terça-feira, 16 de novembro de 2010
"São necessárias novas linguagens para comunicar a fé", afirma Papa
Cidade do Vaticano, terça-feira 16 de novembro de 2010
Fonte: Agência de Informações Zenit
A Igreja deve buscar linguagens novas e criativas para comunicar ao homem de hoje a beleza da fé e da vida cristã. Esta foi a mensagem de Bento XVI no último sábado, ao receber em audiência, no Vaticano, os participantes da assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Cultura.
No começo da audiência, interveio o presidente do dicastério vaticano, o arcebispo Gianfranco Ravasi. O futuro cardeal explicou que, durante a plenária, foram repassados os diversos itinerários da comunicação, "desde a linguagem artística e musical à juvenil; do rito à rede informática e televisiva; das linguagens e dos 'ícones' virtuais aos sinais materiais; dos símbolos litúrgicos ao testemunho pessoal e existencial".
Por sua vez, o Papa destacou que a comunicação "é um dos aspectos cruciais do nosso mundo e de suas culturas". Por isso, indicou, é tarefa do dicastério vaticano para a cultura "colocar-se à escuta dos homens e mulheres da nossa época, para promover novas ocasiões de anúncio do Evangelho".
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Atividades da Capela de Santa Teresinha, no Derby
Quarta-feira - Missa das almas, às 18 horas, quando os fiéis tem oportunidade de juntar suas orações em favor de seus entes queridos, já falecidos;
Missa: questão de amor
Por Jesús Colina
Roma, sexta-feira 2 de abril de 2010 (ZENIT.org).
A Santa Missa é uma questão de amor, afirma Dom Javier Echevarría, prelado do Opus Dei, quando lhe pedem um conselho para todos aqueles que em algum momento se entediaram na Celebração Eucarística. A este sacramento, Dom Echevarría (que, junto a Dom Álvaro del Portillo, foi a pessoa mais próxima de São Josemaría Escrivá de Balaguer) dedica seu último livro, “Vivir la Santa Misa” (RIALP).
Dom Echevarría, membro da Congregação para as Causas dos Santos e do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, consultor da Congregação para o Clero e membro honorário da Academia Pontifícia de São Tomás de Aquino, busca, com este livro, redescobrir o amor à Eucaristia, “que deve ser o centro da nossa vida”, segundo explica nesta entrevista concedida à Zenit.
-O que o senhor recomendaria aos católicos que dizem que se “entediam” na Missa?
Dom Echevarría: Eu lhes recomendaria que participassem com sinceridade da Missa, buscando e amando Jesus. São Josemaría escreveu em Caminho: “Você diz que a Missa é longa, mas eu acrescento: porque seu amor é curto”.
sábado, 18 de julho de 2009
Óbulo de São Pedro - caridade em escala global
Em 2007 o Vaticano recolheu, nesta iniciativa, 80 milhões de dólares, onde 1.441.987 foram provenientes do Brasil.
No último ano estas ajudas foram destinadas a amenizar a situação de populações atingidas por catástrofes naturais ou pela violência (Gaza, após a guerra de janeiro, por exemplo), através do Conselho Pontifício Cor Unum. Também foi possível ajudar a Cidade dos Meninos “Nazaré” da Ruanda, que acolhe órfãos, com frequência vítimas do genocídio e da guerra civil.
Em nossa Paróquia, neste ano, foram arrecadados R$ 801, sendo R$ 149 coletados na matriz e outros R$ 652 oriundo do Colégio das Damas. Nenhuma outra capela ou colégio se pronunciou.
Serviço: Site oficial do Óbulo de São Pedro
terça-feira, 7 de julho de 2009
Encerramento do Ano Paulino
Na segunda-feira 29 de Junho às 19 horas a nossa comunidade teve a oportunidade de celebrar com uma missa o encerramento do Ano Paulino proposto pela Papa Bento XVI.Na celelebração presidida pelo Pe. Eudes, dentre outros paroquianos destacavam-se na celebração os participantes do grupo de estudo das Cartas de São Paulo. Estes puderam viver com maior intensidade o desafio do Santo Padre,
aprofundando-se no conhecimento do Apóstolo dos Povos.Durante a homilia, o Pe. Eudes traçou resumidamente, mas com maestria, a trajetória do Apóstolo, com seus conflitos e desafios, chegando até à veneração que lhe tem sido prestada ao longo dos séculos.
Lembrou que, curiosamente, não há tanta devoção a São Paulo, apesar das tantas cartas que escreveu (e treze contidas na Bíblia) e de sua importância para o cristianismo. Não há muitas capelas com seu nome, por exemplo.
