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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Terço dos homens no mês das mães

Talvez você já esteja cansado de saber que todas as quintas-feiras às 19h30 acontece o Terço dos Homens na Igreja Matriz das Graças. Mas talvez não saiba que este movimento vem se espalhando Brasil afora acompanhado por graças abundantes.

Sim, homens - e apenas homens -, de todas as idades, vêm colocar diante de Deus suas necessidades específicas. Vêm pedir as virtudes necessárias para serem bons pais, maridos e filhos.

Homem, venha pedir a Jesus, pela intercessão da Mãe, que não falte o vinho da alegria na sua casa. Venha pedir a graça do Espírito Santo, como no cenáculo, com Maria.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Devoção a Maria

Mensagem do Cardeal D. Eugenio de Araújo Sales
Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Fonte: Website da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

16 de maio de 2008


No Brasil, a devoção a Maria, expressa de várias maneiras, incluindo a celebração do mês de Maio, encontra-se entre essas marcas que dão uma face própria à Igreja entre nós.
Nas cidades e nos sertões afora, nesta época do ano, assumem importância especial essas comemorações. Os católicos se reúnem para ouvir uma leitura ou pregação e experimentar um crescimento na Fé pela Palavra de Deus. Manifestam o amor à Mãe do Senhor tanto na parte devocional quanto na cultural. Hoje, muito frequentemente, com a Santa Missa. Assim, uma oportunidade de encontro, de oração e de instrução. Somente uma falta do mais elementar senso pastoral ou uma atitude própria dos que aderem às novidades, pela admiração pura e exclusiva que provocam, como meio de autopromoção, poderão suprimir ou enfraquecer essa prática. A fidelidade à tradição mantém os ouvidos de tantos, atentos à pregação do Evangelho e os corações abertos ao amor do Filho, através da Mãe.

O mês de maio também nos oferece uma oportunidade para orientar nossa Fé, segundo a verdadeira doutrina sobre Maria e sua repercussão na vida cristã. Recordo as duas propostas, no Concílio: elaborar um Documento próprio sobre Nossa Senhora ou incluí-la na Constituição Dogmática “Lumen Gentium”. Ambas se identificavam no desejo de evitar qualquer diminuição do amor à Virgem no seio da Igreja. Venceu a última, que inseria a figura da Mãe do Redentor na própria estrutura eclesial. Na realidade, a pretexto de corrigir falhas existentes, alguns, na fase pós-conciliar, diminuíram aquelas homenagens em honra de Maria.

Contra essa anemia perniciosa, surgiu um Documento Pontifício da maior importância, datado de 02 de fevereiro de 1974. O Papa Paulo VI, publicou a “Exortação Apostólica para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à Bem-aventurada Virgem Maria”. Nele, estão bem fundamentadas as razões que justificam o amor à Mãe de Deus. Vai além: recomenda, na parte terceira do documento, expressões de piedade mariana como o “Angelus” e o Terço. Na conclusão, afirma: “a Igreja, no entanto, instruída pelo Espírito e amestrada por uma experiência multi-secular, reconhece que também a piedade para com a Bem-aventurada Virgem Maria, subordinadamente à piedade para como Divino Salvador e em conexão com Ele, tem uma grande eficácia pastoral e constitui uma força renovadora dos costumes cristãos”.

O mês de maio, expurgado de um vazio sentimentalismo, que possa ter se infiltrado nas manifestações piedosas, é ocasião propícia para uma transmissão aos fiéis do citado documento, a fim de fortalecer, assim, o cerne de nossa vida religiosa. O eco desta “Exortação Apostólica” extrapola o seu conteúdo propriamente dito. Vai além e se reflete beneficamente em outras áreas.

O Concílio Ecumênico Vaticano II, para os que crêem, é fruto do Espírito Santo, mas, ao ser aplicado, sofre naturalmente a influência dos homens, ora por uma vida onde falta a visão sobrenatural, ora pelo pouco aprofundamento intelectual. A execução de algumas decisões foram ou desvirtuadas de seus objetivos ou esvaziadas da sua primordial intenção. No âmago, procurou-se, a pretexto de inserção no mundo, substituir Deus pelo homem.

O culto à Maria sofreu também, sob variadas intenções, certo arrefecimento. Alegavam falsas razões, como se a autêntica devoção a Nossa Senhora empanasse o louvor a Cristo Jesus, ou o legítimo culto às imagens, prejudicasse a verdadeira formação religiosa de nosso povo. Refletindo sobre esses fatos, somos levados a pensar que a mais perniciosa mentira é a meia-verdade. Sobre isto é interessante reproduzir o comentário, como sempre muito sincero, do então Cardeal Ratzinger numa memorável entrevista: “Quando eu era jovem teólogo, antes e até mesmo durante as sessões do Concílio, como aconteceu e como acontecerá, a muitos, eu alimentava uma certa reserva sobre algumas fórmulas antigas como, por exemplo, a famosa “De Maria nunquam satis” – “Sobre Maria jamais se dirá o bastante”. Esta me parecia exagerada. (...) Somente agora – neste período de confusão em que multiplicados desvios heréticos parecem vir bater à porta da fé autêntica -, passei a entender que não se tratava de um exagero cantado pelos devotos de Maria, mas de verdades mais do que válidas”.

