribuição do sacramento, diz, «sem tirar nada da outra, sublinha melhor a verdade da presença real na Eucaristia, ajuda à devoção dos fiéis, introduz com mais facilidade no sentido do mistério. Aspecto que em nosso tempo, pastoralmente falando, é urgente sublinhar e recuperar», declara.

A quem acusa Bento XVI de querer impor modelos pré-conciliares, o mestre das celebrações litúrgicas explica que «termos como ‘pré-conciliar’ e ‘pós-conciliar’ me parece que pertencem a uma linguagem que já foi superada e, se são utilizados com o objetivo de indicar uma descontinuidade no caminho da Igreja, considero que são equivocados e típicos de visões ideológicas muito redutivas».

«Há ‘coisas antigas e coisas novas’ que pertencem ao tesouro da Igreja de sempre e como tais devem ser consideradas. Quem é sábio sabe encontrar em seu tesouro tanto umas como outras, sem ter outros critérios que não sejam evangélicos e eclesiais». «Nem tudo o que é novo é verdadeiro, como tampouco o é tudo que é antigo. A verdade atravessa o antigo e o novo e a ela devemos tender sem preconceitos».

«A Igreja vive segundo essa lei da continuidade, em virtude da qual, conhece um desenvolvimento arraigado na tradição. O importante é que tudo esteja orientado a uma celebração litúrgica que seja verdadeiramente a celebração do mistério sagrado, do Senhor crucificado e ressuscitado, que se faz presente em sua Igreja, reatualizando o mistério da salvação e chamando-nos, segundo a lógica de uma autêntica e ativa participação, a compartilhar até suas últimas conseqüências sua própria vida, que é vida de dom de amor ao Pai e aos irmãos, vida de santidade».

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A Missa e os avisos

Infelizmente nas missas da matriz, vem ocorrendo uma situação desagradável e desrespeitosa – algumas pessoas que assistem à missa deixam seus lugares e vão embora quando o celebrante começa a dar os avisos.

Trata-se de um comportamento feio, e como já disse, desrespeitoso, não só para com o padre que está dando informações sobre as atividades e eventos que irão ocorrer, mas também para com o próprio Deus. Pode-se até argumentar que os avisos são repetitivos, e que já se sabe de cor os horários das missas... E daí, qual o problema? Será que esperar mais 5 minutos faz tanta diferença assim? O padre dá os avisos para informar a comunidade, e vale lembrar que algumas pessoas são novas na paróquia e desconhecem os horários das missas e das outras atividades que são lembradas neles. Portanto, os avisos têm de ser dados.

O desrespeito para com Deus já se explica por si só. A missa só acaba quando o sacerdote celebrante deixa o altar, após a bênção final. Até então, a missa não chegou ao fim. Quem deixa a igreja durante os avisos, além de sair antes do fim da missa, sai sem receber a bênção de Deus dada através do sacerdote. Será que isso é pouco importante? Lembro que durante a missa quem celebra é o próprio Cristo, pois o celebrante age in persona Christi, na pessoa de Cristo. Vale a pena sair durante os avisos, antes da bênção final?

Àqueles que têm esse péssimo hábito, que procurem exercer as virtudes da paciência, ao esperar até o fim da missa, e da caridade, de respeitar a presença do sacerdote no altar.

O Vigário

quarta-feira, 25 de junho de 2008

«Spe Salvi» em podcast, iPod e áudio-livro

Um serviço gratuito
Cidade do Vaticano, segunda-feira, 23 de junho de 2008 (ZENIT.org).

Graças às novas tecnologias, as encíclicas já não só podem ser lidas; também podem ser ouvidas. Com a colaboração da Livraria Editorial Vaticana, a agência áudio-visual H2onews.org acaba de lançar uma gravação em áudio da encíclica do Papa sobre a esperança, «Spe Salvi».

Desta maneira, o documento papal pode ser escutado e meditado através de serviço de podcast, baixando e copiando em um leitor musical, como, por exemplo, o iPod ou qualquer aparelho mp3, ou copiando em um CD para ser escutado em casa ou no carro. O serviço é totalmente gratuito. As meditações do Papa foram gravadas em espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, português, e logo serão publicadas em chinês e árabe.

