Comunicações na Expo Família do Encontro Mundial das Famílias
Baseado na reportagem de Gilberto Hernández para o Zenit a partir do México na sexta-feira 16 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).
Paralelamente às conferências do Congresso Teológico Pastoral do Encontro Mundial das Famílias, a Expo Família trouxe uma série de atividades de livre acesso ao público, onde se abordaram temas como saúde, superação, noivado, violência, entre outros, em sua relação com a família. Com entrada gratuita, os visitantes puderam encontrar desde assessoria para o bom manejo da economia familiar até informação sobre agrupamentos que trabalham e promovem a família.
Participaram mais de cem movimentos, associações, editoras e instituições educativas. Neste contexto, apresentaram-se também na Expo Família conferências de participantes no encontro, gente comum, com experiência familiar, que partilha suas preocupações ou experiências.
José Ángel Rivero, falando sobre a família como ambiente de vida e de amor, assinalou que «é preocupante a falta de compromisso por parte das pessoas que optam pelo matrimônio, pois não sabem o que esperar e não têm as bases e os valores suficientes para sustentar uma relação comprometida cem por cento». Esta falta de compromisso, afirmou Rivero, «leva a eleger o caminho fácil quando as coisas não funcionam no casamento: o divórcio. Este destrói famílias inteiras e fere fortemente os esposos e filhos. Tudo isso se deve a que muitas vezes se deixa de lutar e já não se quer seguir adiante, fazendo que o amor não cresça».
O palestrante assinalou que hoje em dia a cultura dominante tem grande influência sobre todas as pessoas. «Desde telenovelas até revistas mostram uma sociedade que perdeu seus valores e que põe em dúvida o sentido verdadeiro do matrimônio, mostrando-o como algo passageiro e que não pode durar para toda a vida».
Por sua vez, José Luis Guerrero, ao falar de violência e insegurança, considerou que a crise que a instituição familiar passa é um grave problema que desestabiliza a sociedade e por isso se devem unir esforços, provenientes de todos os atores sociais, para resgatá-la e consolidá-la. «Violência, corrupção, pobreza, baixo rendimento escolar e emigração são apenas alguns dos fatores que incidem na crise da família. Ademais, a legalização do aborto, o aumento de divórcios e separações e a indiferença religiosa influenciam», assinalou.
Guerrero citou palavras de Bento XVI: «O Ocidente está cansado de sua própria cultura», para fazer notar que a «cultura light» dominante não só consome comida com poucas calorias, «mas nos torna medíocres e nos leva a cruzar os braços diante do aumento do número de divórcios, suicídios, prostituição e abortos».
O palestrante afirmou que no México vive-se imerso «no medo, com um sinal de perigo constante e incapacitados pela violência para atuar». Perante isso, a única solução é atacar a problemática na raiz. «Isso significa ir aos núcleos onde se apresenta com maior frequência a delinquência, quer dizer, os pobres e os marginalizados; e combater o problema antes que se desenvolva. «A família é o agente privilegiado para tal solução», destacou.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
México: Surgiram propostas a favor da vida, não polêmicas
Postado por
Visionário (Anderson Gonçalves)
às
18:06
Balanço do cardeal Norberto Rivera Carrera, arcebispo primaz do México
Por Jesús Colina
Cidade do México, terça-feira, 20 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).
Do VI Encontro Mundial das Famílias, convocado por Bento XVI de 14 a 18 de janeiro na Cidade do México, surgiu um programa de propostas para redescobrir a beleza da família, não polêmicas estéreis, considera seu anfitrião, o cardeal Norberto Rivera Carrera.
O arcebispo primaz do México apresentou um balanço das conclusões do Congresso Teológico Pastoral (14-17 de janeiro), celebrado no Expo Bancomer, com a participação de 10 mil pessoas de 98 países, em sua assembléia conclusiva, na presença do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado e legado do Papa para o evento. No Congresso participaram 30 cardeais e 200 bispos, assim como representantes de congregações religiosas e agrupamentos de leigos, universidades e centros de estudo.
