Apresentado nesta sexta-feira o canal oficial vaticano no site de vídeos
Cidade do Vaticano, sexta-feira 23 de janeiro de 2009 (Zenit.org)
A Santa Sé lançou nesta sexta-feira um canal oficial no YouTube (www.youtube.com/vatican), o site de compartilhamento de vídeos mais popular do mundo, com o explícito apoio de Bento XVI. O canal difunde vídeo-notícias – por enquanto em inglês, espanhol, alemão e italiano – sobre a atividade do Papa e os eventos vaticanos, com uma duração não superior a dois minutos e que se atualizará diariamente (uma ou duas notícias por dia).
Segundo explicou nesta sexta-feira em uma coletiva de imprensa o Pe. Federico Lombardi S.J., diretor do Centro Televisivo Vaticano (CTV) e da Rádio Vaticano, as duas instituições responsáveis pela iniciativa, «o Papa foi pessoalmente informado sobre o nosso projeto e o aprovou com sua costumeira gentileza e cordialidade. Para nós isso é um grandioso estímulo».
Segundo explicou o Pe. Lombardi, que também é diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, a aventura que acaba de começar teve um período de gestação de mais de um ano e meio, ou seja, desde que a Rádio Vaticano e a CTV começaram a publicar em seus sites a produção cotidiana de imagens e textos e começaram a colocá-la à disposição de televisões na web. «Para esta difusão no mundo das comunicações sociais católicas foi importante a colaboração com h2Onews.org, que nasceu precisamente para trabalhar neste campo», explicou o Pe. Lombardi.
«Estamos convencidos de que em todos os lugares há pessoas atentas e sensíveis, interessadas nas mensagens, nas propostas sobre os grandes problemas do mundo de hoje, de uma autoridade moral de alto nível, como o Papa, e em geral a Igreja Católica», explicou o Pe. Lombadi. «Por este motivo, escolheu-se o YouTube como site adequado para estar presentes na internet, um dos grandes areópagos da comunicação no mundo de hoje, e estar presentes com regularidade, para oferecer uma fonte de referência digna de confiança e contínua, muito além dos fragmentos de informação sobre o Papa e o Vaticano presentes na rede de maneira mais casual e dispersa.»
O canal oferece links das fontes de informação da Santa Sé para poder aprofundar ulteriormente na informação apresentadas nos vídeos, em particular as páginas do CTV, da Rádio Vaticano, o site oficial vaticano (www.vatican.va), e o novo site da Cidade do Vaticano (www.vaticanstate.va).
«Muito importante é o link ao canal de H2Onews, que oferece outros vídeo-notícias sobre a vida da Igreja e do mundo, como resultado da colaboração com numerosos canais de televisão católicos de vários países», e que neste dia também lançou seu próprio canal, www.youtube.com/h2onews.
O canal tem também a possibilidade de enviar mensagens por correio eletrônico à Santa Sé. A responsabilidade de sua leitura fica por conta do Pe. Lombardi e seus colaboradores.
«O lançamento de um canal como este é evidentemente o início de um caminho», afirmou. Com a colaboração do Google, empresa proprietária do YouTube, «podemos planejar desenvolvimentos e melhorias tanto nos conteúdos como tecnicamente», reconheceu o porta-voz vaticano. «Estamos convencidos de estar fazendo uma oferta bela e construtiva para o povo da rede e empreendemos este caminho com confiança, com atitude de amizade e diálogo com todos, dispostos também nós a aprender muito», concluiu.
No encontro com os jornalistas interveio também Henrique de Castro, Managing Director Media Solutions do Google, que garantiu que «não ganharemos dinheiro com o canal do Vaticano, como não ganhamos dinheiro com outros canais institucionais. A estratégia consiste em fazer coisas que sejam relevantes para a população que acessa nossos sites. Esperamos, dessa forma, oferecer um serviço à comunidade da Igreja».
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Família, ambiente de vida e amor
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
15:43
Comunicações na Expo Família do Encontro Mundial das Famílias
Baseado na reportagem de Gilberto Hernández para o Zenit a partir do México na sexta-feira 16 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).
Paralelamente às conferências do Congresso Teológico Pastoral do Encontro Mundial das Famílias, a Expo Família trouxe uma série de atividades de livre acesso ao público, onde se abordaram temas como saúde, superação, noivado, violência, entre outros, em sua relação com a família. Com entrada gratuita, os visitantes puderam encontrar desde assessoria para o bom manejo da economia familiar até informação sobre agrupamentos que trabalham e promovem a família.
Participaram mais de cem movimentos, associações, editoras e instituições educativas. Neste contexto, apresentaram-se também na Expo Família conferências de participantes no encontro, gente comum, com experiência familiar, que partilha suas preocupações ou experiências.
José Ángel Rivero, falando sobre a família como ambiente de vida e de amor, assinalou que «é preocupante a falta de compromisso por parte das pessoas que optam pelo matrimônio, pois não sabem o que esperar e não têm as bases e os valores suficientes para sustentar uma relação comprometida cem por cento». Esta falta de compromisso, afirmou Rivero, «leva a eleger o caminho fácil quando as coisas não funcionam no casamento: o divórcio. Este destrói famílias inteiras e fere fortemente os esposos e filhos. Tudo isso se deve a que muitas vezes se deixa de lutar e já não se quer seguir adiante, fazendo que o amor não cresça».