Em português, as meditações foram gravadas por Silvonei José, locutor da Rádio Vaticano. Para escutar e baixar a encíclica, pode-se visitar o site http://www.h2onews.org/

Serviço: para acessar a página direta para este download - http://ddn.dsmvault.it/h2o/podcast/podcast_itunes_h2onews_PT.xml

Silêncio na liturgia não é espaço vazio

Entrevista com a professora Cristina Langer
Por Alexandre Ribeiro
SÃO PAULO, terça-feira, 24 de junho de 2008 (ZENIT.org).

«A própria Liturgia tem na sua sequência uma série de momentos de silêncio, que não são espaços vazios de tempo, mas espaços de tempo repletos da Presença.» Quem afirma é a professora de arte Cristina Langer, que falou sobre o tema da beleza na liturgia no Simpósio Teológico comemorativo do centenário da diocese de Ribeirão Preto (São Paulo), neste início de junho, evento que foi inaugurado pelo arcebispo local, Dom Joviano Lima Júnior. Zenit conversou com a professora sobre o assunto.

-- Qual a relação entre liturgia e beleza?
-- Cristina Langer: A beleza tem a tarefa de nos despertar a uma outra coisa que não está nela mesma. Diante da beleza o coração se enche de espera, porque imediatamente nasce a pergunta: Quem é o Artífice, o Criador disto tudo? Então tudo que é belo pode abrir em nós o desejo da busca do Senhor, a Beleza encarnada.

Na Liturgia a beleza é o próprio motivo pelo qual a celebração se dá: para Deus, com Ele e Nele. Qualquer motivo que não seja este esconde a Beleza presente ao invés de revelá-la. Na minha experiência, a participação diária à Santa Missa é a “coroação” de tudo o que me acontece naquele dia porque é o Lugar Privilegiado para retomar a minha consciência ao reconhecimento da presença da Beleza de Cristo.

-- No contexto da liturgia e da vida espiritual, há como uma perda da sensibilidade para o belo?
-- Cristina Langer: Na experiência de todos nós católicos (sacerdotes, religiosos ou leigos), creio que esta que poderia ser chamada “perda de sensibilidade” é o nosso maior drama. O drama é justamente o ceder ou não ceder à Beleza de Cristo no contexto da vida. O coração deseja esta familiaridade com Aquele que é a própria Beleza, para que repletos da Sua Presença possamos reconhecê-Lo presente em todas as circunstâncias da nossa realidade, para que nossos olhos possam transbordar para o mundo este que é a Beleza.

Este drama, ou perda de sensibilidade, é fruto da nossa auto-suficiência, desta separação que fazemos das coisas do dia-a-dia e da vida espiritual. A nossa vida cotidiana, a realidade do trabalho, das obrigações, das alegrias, das perdas e dificuldades... ou é diante do Senhor, com o Senhor, tornando-se um pedido cotidiano “Vem, Senhor Jesus”, ou não é vida.

-- Como cuidar da beleza na liturgia?
-- Cristina Langer: “A Liturgia, por sua vez, só é bela e, portanto, verdadeira quando despojada de qualquer outro motivo que não seja a celebração de Deus, para Ele, por meio Dele, com Ele e Nele.” (Via Pulchritudinis - Documento da Assembléia Plenária dos Bispos, 2006)

A Liturgia deve ser vista como um todo, e não como algo fragmentado, com momentos um pouco mais ou um pouco menos importantes. Não pode ser “atravessada” como um “ritual” já conhecido. Cada instante da celebração é importante e deve ser acolhido e saboreado, porque cada momento será único, belo e verdadeiro somente se vivido no reconhecimento do Senhor. Ao sacerdote cabe colher e revelar a beleza presente nas leituras e no Evangelho, orientando os fiéis apenas para o que é essencial (Cristo), e nunca para qualquer outro “assunto”. Como num todo, as equipes responsáveis pela música e colaboração à Liturgia devem ser igualmente orientadas e acompanhadas ao Essencial.

Outro aspecto muito importante a meu ver é o silêncio. A própria Liturgia tem na sua sequência uma série de momentos de silêncio, que não são espaços vazios de tempo, mas espaços de tempo repletos da Presença. Ao preencher estes momentos com músicas ou palavras supérfluas, encobrimos o Essencial.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Dia dos Namorados - não só presentes, mas oração de agradecimento

Responsáveis da Pastoral Familiar no Brasil indicam como viver este dia de festa
Por Alexandre Ribeiro
São Paulo, quinta-feira, 12 de junho de 2008 (ZENIT.org).