O Grupo de Estudo das Cartas de São Paulo se reuniu quase que ininterruptamente durante um ano com a frequência média de 12 membros.
Segundo Willy Monteiro, o grupo está disposto a continuar seus estudos mesmo com o encerramento do Ano Paulino, a fim de perpetuar os frutos que já têm surgido. Aguarde novas informações!



quinta-feira, 4 de junho de 2009
Com fazer uma boa leitura na Missa
Por que isso acontece? Simplesmente por se tratar do Jornal Nacional, o maior telejornal do país? Não seria também pela segurança na sua voz, firme e objetiva?
A maior notícia de todas é aquela que a Igreja conta há dois mil anos. A boa nova não envelhece. Mas até mesmo nossos ministros da palavra, leigos no altar, muitas vezes não parecem estar convencidos disso.
COMO EXERCER O MINISTÉRIO DA PALAVRA NAS MISSAS?
1. Entender a Palavra que será proclamada. Para isso, antes da celebração leia, para si mesmo, o trecho sagrado. Perceba Procure entender a Palavra, captar a mensagem que deverá ser transmitida. Dentro deste contexto, tente perceber que trechos do texto são mais importantes na mensagem. Você deverá lê-los com mais ênfase ao proclamar a Palavra.
2. Fazer a leitura à meia-voz para si mesmo ou para um colega. Treine a dicção, sobretudo nas palavras de difícil pronúncia. Caso haja dúvidas, pergunte ao sacerdote celebrante.
3. Dirigindo-se ao ambão para a leitura. Ambão é de onde se lê. Você não deverá levar o jornalzinho «O Domingo». Deixe-o na cadeira. De forma solene, deverá utilizar o próprio livro litúrgico que estará lá, aberto, na página certa com a mesma leitura. Se ao dirigir-se para lá tiver que passar na frente ao sacrário, não esqueça de fazer reverência ao passar pela sua frente. Não tenha pressa, faça bem feito. Se não souber como, peça orientação ao sacerdote antes da celebração.
4. Proclamando a palavra para a comunidade. Enquanto vai lendo, acompanhe com um dedo o trecho lido, a fim de não se perder. Assim, você poderá alternar a atenção e o olhar entre o livro e a comunidade à sua frente, a fim de obter maior atenção. Pronuncie as palavras com ritmo, clareza e firmeza. Nada que um pouco de treino e experiência não resolva.
5. Participe intensamente da celebração. É importante que leitor não esteja lá apenas para a leitura. Por isso, recomenda-se que o ministro participe da inclusive da comunhão eucarística. Caso não esteja devidamente preparado, é sempre bom alertar o celebrante antes da missa.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Comunidade celebra primeira comunhão com entusiasmo
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
«Missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum», diz Adélia Prado
"Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa,o sangue sobre as toalhas,seu lancinante grito,ninguém".
Opiniões pessoais não fazem parte das homilias: é a Igreja que ensina
Por Miriam Díez i Bosch
Roma, sexta-feira, 17 de outubro de 2008 (ZENIT.org).
As homilias devem falar da vida, e não do que o sacerdote pensa, porque os fiéis têm direito, participando da Santa Missa, a escutar o que a Igreja ensina, não o que um sacerdote pensa ou acha que seja certo em um momento determinado; as opiniões pessoais não devem nunca ser objeto de pregação pública, porque assim se faria uma instrumentalização da homilia. Estas são algumas das idéias do professor Salvatore Vitiello, entrevistado pela ZENIT por ocasião do Sínodo sobre a Palavra, que tratou também da problemática ligada às homilias.
Vitiello é professor de Teologia Sacramental no Instituto Superior de Ciências Religiosas de Turim, e de Introdução à Teologia na Universidade Católica do Sacro Cuore de Roma.
O Sínodo está preocupado com as homilias: às vezes são pobres e podem induzir os fiéis a buscarem «mais conteúdo» nas seitas. Que soluções podem ser dadas?
Vitiello: Antes de tudo, eu não generalizaria, afirmando que as homilias são «pobres». Há muitíssimos exemplos de grandes pregadores, realmente capazes de transmitir, com eficácia e autêntico conteúdo espiritual, o Evangelho do Nosso Senhor. Certamente, o problema existe e tem uma dupla raiz: no auditório e no pregador.
É necessário, no primeiro caso, ter presente que a comunicação, nas últimas décadas, mudou muito, trazendo consigo não só novos costumes, mas autênticas mudanças antropológicas, cujos efeitos se verão em um futuro próximo.