O palestrante assinalou que hoje em dia a cultura dominante tem grande influência sobre todas as pessoas. «Desde telenovelas até revistas mostram uma sociedade que perdeu seus valores e que põe em dúvida o sentido verdadeiro do matrimônio, mostrando-o como algo passageiro e que não pode durar para toda a vida».
Por sua vez, José Luis Guerrero, ao falar de violência e insegurança, considerou que a crise que a instituição familiar passa é um grave problema que desestabiliza a sociedade e por isso se devem unir esforços, provenientes de todos os atores sociais, para resgatá-la e consolidá-la. «Violência, corrupção, pobreza, baixo rendimento escolar e emigração são apenas alguns dos fatores que incidem na crise da família. Ademais, a legalização do aborto, o aumento de divórcios e separações e a indiferença religiosa influenciam», assinalou.
Guerrero citou palavras de Bento XVI: «O Ocidente está cansado de sua própria cultura», para fazer notar que a «cultura light» dominante não só consome comida com poucas calorias, «mas nos torna medíocres e nos leva a cruzar os braços diante do aumento do número de divórcios, suicídios, prostituição e abortos».
O palestrante afirmou que no México vive-se imerso «no medo, com um sinal de perigo constante e incapacitados pela violência para atuar». Perante isso, a única solução é atacar a problemática na raiz. «Isso significa ir aos núcleos onde se apresenta com maior frequência a delinquência, quer dizer, os pobres e os marginalizados; e combater o problema antes que se desenvolva. «A família é o agente privilegiado para tal solução», destacou.
Baseado na reportagem de Gilberto Hernández para o Zenit a partir do México na sexta-feira 16 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).
Paralelamente às conferências do Congresso Teológico Pastoral do Encontro Mundial das Famílias, a Expo Família trouxe uma série de atividades de livre acesso ao público, onde se abordaram temas como saúde, superação, noivado, violência, entre outros, em sua relação com a família. Com entrada gratuita, os visitantes puderam encontrar desde assessoria para o bom manejo da economia familiar até informação sobre agrupamentos que trabalham e promovem a família.
Participaram mais de cem movimentos, associações, editoras e instituições educativas. Neste contexto, apresentaram-se também na Expo Família conferências de participantes no encontro, gente comum, com experiência familiar, que partilha suas preocupações ou experiências.
José Ángel Rivero, falando sobre a família como ambiente de vida e de amor, assinalou que «é preocupante a falta de compromisso por parte das pessoas que optam pelo matrimônio, pois não sabem o que esperar e não têm as bases e os valores suficientes para sustentar uma relação comprometida cem por cento». Esta falta de compromisso, afirmou Rivero, «leva a eleger o caminho fácil quando as coisas não funcionam no casamento: o divórcio. Este destrói famílias inteiras e fere fortemente os esposos e filhos. Tudo isso se deve a que muitas vezes se deixa de lutar e já não se quer seguir adiante, fazendo que o amor não cresça».
O palestrante assinalou que hoje em dia a cultura dominante tem grande influência sobre todas as pessoas. «Desde telenovelas até revistas mostram uma sociedade que perdeu seus valores e que põe em dúvida o sentido verdadeiro do matrimônio, mostrando-o como algo passageiro e que não pode durar para toda a vida».
Por sua vez, José Luis Guerrero, ao falar de violência e insegurança, considerou que a crise que a instituição familiar passa é um grave problema que desestabiliza a sociedade e por isso se devem unir esforços, provenientes de todos os atores sociais, para resgatá-la e consolidá-la. «Violência, corrupção, pobreza, baixo rendimento escolar e emigração são apenas alguns dos fatores que incidem na crise da família. Ademais, a legalização do aborto, o aumento de divórcios e separações e a indiferença religiosa influenciam», assinalou.
Guerrero citou palavras de Bento XVI: «O Ocidente está cansado de sua própria cultura», para fazer notar que a «cultura light» dominante não só consome comida com poucas calorias, «mas nos torna medíocres e nos leva a cruzar os braços diante do aumento do número de divórcios, suicídios, prostituição e abortos».
O palestrante afirmou que no México vive-se imerso «no medo, com um sinal de perigo constante e incapacitados pela violência para atuar». Perante isso, a única solução é atacar a problemática na raiz. «Isso significa ir aos núcleos onde se apresenta com maior frequência a delinquência, quer dizer, os pobres e os marginalizados; e combater o problema antes que se desenvolva. «A família é o agente privilegiado para tal solução», destacou.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
México: Surgiram propostas a favor da vida, não polêmicas
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
18:06
Balanço do cardeal Norberto Rivera Carrera, arcebispo primaz do México
Por Jesús Colina
Cidade do México, terça-feira, 20 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).
Do VI Encontro Mundial das Famílias, convocado por Bento XVI de 14 a 18 de janeiro na Cidade do México, surgiu um programa de propostas para redescobrir a beleza da família, não polêmicas estéreis, considera seu anfitrião, o cardeal Norberto Rivera Carrera.
O arcebispo primaz do México apresentou um balanço das conclusões do Congresso Teológico Pastoral (14-17 de janeiro), celebrado no Expo Bancomer, com a participação de 10 mil pessoas de 98 países, em sua assembléia conclusiva, na presença do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado e legado do Papa para o evento. No Congresso participaram 30 cardeais e 200 bispos, assim como representantes de congregações religiosas e agrupamentos de leigos, universidades e centros de estudo.