Neste 12 de junho, quando no Brasil celebra-se o Dia dos Namorados, um casal responsável pela Pastoral Familiar no país indica não festejar apenas com presentes, mas com uma oração de agradecimento a Deus.

Wanderley Pinto e Maria Célia Almeida Gomes Pinto, da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, organismo vinculado à Comissão para a Vida e Família da CNBB, comentaram com Zenit algumas indicações para se viver este dia e também o namoro.

«Este 12 de junho deve ser comemorado não só com presentes ou jantares especiais, que são inerentes ao dia, mas em especial deve ser comemorado com uma oração de agradecimento a Deus, por ter colocado em seu caminho uma pessoa tão especial», afirmam.

Segundo o casal, o ser humano, «enquanto imagem e semelhança da Deus, é criado para amar. Deus é amor».

«Cada ser humano é chamado ao amor de amizade e é liberto da tendência do egoísmo pelo amor de outros: em primeiro lugar pelos pais e seus substitutos e, em definitivo, por Deus, de quem procede todo verdadeiro amor.»

«Neste Dia dos Namorados, lembramos sempre deste amor incondicional de Deus, e aquele a quem devemos dedicar nosso namoro: namoro eterno, para aqueles que estão casados, mas que nunca deixaram de ser namorados.»

Já «aos jovens namorados, louvar a Deus pela alegria de ter conhecido o outro, para que desde o inicio deste namoro, possam ter juntos alegrias e emoções, para que um dia possam viver unidos a Deus e poder formar um verdadeiro lar cristão», afirmam.

Wanderley e Célia desejam que «todos nós, enamorados de Deus e do outro ou da outra, possamos viver e trilhar o caminho da Santidade, que a realidade do mundo esteja voltada para a fé, esperança e caridade».

«“O amor é acolhimento, aceitação, dom, esquecimento de si, entrega de humildade e simplicidade. Não se trata de sentimento, mas de disposição decidida de querer bem”», afirmam, recordando as palavras de Frei Almir Ribeiro Guimarães na obra «É tempo de Namoro».

De acordo com o casal, o amor «é conduzido pela confiança, fidelidade, transparência e pela cumplicidade de pessoas, para uma humanização de valores éticos».

«Nossos conhecimentos, nossas historias, projetos, sucessos, fracassos, medos e temores, planos e sonhos, limitações e nossas riquezas mais profundas devem ser descobertas no namoro, tempo de se conhecer, de amar e de se deixar amar.»

Segundo os responsáveis da Pastoral Familiar, é através do namoro «que crescemos como casal e compartilhamos nossa vidas para sermos de fato famílias que vivem na fé e na continuidade de Famílias Cristãs», como exemplo de amor a Deus, à família e à comunidade na qual se participa com a vida e testemunho.

Comentários nas Missas

Várias pessoas têm perguntado a razão pela qual não há mais comentários do Jornal “O Domingo”, da 2ª leitura e do Evangelho. Eis o que escreveu Dom Joviano de Lima Júnior, presidente da CEPL:

“A Comissão Episcopal para a Liturgia (CEPL) realizou, nos dias 2 e 3 de julho de 2007, em Aparecida (SP), um encontro com os responsáveis pelos folhetos litúrgicos nos diversos momentos da celebração.

Com o consenso dos participantes, a CEPL faz um apelo aos redatores desses folhetos para que se apresente apenas um comentário para introduzir a Liturgia da Palavra, com a finalidade de preparar e dispor os fiéis para ouvirem atentamente as três (1ª Leitura, 2ª Leitura e Evangelho). Assim já não haveria, separadamente, um comentário para cada uma das leituras.

Optamos por essa decisão para darmos maior valor à Palavra proclamada. Esta não pode ser interrompida ou intercalada com comentários ou explicações que quebrem a sua unidade e o ritmo da celebração. A explicação e a atualização da palavra devem ser feitas em momento próprio, a homilia. Por isso, muito mais do que um comentário, é a atitude de quem vai proclamar que ajuda a palavra a ser ouvida e acolhida.

