domingo, 27 de abril de 2008

O Sínodo sobre a Palavra de Deus

No próximo mês de outubro, os bispos do mundo todo estarão reunidos no Vaticano para mais uma Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos, a 2ª do pontificado de Bento XVI. O Sínodo anterior (realizado em 2005) teve como tema A Eucaristia: Fonte e Ápice da Vida e da Missão da Igreja; no deste ano, o tema será A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.

A reunião deste ano pretende dar continuidade à reunião anterior e quer “realçar a intrínseca ligação da Eucaristia com a Palavra de Deus, uma vez que a Igreja tem de se alimentar com o único ‘Pão da vida da mesa quer da Palavra de Deus quer do Corpo de Cristo’” (lineamenta, n.4).

Os Lineamenta – documento enviado a todos os bispos cuja finalidade é apresentar de maneira breve as questões que serão discutidas – indicam determinados aspectos sobre a Palavra de Deus que “abertos e problemáticos” e que serão objeto de estudo dos padres sinodais (lineamenta, n.4):

- ignorância e incerteza acerca da própria doutrina da Revelação e da Palavra de Deus;
- a grande a distância que muitos cristãos têm em relação à Bíblia;
- o constante o risco de um uso não correto da mesma;

Diante disso, o Sínodo se propõe a (lineamenta, n.5):

- contribuir para esclarecer certos aspectos fundamentais da verdade sobre a Revelação, tais como a Palavra de Deus, a Tradição, a Bíblia, o Magistério, que justificam e asseguram um válido e eficaz caminho de fé;
- acender a estima e o amor profundo pela Sagrada Escritura, fazendo com que os fiéis tenham amplo acesso a ela;
- renovar a escuta da Palavra de Deus, no momento litúrgico e catequético (através do exercício da Lectio Divina, devidamente adaptada às várias circunstâncias);
- oferecer ao mundo dos pobres uma Palavra de consolação e de esperança.

Torna-se então, necessário um (re)encontro com a Palavra de Deus por parte de todos os cristãos, para que esta seja “conhecida, ouvida, amada, aprofundada e vivida na Igreja, e assim se torne Palavra de verdade e de amor para todos os homens.” (lineamenta, n.5). Outros objetivos poderão surgir, mas fica claro que a intenção deste Sínodo é oferecer para nós, cristãos, uma Palavra que realmente “seja pão” (idem) e que através dela possamos escutar Deus e falar com Ele.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Infância Missionária

Venham Participar

Convidamos as crianças e adolescentes para participarem da Santa Missa todo o 1° domingo de cada mês, na qual toda a liturgia será feita por eles.

Também convidamos a participarem dos nossos encontros todas as quartas-feiras das 15h30 às 16h30, onde procuramos vivenciar os valores morais, familiares e cristãos.

Pequenos jovens, venham conferir!

“De todas as crianças do mundo sempre amigos”

Pontifícias Obras da Infância Missionária - POM

Pregadores do fim

Tudo ia bem no século 14, pelos anos 1330. Os reis eram fortes, o comércio ia bem, a religião era poderosa. Tudo apontava para bênçãos e vitórias. Então aconteceu a peste negra, o maior e mais horroroso desastre biológico na história da humanidade. Veio do Oriente, da China e dos Mongóis. Nada deteve o Exército mongol na sua marcha de conquista pelo mundo, exceto a peste. Eles disseminaram a doença.

Pessoas espumavam sangue, caíam de repente na rua e paravam de respirar. Era a peste bubônica, que alguns identificam como causadora da peste negra; e outros, diante de tal tese, discordam. Mas peste era! E atingia budistas, muçulmanos e cristãos. Ia e vinha de todos os lados em navios e grupos de viajantes. Morreram mais de dois terços da população de alguns países. Pelo menos um entre cada três morria da doença.

As pessoas começavam a tossir, a febre subia e, em poucas horas, estavam mortas, vítimas da bactéria Yersinia pestis. Os corpos eram queimados. Poupavam-se as roupas. No entanto, quem levava os espólios nada sabia sobre bactérias, assim vendia a peste sem o saber. As pulgas dos ratos picavam as pessoas e a morte chegava.

Os cadáveres empilhados nas ruas, nos campos e nas Igrejas lembravam um quadro de fim dos tempos. Não faltou quem dissesse que o fim havia chegado, pelas pulgas dos roedores. Para esses pregadores era Deus punindo o mundo.

Hoje, que ouço notícias sobre terrorismo, violência sem fim, bombas atômicas, gripes incontroláveis, dengue, aids e morte que vem pelas aves, ouço também alguns pregadores pentecostais, evangélicos e católicos a dizer que chegamos ao fim dos tempos. Erraram e errarão como os pregadores daqueles dias. Todos os que insistiram em anunciar o fim dos tempos para breve morreram antes, sem terem tido tempo de pedir desculpas pelo medo que espalharam.

Há muitas maneiras de falar de Deus. Essa, embora muito convincente, é a menos conveniente. Jesus não a recomenda. Mandou desconfiar de quem disse que sabe! (cf. Mt 24,6-36)

Pe. Zezinho
Revista Família Cristã, 04/08