Em sua exposição, o cardeal Rivera Carrera constatou que nestes dias «ficou muito claro que não estamos contra ninguém, mas só a favor do direito que temos de propor o Evangelho da Família e da vida». «Cabe a nós voltar a propor o modelo familiar que sabemos que é o mais completo, o mais harmônico, o modelo que forma a comunidade de vida e amor, que é o matrimônio, e que se prolonga nos filhos como frutos naturais do primeiro de todos os valores», afirmou, ao sintetizar as conclusões.
«Sabemos que este modelo nem sempre está presente em todas as comunidades humanas; também sabemos que este modelo nos é apresentado muitas vezes quebrado na sociedade, pela fragilidade humana, mas não podemos deixar de aspirar a continuar construindo este modelo, que realiza maravilhosamente a vocação humana e divina do ser humano», reconheceu.
No comunicado conclusivo do Congresso Teológico Pastoral (http://www.emf2009.com), os organizadores expõem conclusões concretas. «O Encontro constatou mais uma vez a riqueza da família como educadora, formativa, transmissora da fé, dos valores, das tradições e da identidade cultural e espiritual, que foram questionados por uma globalização pragmática», explica o documento.
O comunicado explica que, «frente à crise econômica, a família também se confirma como eixo da solidariedade e o apoio fraterno a quem perde seu emprego ou vê suas rendas diminuídas».
Os participantes reconheceram «a mulher como centro riquíssimo de valores e bases sólidas para a formação dos filhos e da sociedade. Para a Igreja, a mulher ocupa um lugar essencial, merecedor do maior reconhecimento. Sua sensibilidade oferece enormes fundamentos à família, ao trabalho, à sociedade».
Por último, o comunicado recorda «aos políticos que estão comprometidos com o bem comum, com a vida e com o respeito à família, com seu crescimento e sua consolidação».
Por Jesús Colina
Cidade do México, terça-feira, 20 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).
Do VI Encontro Mundial das Famílias, convocado por Bento XVI de 14 a 18 de janeiro na Cidade do México, surgiu um programa de propostas para redescobrir a beleza da família, não polêmicas estéreis, considera seu anfitrião, o cardeal Norberto Rivera Carrera.
O arcebispo primaz do México apresentou um balanço das conclusões do Congresso Teológico Pastoral (14-17 de janeiro), celebrado no Expo Bancomer, com a participação de 10 mil pessoas de 98 países, em sua assembléia conclusiva, na presença do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado e legado do Papa para o evento. No Congresso participaram 30 cardeais e 200 bispos, assim como representantes de congregações religiosas e agrupamentos de leigos, universidades e centros de estudo.
Em sua exposição, o cardeal Rivera Carrera constatou que nestes dias «ficou muito claro que não estamos contra ninguém, mas só a favor do direito que temos de propor o Evangelho da Família e da vida». «Cabe a nós voltar a propor o modelo familiar que sabemos que é o mais completo, o mais harmônico, o modelo que forma a comunidade de vida e amor, que é o matrimônio, e que se prolonga nos filhos como frutos naturais do primeiro de todos os valores», afirmou, ao sintetizar as conclusões.
«Sabemos que este modelo nem sempre está presente em todas as comunidades humanas; também sabemos que este modelo nos é apresentado muitas vezes quebrado na sociedade, pela fragilidade humana, mas não podemos deixar de aspirar a continuar construindo este modelo, que realiza maravilhosamente a vocação humana e divina do ser humano», reconheceu.
No comunicado conclusivo do Congresso Teológico Pastoral (http://www.emf2009.com), os organizadores expõem conclusões concretas. «O Encontro constatou mais uma vez a riqueza da família como educadora, formativa, transmissora da fé, dos valores, das tradições e da identidade cultural e espiritual, que foram questionados por uma globalização pragmática», explica o documento.
O comunicado explica que, «frente à crise econômica, a família também se confirma como eixo da solidariedade e o apoio fraterno a quem perde seu emprego ou vê suas rendas diminuídas».
Os participantes reconheceram «a mulher como centro riquíssimo de valores e bases sólidas para a formação dos filhos e da sociedade. Para a Igreja, a mulher ocupa um lugar essencial, merecedor do maior reconhecimento. Sua sensibilidade oferece enormes fundamentos à família, ao trabalho, à sociedade».
Por último, o comunicado recorda «aos políticos que estão comprometidos com o bem comum, com a vida e com o respeito à família, com seu crescimento e sua consolidação».
Telegrama do Papa ao novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
18:02
Honorável Barack Obama
Presidente dos Estados Unidos da América
Casa Branca
Washington, D.C.
Por ocasião de sua posse como o 44º presidente dos Estados Unidos da América, eu lhe ofereço meus mais cordiais bons desejos e lhe asseguro ao mesmo tempo minhas orações para que o Deus Todo Poderoso lhe conceda sabedoria e força indefectíveis no exercício de suas altas responsabilidades.
Que sob seu mandato os americanos possam continuar encontrando em sua impressionante herança religiosa e política os valores espirituais e princípios éticos para cooperar na construção de uma sociedade realmente livre e justa, marcada pelo respeito à dignidade, a igualdade e os direitos de cada um de seus membros, especialmente os pobres, os marginalizados e os que não têm voz.