Na celebração litúrgica, as “introduções” prestam serviço de “iniciar”, despertar, dispor a assembléia para a escuta atenta da palavra. Para usarmos um termo dos meios de comunicação social, essas “introduções” poderiam ser comparadas às “chamadas” que anunciam e preparam a assembléia para a escuta do Senhor.

Tenha-se presente que o Missal prevê para a celebração da Liturgia da Palavra, com destaque aos momentos de silêncio após cada leitura (cf. IGMR, 128-134). Aí está claro que os “comentários” não têm a finalidade de dar informações catequéticas ou moralistas, mas devem ser mistagógicos, insto é, conduzir a assembléia à plena participação da ação litúrgica.


Extraído do Jornal Fátima Informa, da Paróquia N.Sra. de Fátima de Boa Viagem, 06/08

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Santa Sé publica «decálogo cristão» sobre meio ambiente

Apresentado por Dom Giampaolo Crepaldi
Por Inmaculada Álvarez
Cidade do Vaticano, quinta-feira, 5 de junho de 2008 (ZENIT.org).

O Conselho Pontifício «Justiça e Paz» elaborou um «decálogo» inspirado na visão cristã da Criação, por ocasião da celebração hoje da Jornada Mundial do meio ambiente, auspiciada pela ONU. Trata-se, segundo explicou hoje na «Rádio Vaticano» o secretário do Conselho, Dom Giampaolo Crepaldi, de «explicar em dez pontos o mais importante do capítulo sobre o meio ambiente do Compêndio da Doutrina Social da Igreja».

Esta iniciativa, explica Dom Crepaldi, é para que se conheça, «por parte das comunidades cristãs, dos grupos e dos movimentos, o riquíssimo Magistério social da Igreja sobre a questão específica do ambiente e sua salvaguarda».

O secretário do Conselho Pontifício «Justiça e Paz» expressou seu apreço pela iniciativa da ONU de instaurar esta jornada, ainda que, em sua opinião, a questão da taxa de carbono deveria levar em conta outras variáveis, dentro das relações entre o mundo rico e o mundo pobre. «O objetivo e a perspectiva delineada pelo Magistério social da Igreja, e confirmada muitas vezes pelo Santo Padre, é a de uma economia justa e solidária. É bom que caia a taxa do carbono, mas é necessário acrescentar também outras coisas.»

Com relação ao debate sobre a utilização de energias alternativas, o prelado afirmou que é necessário continuar avançando nesta direção. «Contudo, é necessário ser realista, já que atualmente não é possível, só com as energias alternativas, garantir a sustentabilidade dos sistemas econômicos» e, portanto, dar resposta «à pobreza, ao subdesenvolvimento em tantas áreas do planeta, e quando falamos de subdesenvolvimento, estamos falando de milhões e milhões de pobres, de pessoas que não têm nada».

Sobre a vontade da comunidade internacional de reduzir as emissões de carbono para combater o aquecimento global, Dom Crepaldi afirmou que se trata de uma questão «muito complexa e controversa» sobre a qual «é necessário um maior empenho no âmbito científico» para «esclarecer os termos desta questão, tentando avaliar os efeitos no longo prazo». «É necessário também um maior empenho desde o ponto de vista político, porque de fato as políticas postas em prática pelos governos para controlar o chamado ‘aquecimento global’ são políticas dificilmente sustentáveis desde o ponto de vista econômico, são caras demais. Tanto os cientistas como os políticos, obviamente com a participação da sociedade civil, devem continuar trabalhando neste campo.»

Finalmente, sobre a energia nuclear, recordou que a Igreja «condena seu uso militar, mas não há nenhuma objeção a seu uso civil». «Evidentemente, estamos diante de uma questão muito delicada, porque neste caso temos um problema cultural e político lá onde se afirma utilizar a energia nuclear para usos civis, enquanto no fundo, alguns pensam em utilizá-la para objetivos militares.»

O decálogo do meio ambiente e a doutrina social da Igreja serão apresentado nesta quarta-feira em Milão pelo bispo Giampaolo Crepaldi, no festival internacional sobre o ambiente.

Campanha da Fraternidade de 2009 já tem cartaz

Evento tem como tema «Fraternidade e Segurança Pública»
Brasília, quarta-feira, 11 de junho de 2008 (ZENIT.org).

A Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil, promovida pela CNBB, já tem cartaz para sua edição de 2009, que abordará o tema «Fraternidade e Segurança Pública» e terá como lema «A paz é fruto da justiça». O Conselho Episcopal Pastoral da CNBB elegeu nessa terça-feira o cartaz da próxima CF, entre os 47 cartazes concorrentes. O vencedor é um grupo da Agência Oficina Design & Comunicação de Campinas.

O cartaz traz a imagem de um jovem sentado ao chão e lendo um livro. Ao fundo, lê-se o lema da Campanha: «A paz é fruto da justiça». «O conceito principal da imagem é mostrar que a paz pode ser conseguida em qualquer nível cultural ou econômico e a cultura é uma forte ferramenta para conseguirmos a paz», explicaram os autores do cartaz, segundo refere a Sala de Imprensa da CNBB.

Realizada pela primeira vez em 1964, a Campanha da Fraternidade acontece anualmente durante o tempo de Quaresma no Brasil. Seu objetivo é conscientizar e despertar a solidariedade dos fiéis para um problema concreto que envolve a sociedade. Este ano de 2008, discutiu-se o tema da defesa da vida.

Mais informações sobre a Campanha em: http://www.cnbb.org.br/.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Relação entre movimentos e paróquias

Possibilidades e dificuldades, segundo um pároco espanhol
Por Miriam Díez i Bosch
Madri, sexta-feira, 6 de junho de 2008 (ZENIT.org).

O surgimento de movimentos e novas comunidades na vida paroquial nem sempre é fácil. Dela depende, contudo, a nova evangelização.

Assim pensa Dom Francisco Garvía, pároco de Nossa Senhora das Delícias (Madri) e autor da palestra «Paróquia, comunidades e movimentos», pronunciada na XVIII Semana de Teologia Pastoral do Instituto de Pastoral de Madri e agora recolhida em «A vueltas con la parroquia, balances y perspectivas», da editora Verbo Divino.

Para superar as dificuldades que existem na paróquia, nos movimentos, nas comunidades e na vida religiosa seria bom «favorecer o encontro em liberdade, respeito, generosidade e apreço mútuo», assim como «acolher e educar na diversidade», «promover a convivência» e «trabalhar em co-responsabilidade, favorecendo a participação de todos», sugere este sacerdote, que não esconde os problemas para que assim seja.

«Uma dificuldade é oferecida pelos próprios pastores: nosso próprio pensamento, sensibilidade ou linha pastoral podem impedir a presença na paróquia dos carismas que os diversos movimentos e as pequenas comunidades propõem», reconhece.

O Pe. Francisco Garvía fala do «excesso de protagonismo do próprio pastor, da comunidade, de um ou de vários movimentos na paróquia, que podem atrapalhar suas ações pastorais, ou que seus membros ocupem postos de responsabilidade e serviço das mesmas».

Outra dificuldade seria «a identificação plena da comunidade paroquial, de tal forma que só possa sentir-se membro co-responsável da paróquia aquele que pertença à pequena comunidade ou movimento».

«A convicção de uma comunidade de que só pertencendo a ela pode-se construir paróquia, convertendo-se ela no único modelo de comunidade paroquial possível no bairro onde estiver construída» é um risco, adverte o pároco madrileno.

Outra dificuldade na relação paróquia e movimento é a «desconfiança e o desconhecimento mútuos, que levam, em algumas ocasiões, à exclusão e privam os leigos de sua autonomia».

Contudo, existem mais possibilidades que dificuldades: «Sendo a paróquia o lugar mais significativo para manifestar a comunidade cristã, os grupos, movimentos e comunidades devem estar integrados na mesma, trabalhar a dimensão comunitária em sua formação, viver as celebrações centrais da vida cristã na comunidade paroquial e envolver-se em um clima de comunhão».

«Os movimentos e comunidades estão chamados a ser elemento integrador no conjunto da vida paroquial, por sua preocupação e seguimento das tarefas comuns da paróquia e por sua presença, animação e participação nos acontecimentos e celebrações-chave», anuncia.

«É de desejar que a paróquia seja um lugar aberto à presença de diferentes espiritualidades, as apresente e as promova» para que «grupos, movimentos e comunidades compartilhem entre si e com o resto da grande comunidade paroquial a oração e a celebração», conclui.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Festa Junina da Comunidade


Cartaz elaborado e divulgado por Lyne.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Função da liturgia é abrir espaço para a Beleza

Afirma o arcebispo responsável pelo setor de liturgia da CNBB
Por Alexandre Ribeiro
Ribeirão Preto, terça-feira, 3 de junho de 2008 (ZENIT.org).