A possibilidade de comunicar, em qualquer lugar e instante, com quem se quer, a velocidade e rapidez da comunicação, a introdução dos mais modernos meios, constituem, talvez mais que a televisão, uma verdadeira e autêntica «revolução». Em conseqüência, nem sempre se está preparado para escutar uma homilia que, na realidade, configura-se como um discurso, uma narração, que prevê, para ser compreendida, o treinamento para um tipo de comunicação hoje não tão habitual.
Certamente, muito, eu diria que muitíssimo, depende do pregador. Os sacerdotes são conscientes de não ser «franco-atiradores», mas de exercer o próprio ofício sacerdotal por um mandato explícito de Cristo, através da Igreja. Segue daí que, também a pregação, que é um dos mais insignes serviços ministeriais, deva obedecer a este critério.
Na homilia, que não por acaso está reservada aos ministros sagrados e não pode ser pronunciada por fiéis leigos, exercita-se, de modo particular, o que a Igreja chama de munus decendi, o dever de ensinar. Ensinar o quê? Ensinar como?
A resposta à primeira pergunta é muito simples: Nada que não seja a pura doutrina da Igreja. Os fiéis têm o direito, participando da Santa Missa, de escutar o que a Igreja ensina, não o que um sacerdote, em certo momento, pensa ou acha justo. As opiniões pessoais não deveriam jamais ser objeto de pregação pública, porque se produziria assim uma instrumentalização da homilia.
Partindo do explícito kerygma cristão, segundo o qual Jesus de Nazaré é o Senhor Ressuscitado, Deus feito homem por nós e nossa salvação, é necessário saber apresentar de forma orgânica, progressiva e tendencialmente completa, todas as verdades da fé. É impensável que se pregue exclusivamente, por exemplo, sobre o amor, sem mencionar nunca a verdade e a justiça; ou que as homilias sofram uma «deriva moralista» insustentável, nunca oportunamente sub-rogada às razões sobrenaturais pelas quais vale a pena comportar-se de uma forma ao invés que de outra.
O ponto talvez mais delicado seja «como» pregar e ensinar. Creio que o primeiro fator é a fé e a convicção profunda, nutrida pela oração e a preparação do próprio pregador. O povo santo de Deus tem um «sexto sentido», sensus fidei (sentido da fé), com base no qual reconhece imediatamente se os sacerdotes falam de coisas das quais crêem e têm experiência, ou não.
É também fundamental aprender a suscitar as perguntas últimas no coração dos homens. É completamente inútil dar respostas, ainda que sejam dogmaticamente corretas ou moralmente justas, se no coração não se suscitou uma pergunta, um desejo. A pergunta e o desejo se suscitam através de um encontro pessoal (como confirma o Papa na encíclica Deus caritas est, n. 1), que desperte no coração o que parecia adormecido.
Se a homilia fala de «coisas que têm a ver com a vida», e dá respostas às perguntas fundamentais da existência de cada um, já não será cansativa! Talvez poderá ser discutida ou não compartilhada, mas não será cansativa.
É absolutamente necessário sair, também no que diz respeito à pregação, do «túnel do relativismo», dessa ditadura que impede anunciar a diferença entre verdade e falsidade, bem e mal, pecado e virtude.
Muitos jovens não conhecem a Sagrada Escritura. Há formas de corrigir esta lacuna?
Vitiello: Se uma pessoa, jovem ou adulta, não sabe algo é porque ainda não encontrou alguém que lhe faça interessar-se: alguém capaz de despertar nela o interesse por essa realidade. A Bíblia não é uma exceção deste critério. Quem não se encontrou com Cristo, vivo e presente em seu Corpo, que é a Igreja, que são os cristãos, os que hoje pertencem ao Senhor, dificilmente poderá interessar-se, de maneira correta, na Sagrada Escritura.
Existe, neste sentido, também um grave problema cultural: Se tirarmos do patrimônio comum, inclusive mais elementar, a referência ao Antigo e ao Novo Testamento, não compreenderemos quase nada da história da humanidade.
Tanto desde o ponto de vista artístico (pictórico, escultórico, musical ou arquitetônico) como quanto à estruturação jurídica e moral da sociedade, se não houver um conhecimento mínimo das Sagradas Escrituras hebraico-cristãs, a maior parte dos dados ficará completamente indecifrável.
Os meios para esta «operação cultural» são muitos e deveriam estar voltados sobretudo à instrução, a difusão da cultura bíblica com todos os meios, inclusive a internet, talvez não deixando o monopólio destas informações a sites pouco e mal-informados, freqüentados superficialmente.