Em uma época em que muitos irmãos e irmãs nossos em todo o mundo clamam por sua libertação do flagelo da pobreza, da fome e da violência, rezo para que o senhor confirme sua resolução de promover a compreensão, a cooperação e a paz entre as nações, para que todos possam participar do banquete da vida que Deus preparou para toda a família humana (cf. Isaías 25, 6-7).
Invoco de coração sobre o senhor, sua família e sobre todo o povo americano as bênçãos do Deus da alegria e da paz.
Bento XVI
(fornecido por Zenit)
Presidente dos Estados Unidos da América
Casa Branca
Washington, D.C.
Por ocasião de sua posse como o 44º presidente dos Estados Unidos da América, eu lhe ofereço meus mais cordiais bons desejos e lhe asseguro ao mesmo tempo minhas orações para que o Deus Todo Poderoso lhe conceda sabedoria e força indefectíveis no exercício de suas altas responsabilidades.
Que sob seu mandato os americanos possam continuar encontrando em sua impressionante herança religiosa e política os valores espirituais e princípios éticos para cooperar na construção de uma sociedade realmente livre e justa, marcada pelo respeito à dignidade, a igualdade e os direitos de cada um de seus membros, especialmente os pobres, os marginalizados e os que não têm voz.
Em uma época em que muitos irmãos e irmãs nossos em todo o mundo clamam por sua libertação do flagelo da pobreza, da fome e da violência, rezo para que o senhor confirme sua resolução de promover a compreensão, a cooperação e a paz entre as nações, para que todos possam participar do banquete da vida que Deus preparou para toda a família humana (cf. Isaías 25, 6-7).
Invoco de coração sobre o senhor, sua família e sobre todo o povo americano as bênçãos do Deus da alegria e da paz.
Bento XVI
(fornecido por Zenit)
Diálogo ecumênico, prioridade para Bento XVI
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
17:53
Avança notavelmente com os ortodoxos, mas se mantêm as incertezas com os luteranos
Por Inma Álvarez
Cidade do Vaticano, terça-feira, 20 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).
O diálogo ecumênico é uma prioridade para Bento XVI, como foi para todos os papas desde João XXIII e o Concílio Vaticano II. Este diálogo avança, ainda que de forma desigual: com os ortodoxos se deram grandes passos adiante, mas continuam existindo incertezas com as comunidades surgidas da Reforma. Assim afirma o secretário do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, o bispo Brian Farrell L.C., no primeiro de uma série de artigos que estão sendo publicados por L'Osservatore Romano, por ocasião da anual Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Dom Farrell explicou que para o atual pontífice, o diálogo ecumênico é uma «questão prioritária», como manifestam «seus numerosos encontros e discursos de caráter ecumênico».
Ele aludiu precisamente ao último encontro que os membros deste dicastério tiveram com o Papa, em 12 de dezembro passado, como referência para explicar a que ponto se encontra atualmente o diálogo com os «irmãos separados». Farrell afirmou, recordando a intervenção do Papa naquele encontro, que enquanto o diálogo com os ortodoxos «avançou de forma significativa», ainda não aconteceu o mesmo com as igrejas e comunidades da Reforma.
Como o Papa afirmou, houve um grande «progresso no diálogo da caridade» entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas e Orientais, com intercâmbio de visitas entre os prelados de ambas as confissões, e com «um sincero espírito de amizade entre católicos e ortodoxos, que foi crescendo nos últimos anos». «Precisamente este progresso no ‘diálogo da caridade’ permitiu que o ‘diálogo teológico’ entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa obtivesse resultados notáveis, inclusive inesperados», explicou.
Contudo, lamentou, «continua havendo um interrogante difuso, cercado de certa desconfiança, sobre os resultados do diálogo com as comunidades e igrejas da Reforma». O objeto da passada plenária do dicastério em dezembro teve por objeto examinar a que ponto está este diálogo nas quatro frentes que a Igreja tem aberto neste sentido: com a Federação luterana mundial, com o Conselho Metodista, com a Comunhão Anglicana e com a Aliança Mundial das Igrejas Reformadas.
Nestes 40 anos de diálogo, Dom Farrel constatou que, ainda que «tenham sido superados muitos preconceitos e incompreensões do passado», contudo perduram antigas diferenças. Estas diferenças vão em duas direções: por um lado, a relação entre a Escritura e a Tradição, e por outro, a natureza da Igreja de Cristo.
No primeiro aspecto, Dom Brian Farrell explicou que, ainda que se tenha chegado a um consenso em admitir que não há contraposição entre a Escritura e a Tradição (a Escritura existe graças à tradição apostólica das origens), não há acordo, entre outras questões, sobre o «magistério competente» para interpretá-la.
No segundo aspecto, ainda que se tenha dado um grande passo com a Declaração Conjunta sobre a Justificação, em uma das implicações deste desacordo, ou seja, na natureza da própria Igreja, continua havendo uma «divisão profunda». Com aquela declaração, explica o bispo irlandês, admitiu-se que não há contraposição entre justificação pela fé e santificação através das obras.
Contudo, «católicos e protestantes continuam profundamente divididos na concepção da realidade da Igreja, entre uma visão ao mesmo tempo espiritual e institucional – católica – e uma visão somente espiritual – protestante».
«Apesar de que nenhuma destas questões tenha sido resolvida no sentido de um consenso pleno, e ainda que apareçam novas dificuldades no horizonte – explica Dom Farrell –, as convergências alcançadas corroboram e aprofundam o sentido da real, ainda que incompleta, comunhão existente sobre a base de um único batismo e de outros muitos elementos de fé e de vida cristã preservados da tradição antiga.»