A arquidiocese de Ribeirão Preto (São Paulo) inicia a semana de festividades do centenário de sua criação como diocese com um convite à reflexão sobre a beleza na liturgia. O arcebispo local, Dom Joviano de Lima Júnior, SSS, abriu ontem um Simpósio Teológico sobre a Eucaristia, com o tema «A manifestação da beleza e a celebração do mistério».

Segundo Dom Joviano, que é o responsável pelo setor de liturgia da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o «impacto da beleza nos revela a ternura de Deus em cores, luzes e sons, a partir do que os nossos olhos contemplam na natureza». Na Eucaristia --afirmou o arcebispo na abertura do evento--, «a natureza aparece transformada, o trigo em pão, a uva em vinho, a árvore em mesa, o algodão em toalha, a cera das abelhas em vela».

Dom Joviano considera que não se pode apreciar devidamente a Eucaristia «se a sua celebração não estiver impregnada do encanto da beleza». «A alegria da beleza tem a propriedade de produzir a bondade», afirmou, enfatizando que «a função da liturgia é abrir espaço para a Beleza, para a bondade que salva».

Ainda de acordo com o arcebispo, é função do rito «fazer a passagem de uma situação caótica ou de dispersão para uma nova realidade que integra o que está disperso e dá significado à existência». «O rito alarga a compreensão da realidade que nos envolve e nos propõe o mistério na sua totalidade.»

«O rito, como a beleza, necessita de tempo, espaço, proximidade e atenção para transformar o que é meramente exterioridade em interioridade.» E, para isso --destaca Dom Joviano--, «recorre à memória e à repetição de certos gestos, palavras e símbolos, atuando nas três dimensões da temporalidade: o presente, o passado e o futuro».

«A ritualidade litúrgica revela uma Igreja, reunida em nome do Senhor, que busca o divino, a graça, a salvação, “o invisível” na fragilidade do humano.» «Busca “nas coisas que passam, as que não passam”. O que nos é dado a ver, nos é dado a viver. Na liturgia, beleza e ritualidade se encontram», afirma.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Sofrimento silencioso dos que ainda não nasceram

Eles não são estranhos à dor, revela um livro
Por Pe. John Flynn, LC
Roma, domingo, 1 de junho de 2008 (ZENIT.org).

Um tópico que está recebendo mais atenção recentemente em debates sobre o aborto é a questão se um feto pode sofrer e sentir dor. Um livro recém publicado trás de volta uma variedade de evidências de especialistas, principalmente italianos, sobre o tema.

«Neonatal Pain: Suffering, Pain and the Risck of Brain Damage in the Fetus and Unborn» (Springer) é editado por Giuseppe Buonocore e Carlo Bellieni, ambos membros do departamento de pediatria, obstetrícia e medicina reprodutiva da Universidade de Siena.

Os textos de um grande número de especialistas que contribuíram para o livro concordam em afirmar que um feto pode sentir dor antes de nascer, os dois editores explicam em seu ensaio introdutório. «Reconhecer a dignidade humana e o sofrimento humano da vida no útero é um dever clínico na busca do melhor tratamento», declaram.

Uma das contribuições, um esforço conjunto de nove especialistas, olha as evidências obtidas com técnicas de ultra-som. A introdução da ultrasonografia em três e quatro dimensões permitiu avaliações mais detalhadas do feto, permitindo então a observação de como ele reage a estímulos específicos, observam.

O útero é um meio ambiente protegido, mas não isolado, e o tato é o primeiro sentido que o feto desenvolve. Na décima semana de gestação uma criança pode ser observada levando as mãos à sua cabeça, abrindo e fechando a boca, e engolindo.

Da mesma forma, experimentos recentes mostram que os recém-nascidos têm memória funcional, desenvolvida enquanto estavam no período intra-uterino. Os autores dizem que, de fato, os recém-nascidos se lembram de sabores e odores percebidos no útero e essas percepções podem ter uma influência nas futuras preferências. Sons, também, são ouvidos pelo nascituro, incluindo a voz da mãe. Os recém-nascidos sempre parecem mostrar que reconhecem uma música que a mãe ouvia durante a gestação.