Outra coisa é a aproximação existencial do texto Sagrado, que, como disse, depende de um encontro interpessoal significativo, no qual ressoa o anúncio da fé. Uma vida mudada por este encontro trará consigo o amor às Sagradas Escrituras, das quais são testemunhas estes encontros salvíficos, e que será, em todos os âmbitos, capaz de produzir uma «cultura cristã compartilhada».
Até que ponto biblistas e exegetas podem pesquisar na Bíblia?
Vitiello: No conhecimento humano, o método não é decidido arbitrariamente pelo sujeito conhecedor, mas o objeto conhecido o impõe. E o conhecimento é exatamente um encontro entre o sujeito e o objeto. Isso é realismo.
Se esta regra elementar for respeitada, não haverá limites na pesquisa bíblica, porque esta será simplesmente um «adequar-se» ao método que o próprio objeto – ou seja, o Texto Sagrado – sugere, sem esquecer nunca que a Revelação cristã não se limita ao Texto Sagrado, mas inclui a Tradição e o Magistério vivo, sem os quais não é possível interpretar autenticamente as Escrituras.
Não convém esquecer nunca que estamos diante da narração dos atos históricos realizados por Deus para a salvação dos homens e do mundo, narração que tem com verdadeiro autor o próprio Deus e, contemporaneamente, os hagiógrafos humanos.
O fato de que não haja limites para a pesquisa não significa necessariamente que todos os êxitos da pesquisa sejam corretos. O ser «especialista» ou «pesquisadores», em nenhuma disciplina nos salva de cometer erros, inclusive gafes macroscópicas. O critério vale também para biblistas e exegetas.
O Santo Padre Bento XVI, na Introdução ao livro «Jesus de Nazaré», ofereceu uma série de critérios para uma aproximação correta do Texto Sagrado. Acho que vale a pena retomá-los e partir daí, para toda pesquisa bíblica que quiser ser um verdadeiro serviço eclesial.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Papa insiste na centralidade da Eucaristia para vida da Igreja
Albano, segunda-feira, 22 de setembro de 2008 (ZENIT.org).
Bento XVI insistiu neste domingo na centralidade da Eucaristia para a vida cristã, durante a consagração do altar da catedral de Albano, diocese suburbicária de Roma.
Durante a homilia, o Papa explicou que durante a celebração da Missa, o altar «se converte, de certa forma, em ponto de encontro entre o céu e a terra; o centro, poderíamos dizer, da única Igreja, que é celeste e ao mesmo tempo peregrina na terra».«Mais ainda, cada celebração antecipa o triunfo de Cristo sobre o pecado e sobre o mundo, e mostra no mistério o fulgor da Igreja», acrescentou.
A presença real de Cristo na Eucaristia, acrescentou o Papa, «é uma presença dinâmica, que nos segura para tornar-nos seus, para nos assemelharmos a Ele, que nos atrai com a força de seu amor, fazendo-nos sair de nós mesmos para unir-nos a Ele, fazendo de nós uma só coisa com Ele».Neste sentido, o Papa insistiu na necessidade da reconciliação entre os cristãos que participam do sacramento.
«É possível estar em comunhão com o Senhor se não estivermos em comunhão conosco? Como podemos apresentar-nos diante do altar de Deus divididos, distantes uns dos outros?», acrescentou.O Papa explicou que é necessário o perdão e a reconciliação fraternos antes de comungar: «vossa alma deve se abrir ao perdão e à reconciliação fraterna, dispostos a aceitar as desculpas de todos que vos feriram e dispostos, por vossa parte, a perdoar».
«Quando os crentes se colocam em contato em uma determinada ordem, eles se justapõem e formam uma coesão mútua e estreitamente; quando todos estão unidos com a caridade se convertem verdadeiramente em casa de Deus que não teme ser derrubada», acrescentou o Papa, citando Santo Agostinho. Neste sentido, explicou a necessidade não só da comunhão, mas também da co-responsabilidade, pois «a comunhão eclesial é também uma tarefa confiada à responsabilidade de cada um».
«Que o Senhor vos conceda uma comunhão cada vez mais convencida e operante, na colaboração e na co-responsabilidade em todos os níveis: entre presbíteros, consagrados e leigos, entre as diferentes comunidades do vosso território, entre as diversas agrupações de leigos», concluiu.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
O Papa continuará distribuindo comunhão de joelhos e na boca
Cidade do Vaticano, quinta-feira, 26 de junho de 2008 (ZENIT.org).
Bento XVI distribuirá habitualmente a comunhão aos fieis de joelhos e na boca, anunciou o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias.