Após recordar que o ecumenismo é «um dom de Deus», o secretário declarou que ainda que «os diálogos não podem por si mesmos garantir a realização do objetivo final do movimento ecumênico, que é a unidade eucarística», não obstante «constituem uma base sólida e um incentivo a realizar o que é a vontade do Senhor e a aspiração de muitos cristãos».
Por Inma Álvarez
Cidade do Vaticano, terça-feira, 20 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).
O diálogo ecumênico é uma prioridade para Bento XVI, como foi para todos os papas desde João XXIII e o Concílio Vaticano II. Este diálogo avança, ainda que de forma desigual: com os ortodoxos se deram grandes passos adiante, mas continuam existindo incertezas com as comunidades surgidas da Reforma. Assim afirma o secretário do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, o bispo Brian Farrell L.C., no primeiro de uma série de artigos que estão sendo publicados por L'Osservatore Romano, por ocasião da anual Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Dom Farrell explicou que para o atual pontífice, o diálogo ecumênico é uma «questão prioritária», como manifestam «seus numerosos encontros e discursos de caráter ecumênico».
Ele aludiu precisamente ao último encontro que os membros deste dicastério tiveram com o Papa, em 12 de dezembro passado, como referência para explicar a que ponto se encontra atualmente o diálogo com os «irmãos separados». Farrell afirmou, recordando a intervenção do Papa naquele encontro, que enquanto o diálogo com os ortodoxos «avançou de forma significativa», ainda não aconteceu o mesmo com as igrejas e comunidades da Reforma.
Como o Papa afirmou, houve um grande «progresso no diálogo da caridade» entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas e Orientais, com intercâmbio de visitas entre os prelados de ambas as confissões, e com «um sincero espírito de amizade entre católicos e ortodoxos, que foi crescendo nos últimos anos». «Precisamente este progresso no ‘diálogo da caridade’ permitiu que o ‘diálogo teológico’ entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa obtivesse resultados notáveis, inclusive inesperados», explicou.
Contudo, lamentou, «continua havendo um interrogante difuso, cercado de certa desconfiança, sobre os resultados do diálogo com as comunidades e igrejas da Reforma». O objeto da passada plenária do dicastério em dezembro teve por objeto examinar a que ponto está este diálogo nas quatro frentes que a Igreja tem aberto neste sentido: com a Federação luterana mundial, com o Conselho Metodista, com a Comunhão Anglicana e com a Aliança Mundial das Igrejas Reformadas.
Nestes 40 anos de diálogo, Dom Farrel constatou que, ainda que «tenham sido superados muitos preconceitos e incompreensões do passado», contudo perduram antigas diferenças. Estas diferenças vão em duas direções: por um lado, a relação entre a Escritura e a Tradição, e por outro, a natureza da Igreja de Cristo.
No primeiro aspecto, Dom Brian Farrell explicou que, ainda que se tenha chegado a um consenso em admitir que não há contraposição entre a Escritura e a Tradição (a Escritura existe graças à tradição apostólica das origens), não há acordo, entre outras questões, sobre o «magistério competente» para interpretá-la.
No segundo aspecto, ainda que se tenha dado um grande passo com a Declaração Conjunta sobre a Justificação, em uma das implicações deste desacordo, ou seja, na natureza da própria Igreja, continua havendo uma «divisão profunda». Com aquela declaração, explica o bispo irlandês, admitiu-se que não há contraposição entre justificação pela fé e santificação através das obras.
Contudo, «católicos e protestantes continuam profundamente divididos na concepção da realidade da Igreja, entre uma visão ao mesmo tempo espiritual e institucional – católica – e uma visão somente espiritual – protestante».
«Apesar de que nenhuma destas questões tenha sido resolvida no sentido de um consenso pleno, e ainda que apareçam novas dificuldades no horizonte – explica Dom Farrell –, as convergências alcançadas corroboram e aprofundam o sentido da real, ainda que incompleta, comunhão existente sobre a base de um único batismo e de outros muitos elementos de fé e de vida cristã preservados da tradição antiga.»
Após recordar que o ecumenismo é «um dom de Deus», o secretário declarou que ainda que «os diálogos não podem por si mesmos garantir a realização do objetivo final do movimento ecumênico, que é a unidade eucarística», não obstante «constituem uma base sólida e um incentivo a realizar o que é a vontade do Senhor e a aspiração de muitos cristãos».
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Papa explica importância do Batismo das crianças
Postado por
Visionário (Anderson Gonçalves)
às
17:38
«Não são propriedade privada dos pais, estes devem ajudá-las a ser filhas de Deus»
Por Inma Alvarez
Cidade do Vaticano, domingo 11 de janeiro de 2009 (Zenit.org)
O Papa explicou a importância do Batismo das crianças, ao batizar hoje 13 bebês na Capela Sixtina, como é tradição na Solenidade do Batismo do Senhor, e afirmou que com ele «restituímos a Deus o que veio d'Ele».
«A criança não é propriedade dos pais, mas foi confiada pelo Criador a sua responsabilidade, livremente e de uma forma sempre nova, para que estes as ajudem a ser livres filhas de Deus», explicou o Papa.
Sobre estas crianças, afirmou, «pousa hoje a “complacência” de Deus». «Desde quando o Filho unigênito do Pai se fez batizar, o céu se abriu realmente e continua se abrindo, e podemos confiar cada nova vida que nasce às mãos d'Aquele que é mais poderoso que os poderes obscuros do mal», afirmou o Papa.