Protagonista
Outro artigo examina a questão específica da dor fetal. O grupo de especialistas médicos que escreveram o artigo começam por se referi que o nascituro é um protagonista, promovendo o intercâmbio celular com a mãe, e então o feto precisa ser considerado como um paciente, cujo bem-estar é levado em consideração pelos médicos.

Há evidências, eles observam, que dores agudas ou crônicas, ou mesmo stress prolongado, pode ser perigoso para o feto, especialmente se acontece durante um período crítico de desenvolvimento cerebral. Possíveis efeitos negativos vão desde uma pequena dor inicial até uma crescente perda de memória de acordo com a idade.

Baseado em experiências com primatas, o artigo diz que a dor fetal pode ainda danificar o funcionamento do sistema imunológico corporal, com implicações de longo prazo com infecções e doenças auto-imunes.

Sobre o stress, os autores citam um estudo de um grupo de mães que sofreram stress, comparadas com um grupo de controle. Os filhos das mães estressadas foram caracterizados pelo baixo peso ao nascer, menor circunferência da cabeça e baixa idade gestacional ao nascer quando comparados com os filhos do grupo de controle.

Os autores observam que alguns especialistas médicos não consideram que o feto possa sentir dor porque ele não está consciente, e também porque ele está normalmente adormecido no útero. O artigo sobre dor neonatal do livro de Buonocore e Bellieni responde a isso ao dizer que existem consideráveis evidências científicas demonstrando que os fetos são sensíveis a uma variedade de sensações no útero: sons, mudanças de luz, toque e pressão, e mudanças de equilíbrio.

Entretando, mesmo que um feto não reconheça a dor conscientemente como nós sentimos, ela ainda permanece como uma experiência desagradável para o nascituro, acrescentam.

Efeitos do Stress
Outro capítulo do livro é dirigido a outros efeitos do stress sobre o feto. Dois membros do Instituto de Biologia Reprodutiva e Desenvolvimento do Imperial College London, Kieran O’Donnel e Vivette Glover, explicam que o stress maternal está muito relacionado com o desenvolvimento do feto.

E mais, em casos de intervenção médica realizada nos fetos, existem evidências mostrando uma resposta a estímulos invasivos desde a décima-sexta semana de gestação. Mesmo com 12 semanas o feto se moverá se for tocado. Não obstante, O’Donnel e Glover admitem que nós ainda não sabemos exatamente quando o feto começa a sentir dor ou quando ele se torna consciente.

Em um capítulo conclusivo, Mariana Enrichi dirige os leitores para valorizar a vida pré-natal. Um conhecimento melhor sobre as condições pré-natais e o desenvolvimento do feto trará junto consigo a percepção de que a vida fetal é algo precioso, resultando em um maior respeito para com o embrião em desenvolvimento e à mulher que o carrega, ela argumenta.

Uma das conseqüências disso, argumenta Enrichi, é que todos nós e a própria sociedade começará a desejar criar um meio-ambiente mais seguro para o nascituro e para a mãe.

Sistema nervoso
Os especialistas italianos não são os únicos convencidos da necessidade de se prestar mais atenção à dor e ao sofrimento do nascituro. Em 10 de fevereiro, o New York Times trouxe um grande artigo falando sobre as descobertas de outros médicos sobre o tema.

O artigo começa por citar a experiênca de Kanwaljeet Anand, que quando era médico residente em um hospital Britânico viu significantes danos causados a bebês prematuros quando eles eram operados sem anestesia. Há vinte e cinco anos atrás, os médicos diziam que o sistema nervoso dos bebês era muito subdesenvolvido para sentir dor. Através de tentativas, Anand claramente mostrou que isso não ocorria em todos os casos e naqueles que os bebês recebiam anestesia, a taxa de mortalidade caia de 25% para 10%. O alívio da dor para bebês prematuros começa a se tornar padrão, diz o artigo. Anand continua suas observações nesta área e notou que os bebês com menos de 22 semanas de gestação demonstraram uma reação à dor mesmo quando penetrados por uma agulha.

A conseqüência desta observação foi a consideração que o feto pode sentir dor. Isto se torna uma importante questão com o desenvolvimento da cirurgia fetal, já que o feto sente dor há uma importante consideração para a cirurgia.