A Exortação Apostólica após tratar, de maneira admirável, das prerrogativas de Maria, insiste sobre determinadas práticas devocionais que, pelas atitudes acima referidas, estavam sendo relegadas ao esquecimento. Esta publicação do Papa Paulo VI terá reflexos profundos, levando a um exame de posições sobre outros pontos de nossa vida cultual. Devemos distinguir na aplicação das reformas conciliares o que é o produto dos homens daquilo que é fruto do Concílio, isto é, do Espírito Santo. Para os que pertencem à Igreja, fundada por Jesus Cristo, o critério definitivo está na fidelidade ao Papa e aos Pastores, quando unidos ao mesmo.

Este mês de Maria não é só de homenagem a Nossa Senhora. Deve-nos levar, pelo estudo dessa Exortação Apostólica, a um aprofundamento teológico-pastoral da piedade mariana e ir além. Maria contradiz o desespero do mundo. Ela permaneceu fiel ao pé da Cruz. Ela é o símbolo mais completo da nossa verdadeira esperança: ela é cheia de Graça, obra total de Deus. Feliz quem entende que “todas as gerações hão de chamá-la bem-aventurada” (Lc 1, 48).

Há quase duas décadas a Arquidiocese do Rio de Janeiro vem tendo seu encerramento do “Mês de Maio” no histórico penhasco onde os cariocas cultuam Nossa Senhora da Penha de França. É o principal Santuário mariano do Rio. Ali se reúnem, no último domingo de maio, milhares de fiéis como comunidade eclesial para louvar nossa Mãe, em um só hino os ecos de suas paróquias. O Concílio Vaticano II nos ensina (“Lumen Gentium”, 60-63): “A materna missão de Maria, pois, impele o Povo de Deus a dirigir-se, com filial confiança, aquela que está sempre pronta para atender, com afeto de mãe e com o valimento eficaz de auxiliadora”.

Neste final do mês de maio, peçamos a proteção à Maria, nossa mãe e também dos embriões vivos que correm o risco de serem mortos na vã expectativa de proporcionar a saúde de outros.



Leia também:
Comentário de Zenit ao texto.

domingo, 11 de maio de 2008

Terço «traz paz e reconciliação», explica Papa

Ao abrir o mês de Nossa Senhora em Santa Maria a Maior
Roma, segunda-feira, 5 de maio de 2008 (ZENIT.org)

«O Santo Terço não é uma prática relegada ao passado», mas uma oração que «traz paz e reconciliação», disse Bento XVI ao concluir a oração mariana que presidiu em 3 de maio na basílica de Santa Maria a Maior.

Foram muitos os fiéis que foram no primeiro sábado de maio, mês tradicionalmente dedicado a Maria, para acompanhar esta antiga prática de devoção mariana, dedicada nesta ocasião à reflexão sobre os mistérios gozosos: da Anunciação a Maria ao episódio de Jesus no templo, sentado entre os doutores.

Com as notas do «Tu e s Petrus» (Tu és Pedro), o Papa fez sua entrada na mais antiga basílica mariana de Roma, erigida por Sisto III, cuja construção está ligada ao Concílio de Éfeso, que no ano 431 proclamou a Maria Theotòkos, Mãe de Deus.

Antes de iniciar a oração do terço, o Santo Padre se deteve a venerar em silêncio o ícone de Nossa Senhora, «Salus Populi Romani». A imagem que, segundo a tradição, foi pintada pelo evangelista Lucas, e que atualmente é custodiada na Basílica, era no passado levada em procissão pela população para agradecer a Mãe de Jesus pela proteção concedida durante calamidades naturais.

«Na experiência de minha geração – disse o Papa, abandonando-se a algumas lembranças da infância –, as tardes de maio evocam doces lembranças ligadas aos encontros vespertinos para prestar homenagem a Nossa Senhora.»

Bento XVI se deteve na força ainda viva desta devoção mariana: «Hoje, juntos, confirmamos que o Santo Terço não é uma prática relegada ao passado, como oração de outros tempos na qual pensamos com nostalgia».

«O terço está experimentando quase uma nova primavera – acrescentou. Este é sem dúvida um dos sinais mais eloqüentes do amor que as jovens gerações nutrem por Jesus e por sua Mãe, Maria.»

«No mundo atual tão dispersivo, esta oração ajuda a colocar Cristo no centro, como Maria, que meditava interiormente tudo o que se dizia de seu Filho e o que Ele fazia e dizia.»

O Papa elevou uma invocação a Nossa Senhora para acolher a graça que emana dos misté rios do terço, «para que, através de nós, possa ‘irrigar’ a sociedade, a partir das relações cotidianas, e purificá-la de tantas forças negativas, abrindo-a à novidade de Deus».

«Com efeito – acrescentou –, o terço, quando se reza de modo autêntico, não mecânico e superficial, mas profundo, traz paz e reconciliação. Contém em si a potência curadora do nome santíssimo de Jesus, invocado com fé e com amor no centro de cada Ave Maria.»

Daí o convite do Papa a todos os fiéis para que, durante o mês mariano, eles se sintam «próximos e unidos na oração», para formar, com a ajuda de Nossa Senhora, «um só coração e uma só alma».

Ao final, Bento XVI se dirigiu ao novo prefeito de Roma, Gianni Alemanno, acompanhado d e sua esposa Isabella Rauti, dirigindo-lhe «o augúrio de um frutífero serviço ao bem da cidade». Alemanno, que ao ser eleito enviou um telegrama ao Santo Padre, anunciou já ter pedido uma audiência privada a Bento XVI.

Depois, o Papa saudou também a embaixadora americana Mary Ann Glendon, e o ex-porta-voz vaticano, Joaquim Navarro-Valls.