Em primeiro lugar, Bento XVI assinalou a importância de que Deus se tenha feito uma criança pequena, que é precisamente o centro da celebração do tempo litúrgico do Natal, que se encerra com a Solenidade do Batismo do Senhor. «O Criador assumiu em Jesus as dimensões de uma criança, de um ser humano como nós, para poder fazer-se ver e tocar. Ao mesmo tempo, abaixando-se até a impotência inerme do amor, Ele nos mostra o que é a verdadeira grandeza, o que quer dizer ser Deus», afirmou.
Agradecendo a oportunidade de poder batizar nesta ocasião, o Papa fez notar sobretudo a importância do papel dos pais e dos padrinhos para fazê-los compreender o sacramento que um dia receberam. «Só se os pais amadurecerem esta consciência conseguirão encontrar o justo equilíbrio entre a pretensão de poder dispor dos próprios filhos como se fossem uma propriedade privada, formando-os em base às próprias idéias e desejos, e a postura libertadora que se expressa em deixá-los crescer em autonomia plena, satisfazendo cada um de seus desejos e aspirações», explicou.
Por outro lado, batizar as crianças pequenas, explicou o Papa, não é «fazer uma violência», mas «dar-lhes a riqueza da vida divina na qual se enraíza a verdadeira liberdade que é própria dos filhos de Deus». Esta liberdade, acrescentou, «deverá ser educada e formada com o amadurecer dos anos, para que as faça capazes de eleições pessoais responsáveis».
Com respeito à educação na fé dos pequenos, o Papa explicou que «se com este sacramento, o batizando se converte em filho adotivo de Deus, objeto de seu amor infinito que o tutela e defende das forças obscuras do maligno, é necessário ensiná-los a reconhecer a Deus como seu Pai e a saber se relacionar com Deus com atitude de filho».
Também, o batismo, afirmou, introduz as crianças em «uma nova família, maior e estável, mais aberta e numerosa que a vossa: refiro-me à família dos crentes, à Igreja, uma família que tem Deus por Pai e na qual todos se reconhecem irmãos em Jesus Cristo».
Confiando estas crianças «à bondade de Deus, que é potência de luz e de amor», estas, «ainda nas dificuldades da vida, não se sentirão abandonadas, se permanecerem unidas a Ele».
Depois, durante sua alocução no Ângelus, o Papa voltou a assinalar a importância deste sacramento, pelo qual o homem «recebe a vida eterna». «Esta é a estupenda realidade: a pessoa humana, mediante o Batismo, insere-se na relação única e singular de Jesus com o Pai, de forma que as palavras que ressoaram no céu sobre o Filho Unigênito se fazem verdadeiras para cada homem e toda mulher que renasce na água e do Espírito Santo: Tu és meu Filho, o amado», acrescentou.
Por Inma Alvarez
Cidade do Vaticano, domingo 11 de janeiro de 2009 (Zenit.org)
O Papa explicou a importância do Batismo das crianças, ao batizar hoje 13 bebês na Capela Sixtina, como é tradição na Solenidade do Batismo do Senhor, e afirmou que com ele «restituímos a Deus o que veio d'Ele».
«A criança não é propriedade dos pais, mas foi confiada pelo Criador a sua responsabilidade, livremente e de uma forma sempre nova, para que estes as ajudem a ser livres filhas de Deus», explicou o Papa.
Sobre estas crianças, afirmou, «pousa hoje a “complacência” de Deus». «Desde quando o Filho unigênito do Pai se fez batizar, o céu se abriu realmente e continua se abrindo, e podemos confiar cada nova vida que nasce às mãos d'Aquele que é mais poderoso que os poderes obscuros do mal», afirmou o Papa.
Em primeiro lugar, Bento XVI assinalou a importância de que Deus se tenha feito uma criança pequena, que é precisamente o centro da celebração do tempo litúrgico do Natal, que se encerra com a Solenidade do Batismo do Senhor. «O Criador assumiu em Jesus as dimensões de uma criança, de um ser humano como nós, para poder fazer-se ver e tocar. Ao mesmo tempo, abaixando-se até a impotência inerme do amor, Ele nos mostra o que é a verdadeira grandeza, o que quer dizer ser Deus», afirmou.
Agradecendo a oportunidade de poder batizar nesta ocasião, o Papa fez notar sobretudo a importância do papel dos pais e dos padrinhos para fazê-los compreender o sacramento que um dia receberam. «Só se os pais amadurecerem esta consciência conseguirão encontrar o justo equilíbrio entre a pretensão de poder dispor dos próprios filhos como se fossem uma propriedade privada, formando-os em base às próprias idéias e desejos, e a postura libertadora que se expressa em deixá-los crescer em autonomia plena, satisfazendo cada um de seus desejos e aspirações», explicou.
Por outro lado, batizar as crianças pequenas, explicou o Papa, não é «fazer uma violência», mas «dar-lhes a riqueza da vida divina na qual se enraíza a verdadeira liberdade que é própria dos filhos de Deus». Esta liberdade, acrescentou, «deverá ser educada e formada com o amadurecer dos anos, para que as faça capazes de eleições pessoais responsáveis».