Em sua exposição, o cardeal Rivera Carrera constatou que nestes dias «ficou muito claro que não estamos contra ninguém, mas só a favor do direito que temos de propor o Evangelho da Família e da vida». «Cabe a nós voltar a propor o modelo familiar que sabemos que é o mais completo, o mais harmônico, o modelo que forma a comunidade de vida e amor, que é o matrimônio, e que se prolonga nos filhos como frutos naturais do primeiro de todos os valores», afirmou, ao sintetizar as conclusões.
«Sabemos que este modelo nem sempre está presente em todas as comunidades humanas; também sabemos que este modelo nos é apresentado muitas vezes quebrado na sociedade, pela fragilidade humana, mas não podemos deixar de aspirar a continuar construindo este modelo, que realiza maravilhosamente a vocação humana e divina do ser humano», reconheceu.
No comunicado conclusivo do Congresso Teológico Pastoral (http://www.emf2009.com), os organizadores expõem conclusões concretas. «O Encontro constatou mais uma vez a riqueza da família como educadora, formativa, transmissora da fé, dos valores, das tradições e da identidade cultural e espiritual, que foram questionados por uma globalização pragmática», explica o documento.
O comunicado explica que, «frente à crise econômica, a família também se confirma como eixo da solidariedade e o apoio fraterno a quem perde seu emprego ou vê suas rendas diminuídas».
Os participantes reconheceram «a mulher como centro riquíssimo de valores e bases sólidas para a formação dos filhos e da sociedade. Para a Igreja, a mulher ocupa um lugar essencial, merecedor do maior reconhecimento. Sua sensibilidade oferece enormes fundamentos à família, ao trabalho, à sociedade».
Por último, o comunicado recorda «aos políticos que estão comprometidos com o bem comum, com a vida e com o respeito à família, com seu crescimento e sua consolidação».
Por Jesús Colina
Cidade do México, terça-feira, 20 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).
Do VI Encontro Mundial das Famílias, convocado por Bento XVI de 14 a 18 de janeiro na Cidade do México, surgiu um programa de propostas para redescobrir a beleza da família, não polêmicas estéreis, considera seu anfitrião, o cardeal Norberto Rivera Carrera.
O arcebispo primaz do México apresentou um balanço das conclusões do Congresso Teológico Pastoral (14-17 de janeiro), celebrado no Expo Bancomer, com a participação de 10 mil pessoas de 98 países, em sua assembléia conclusiva, na presença do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado e legado do Papa para o evento. No Congresso participaram 30 cardeais e 200 bispos, assim como representantes de congregações religiosas e agrupamentos de leigos, universidades e centros de estudo.
Em sua exposição, o cardeal Rivera Carrera constatou que nestes dias «ficou muito claro que não estamos contra ninguém, mas só a favor do direito que temos de propor o Evangelho da Família e da vida». «Cabe a nós voltar a propor o modelo familiar que sabemos que é o mais completo, o mais harmônico, o modelo que forma a comunidade de vida e amor, que é o matrimônio, e que se prolonga nos filhos como frutos naturais do primeiro de todos os valores», afirmou, ao sintetizar as conclusões.
«Sabemos que este modelo nem sempre está presente em todas as comunidades humanas; também sabemos que este modelo nos é apresentado muitas vezes quebrado na sociedade, pela fragilidade humana, mas não podemos deixar de aspirar a continuar construindo este modelo, que realiza maravilhosamente a vocação humana e divina do ser humano», reconheceu.
No comunicado conclusivo do Congresso Teológico Pastoral (http://www.emf2009.com), os organizadores expõem conclusões concretas. «O Encontro constatou mais uma vez a riqueza da família como educadora, formativa, transmissora da fé, dos valores, das tradições e da identidade cultural e espiritual, que foram questionados por uma globalização pragmática», explica o documento.
O comunicado explica que, «frente à crise econômica, a família também se confirma como eixo da solidariedade e o apoio fraterno a quem perde seu emprego ou vê suas rendas diminuídas».
Os participantes reconheceram «a mulher como centro riquíssimo de valores e bases sólidas para a formação dos filhos e da sociedade. Para a Igreja, a mulher ocupa um lugar essencial, merecedor do maior reconhecimento. Sua sensibilidade oferece enormes fundamentos à família, ao trabalho, à sociedade».
Por último, o comunicado recorda «aos políticos que estão comprometidos com o bem comum, com a vida e com o respeito à família, com seu crescimento e sua consolidação».
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