Anand, agora professor da Universidade de Medicina de Arkansas e pediatra no Arkansas Children’s Hospital em Little Rock, disse ao New York Times que acredita que os fetos podem sentir dor já na vigésima semana de gestação, e possivelmente ainda mais cedo.

O artigo também cita Nicholas Fisk, um especialista em medicinal fetal e diretor do Centro de Pesquisa Clínica da Universidade de Queensland, na Austrália. Fisk realizou uma pesquisa mostrando que fetos com menos de 18 semanas reagem a procedimentos invasivos com um aumento nos hormônios do stress e uma mudança do fluxo sangüíneo através do cérebro. Esta é uma reação também presente em crianças e adultos e é designada a proteger um órgão vital de uma ameaça.

O artigo do New York Times entende que a questão do feto sentir dor tem óbvias implicações sobre o debate em relação ao aborto. De fato, as evidências médicas estão mostrando que eles sentem dor, e com o passar do tempo os pesquisadores estão baixando mais e mais a estimativa da idade na qual o feto é afetado pela dor.

Admitir que o feto sente dor, entretanto, é difícil para os que defendem o aborto, ainda que exista mais algumas evidências provando quão errado eles estão sobre negar ao nascituro uma chance de viver.

«Uma vez que deve ser tratado como pessoa desde a concepção, o embrião terá de ser defendido na sua integridade, tratado e curado, na medida do possível, como qualquer outro ser humano», segundo o número 2274 do Catecismo da Igreja Católica. Reconhecer que o feto de fato sentir dor é um passo no caminho do seu reconhecimento como uma pessoa.

junho, mês do Sagrado Coração

Intervenção do Papa Bento XVI por ocasião do Ângelus
Cidade do Vaticano, domingo, 1º de junho de 2008 (ZENIT.org).

Queridos irmãos e irmãs:

Neste domingo, que coincide com o início de junho, eu gostaria de recordar que este mês está tradicionalmente dedicado ao Coração de Cristo, símbolo da fé cristã, particularmente amado, tanto pelo povo como pelos místicos e pelos teólogos, pois expressa de uma maneira simples e autêntica a “boa notícia” do amor, resumindo em si o mistério da encarnação e da Redenção. E na sexta-feira passada celebramos a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, terceira e última das festas que seguiram o Tempo Pascal, após a Santíssima Trindade e o Corpus Christi.

Esta sucessão faz pensar em um movimento que se dirige ao centro: um movimento do espírito guiado pelo próprio Deus. Desde o horizonte infinito do seu amor, de fato, Deus quis entrar nos limites da história e da condição humana, tomou um corpo e um coração, para que possamos contemplar e encontrar o infinito no finito, o Mistério invisível e inefável no Coração humano de Jesus, o Nazareno.

Em minha primeira encíclica sobre o tema do amor, o ponto de partida foi precisamente o olhar dirigido ao lado transpassado de Cristo, do qual João fala no seu evangelho (cf. 19, 37; Deus caritas est, 12). E este centro da fé é também a fonte da esperança pela qual fomos salvos, esperança que foi o tema da minha segunda encíclica.

Toda pessoa precisa de um «centro» para sua própria vida, um manancial de verdade e de bondade ao qual recorrer frente à sucessão das diferentes situações e no cansaço da vida cotidiana. Cada um de nós, quando faz uma pausa em silêncio, precisa sentir não somente o palpitar do coração, mas, de maneira mais profunda, o palpitar de uma presença confiável, que pode ser percebida com os sentidos da fé e que, no entanto, é muito mais real: a presença de Cristo, coração do mundo. Eu vos convido, portanto, a renovar no mês de junho sua própria devoção ao Coração de Cristo, valorizando também a tradicional oração de oferecimento do dia e tendo presentes as intenções que proponho a toda a Igreja.

Junto ao Sagrado Coração de Jesus, a liturgia nos convida a venerar o Coração Imaculado de Maria. Confiemo-nos sempre a ela com grande confiança. Eu gostaria de invocar a intercessão materna de Nossa Senhora mais uma vez pelas populações da China e de Mianmar, atingidas por calamidades naturais, e por aqueles que passam pelas numerosas situações de dor, doença e miséria material e espiritual que marcam o caminho da humanidade.

[Tradução: Aline Banchieri. Revisão: José Caetano.
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