Com respeito à educação na fé dos pequenos, o Papa explicou que «se com este sacramento, o batizando se converte em filho adotivo de Deus, objeto de seu amor infinito que o tutela e defende das forças obscuras do maligno, é necessário ensiná-los a reconhecer a Deus como seu Pai e a saber se relacionar com Deus com atitude de filho».
Também, o batismo, afirmou, introduz as crianças em «uma nova família, maior e estável, mais aberta e numerosa que a vossa: refiro-me à família dos crentes, à Igreja, uma família que tem Deus por Pai e na qual todos se reconhecem irmãos em Jesus Cristo».
Confiando estas crianças «à bondade de Deus, que é potência de luz e de amor», estas, «ainda nas dificuldades da vida, não se sentirão abandonadas, se permanecerem unidas a Ele».
Depois, durante sua alocução no Ângelus, o Papa voltou a assinalar a importância deste sacramento, pelo qual o homem «recebe a vida eterna». «Esta é a estupenda realidade: a pessoa humana, mediante o Batismo, insere-se na relação única e singular de Jesus com o Pai, de forma que as palavras que ressoaram no céu sobre o Filho Unigênito se fazem verdadeiras para cada homem e toda mulher que renasce na água e do Espírito Santo: Tu és meu Filho, o amado», acrescentou.
Campanha da Fraternidade terá abertura em Aparecida
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
17:15
Nesta edição, discute-se o tema da segurança pública.
Brasília, segunda-feira 12 de janeiro de 2009 (Zenit.org).
A Campanha da Fraternidade (CF) da Igreja no Brasil, que este ano tem como tema «Fraternidade e Segurança Pública», terá sua abertura oficial no dia 25 de fevereiro, no Santuário de Aparecida. Segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a abertura da CF será durante a missa da Quarta-feira de Cinzas, às 9h, na Basílica de Aparecida.
O secretário-executivo da CF, padre José Adalberto Vanzella, explica que o principal motivo para a realização do evento em Aparecida é mostrar o vínculo entre a Campanha da Fraternidade e o Tempo Quaresmal, «de modo que a mesma celebração que abre o Tempo Quaresmal dá início também à Campanha da Fraternidade». «Aparecida foi escolhida por ser o Santuário Nacional, já que a Campanha da Fraternidade também é nacional», destaca o secretário.
A missa de abertura da Campanha será presidida pelo arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, e a homilia será proferida pelo secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.
Padre Vanzella considera que a CF deste ano «mostra a preocupação da Igreja no Brasil em criar condições para que o Evangelho seja mais bem vivido em uma sociedade que, a cada dia, se torna mais violenta e insegura para as pessoas e procura contribuir para que este processo seja revertido através da força transformadora do Reino de Deus».
«A paz buscada é a paz positiva, orientada por valores humanos como a solidariedade, a fraternidade, o respeito ao “outro” e a mediação pacífica dos conflitos, e não a paz negativa, orientada pelo uso da força das armas, a intolerância com os “diferentes”, e tendo como foco os bens materiais», afirma.
Brasília, segunda-feira 12 de janeiro de 2009 (Zenit.org).
A Campanha da Fraternidade (CF) da Igreja no Brasil, que este ano tem como tema «Fraternidade e Segurança Pública», terá sua abertura oficial no dia 25 de fevereiro, no Santuário de Aparecida. Segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a abertura da CF será durante a missa da Quarta-feira de Cinzas, às 9h, na Basílica de Aparecida.
O secretário-executivo da CF, padre José Adalberto Vanzella, explica que o principal motivo para a realização do evento em Aparecida é mostrar o vínculo entre a Campanha da Fraternidade e o Tempo Quaresmal, «de modo que a mesma celebração que abre o Tempo Quaresmal dá início também à Campanha da Fraternidade». «Aparecida foi escolhida por ser o Santuário Nacional, já que a Campanha da Fraternidade também é nacional», destaca o secretário.
A missa de abertura da Campanha será presidida pelo arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, e a homilia será proferida pelo secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.
Padre Vanzella considera que a CF deste ano «mostra a preocupação da Igreja no Brasil em criar condições para que o Evangelho seja mais bem vivido em uma sociedade que, a cada dia, se torna mais violenta e insegura para as pessoas e procura contribuir para que este processo seja revertido através da força transformadora do Reino de Deus».
«A paz buscada é a paz positiva, orientada por valores humanos como a solidariedade, a fraternidade, o respeito ao “outro” e a mediação pacífica dos conflitos, e não a paz negativa, orientada pelo uso da força das armas, a intolerância com os “diferentes”, e tendo como foco os bens materiais», afirma.
42º Dia Mundial da Paz - Mensagem do Papa (na homilia do dia)
Postado por
Visionário (Anderson Gonçalves)
às
17:02
Caros irmãos e irmãs!
Neste primeiro dia do ano, sou grato em dirigir a todos vós, presentes na Praça de São Pedro, e a quantos que estão conosco conectados mediante o rádio e a televisão, os mais calorosos desejos de paz e de todo bem. São desejos que a fé cristã torna, por assim dizer, «confiáveis», ancorando-lhes ao acontecimento que nestes dias estamos celebrando: a Encarnação do Verbo de Deus, nascido da Virgem Maria. De fato, com a graça do Senhor – e só com ela – podemos sempre, novamente, esperar que o futuro seja melhor que o passado. Não se trata, de fato, de confiar em uma sorte mais favorável, ou nas modernas intervenções do mercado e da finança, mas de se esforçar para ser nós mesmos um pouco melhores e responsáveis, para poder contar com a benevolência do Senhor. E isto é sempre possível, porque «Deus falou a nós por meio do Filho» (Hb 1, 2) e continuamente nos fala, mediante a pregação do Evangelho e mediante a voz de nossa consciência. Em Jesus Cristo foi mostrada a todos os homens o caminho da salvação, que é, antes de tudo, uma redenção espiritual, mas que envolve inteiramente o humano, compreendendo também a dimensão social e histórica.
Por isso, enquanto celebra a divina Maternidade de Maria Santíssima, a Igreja, neste que, há 40 anos, é o Dia Mundial da Paz, indica a todos Jesus Cristo qual Príncipe da paz. Segundo a tradição iniciada pelo servo de Deus Papa Paulo VI, escrevi para tal circunstância uma especial Mensagem, elegendo o tema: Combater a pobreza, construir a paz. Desse modo, desejo uma vez mais colocar-me em diálogo com os responsáveis das Nações e dos Organismos internacionais, oferecendo a contribuição da Igreja católica pela promoção de uma ordem mundial digna do homem. No início do novo ano, meu primeiro objetivo é justamente aquele de convidar a todos, governantes e simples cidadãos, a não desencorajarem-se frente às dificuldades e às falhas, mas de renovar seu empenho. A segunda parte de 2008 fez imergir uma crise econômica de vastas proporções. Tal crise é lida em profundidade, como um sintoma grave que requer intervir sobre as causas. Não basta – como diria Jesus – colocar remendos novos sobre uma roupa velha (cf. Mc 2, 21). Colocar os pobres em primeiro lugar significa passar decididamente àquela solidariedade global que João Paulo II já tinha indicado como necessária, concertando as potencialidades do mercado com aquelas das sociedades civis (cf. Mensagem, 12), no constante respeito à legalidade e tendendo sempre ao bem comum.
Fonte: Zenit
Jesus Cristo não organizou campanhas contra a pobreza, mas anunciou aos pobres o Evangelho, para um resgate integral da miséria moral e material. O mesmo faz a Igreja, com sua obra incessante de evangelização e promoção humana. Invocamos a Virgem Maria, Mãe de Deus, para que ajude a todos os homens a caminharem juntos sobre o Caminho da paz.
[Traduzido do original em italiano por José Caetano]
© 2009 Libreria Editrice Vaticana
Neste primeiro dia do ano, sou grato em dirigir a todos vós, presentes na Praça de São Pedro, e a quantos que estão conosco conectados mediante o rádio e a televisão, os mais calorosos desejos de paz e de todo bem. São desejos que a fé cristã torna, por assim dizer, «confiáveis», ancorando-lhes ao acontecimento que nestes dias estamos celebrando: a Encarnação do Verbo de Deus, nascido da Virgem Maria. De fato, com a graça do Senhor – e só com ela – podemos sempre, novamente, esperar que o futuro seja melhor que o passado. Não se trata, de fato, de confiar em uma sorte mais favorável, ou nas modernas intervenções do mercado e da finança, mas de se esforçar para ser nós mesmos um pouco melhores e responsáveis, para poder contar com a benevolência do Senhor. E isto é sempre possível, porque «Deus falou a nós por meio do Filho» (Hb 1, 2) e continuamente nos fala, mediante a pregação do Evangelho e mediante a voz de nossa consciência. Em Jesus Cristo foi mostrada a todos os homens o caminho da salvação, que é, antes de tudo, uma redenção espiritual, mas que envolve inteiramente o humano, compreendendo também a dimensão social e histórica.
Por isso, enquanto celebra a divina Maternidade de Maria Santíssima, a Igreja, neste que, há 40 anos, é o Dia Mundial da Paz, indica a todos Jesus Cristo qual Príncipe da paz. Segundo a tradição iniciada pelo servo de Deus Papa Paulo VI, escrevi para tal circunstância uma especial Mensagem, elegendo o tema: Combater a pobreza, construir a paz. Desse modo, desejo uma vez mais colocar-me em diálogo com os responsáveis das Nações e dos Organismos internacionais, oferecendo a contribuição da Igreja católica pela promoção de uma ordem mundial digna do homem. No início do novo ano, meu primeiro objetivo é justamente aquele de convidar a todos, governantes e simples cidadãos, a não desencorajarem-se frente às dificuldades e às falhas, mas de renovar seu empenho. A segunda parte de 2008 fez imergir uma crise econômica de vastas proporções. Tal crise é lida em profundidade, como um sintoma grave que requer intervir sobre as causas. Não basta – como diria Jesus – colocar remendos novos sobre uma roupa velha (cf. Mc 2, 21). Colocar os pobres em primeiro lugar significa passar decididamente àquela solidariedade global que João Paulo II já tinha indicado como necessária, concertando as potencialidades do mercado com aquelas das sociedades civis (cf. Mensagem, 12), no constante respeito à legalidade e tendendo sempre ao bem comum.
Fonte: Zenit
Jesus Cristo não organizou campanhas contra a pobreza, mas anunciou aos pobres o Evangelho, para um resgate integral da miséria moral e material. O mesmo faz a Igreja, com sua obra incessante de evangelização e promoção humana. Invocamos a Virgem Maria, Mãe de Deus, para que ajude a todos os homens a caminharem juntos sobre o Caminho da paz.
[Traduzido do original em italiano por José Caetano]
© 2009 Libreria Editrice Vaticana
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