Em uma entrevista concedida a edição italiana de 26 de junho do «L’Osservatore Romano», Dom Guido Marini responde a quem pergunta se o Papa manterá esta prática que pôde ser vista em sua última viagem à Itália, às localidades de Santa Maria de Leuca e Brindisi. «Creio realmente que sim – considera –. Neste sentido, não se deve esquecer que a distribuição da comunhão na mão continua sendo ainda, do ponto de vista jurídico, um indulto à lei universal, concedido pela Santa Sé às conferências episcopais que o tenham pedido».
«A modalidade adotada por Bento XVI tende a sublinhar a vigência da norma válida para toda a Igreja», declara. Esta modalidade de distribuição do sacramento, diz, «sem tirar nada da outra, sublinha melhor a verdade da presença real na Eucaristia, ajuda à devoção dos fiéis, introduz com mais facilidade no sentido do mistério. Aspecto que em nosso tempo, pastoralmente falando, é urgente sublinhar e recuperar», declara.
A quem acusa Bento XVI de querer impor modelos pré-conciliares, o mestre das celebrações litúrgicas explica que «termos como ‘pré-conciliar’ e ‘pós-conciliar’ me parece que pertencem a uma linguagem que já foi superada e, se são utilizados com o objetivo de indicar uma descontinuidade no caminho da Igreja, considero que são equivocados e típicos de visões ideológicas muito redutivas».
«Há ‘coisas antigas e coisas novas’ que pertencem ao tesouro da Igreja de sempre e como tais devem ser consideradas. Quem é sábio sabe encontrar em seu tesouro tanto umas como outras, sem ter outros critérios que não sejam evangélicos e eclesiais». «Nem tudo o que é novo é verdadeiro, como tampouco o é tudo que é antigo. A verdade atravessa o antigo e o novo e a ela devemos tender sem preconceitos».
«A Igreja vive segundo essa lei da continuidade, em virtude da qual, conhece um desenvolvimento arraigado na tradição. O importante é que tudo esteja orientado a uma celebração litúrgica que seja verdadeiramente a celebração do mistério sagrado, do Senhor crucificado e ressuscitado, que se faz presente em sua Igreja, reatualizando o mistério da salvação e chamando-nos, segundo a lógica de uma autêntica e ativa participação, a compartilhar até suas últimas conseqüências sua própria vida, que é vida de dom de amor ao Pai e aos irmãos, vida de santidade».
quinta-feira, 26 de junho de 2008
A Missa e os avisos
Infelizmente nas missas da matriz, vem ocorrendo uma situação desagradável e desrespeitosa – algumas pessoas que assistem à missa deixam seus lugares e vão embora quando o celebrante começa a dar os avisos.Trata-se de um comportamento feio, e como já disse, desrespeitoso, não só para com o padre que está dando informações sobre as atividades e eventos que irão ocorrer, mas também para com o próprio Deus. Pode-se até argumentar que os avisos são repetitivos, e que já se sabe de cor os horários das missas... E daí, qual o problema? Será que esperar mais 5 minutos faz tanta diferença assim? O padre dá os avisos para informar a comunidade, e vale lembrar que algumas pessoas são novas na paróquia e desconhecem os horários das missas e das outras atividades que são lembradas neles. Portanto, os avisos têm de ser dados.
O desrespeito para com Deus já se explica por si só. A missa só acaba quando o sacerdote celebrante deixa o altar, após a bênção final. Até então, a missa não chegou ao fim. Quem deixa a igreja durante os avisos, além de sair antes do fim da missa, sai sem receber a bênção de Deus dada através do sacerdote. Será que isso é pouco importante? Lembro que durante a missa quem celebra é o próprio Cristo, pois o celebrante age in persona Christi, na pessoa de Cristo. Vale a pena sair durante os avisos, antes da bênção final?
Àqueles que têm esse péssimo hábito, que procurem exercer as virtudes da paciência, ao esperar até o fim da missa, e da caridade, de respeitar a presença do sacerdote no altar.
O Vigário
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Silêncio na liturgia não é espaço vazio
Por Alexandre Ribeiro
SÃO PAULO, terça-feira, 24 de junho de 2008 (ZENIT.org).
«A própria Liturgia tem na sua sequência uma série de momentos de silêncio, que não são espaços vazios de tempo, mas espaços de tempo repletos da Presença.» Quem afirma é a professora de arte Cristina Langer, que falou sobre o tema da beleza na liturgia no Simpósio Teológico comemorativo do centenário da diocese de Ribeirão Preto (São Paulo), neste início de junho, evento que foi inaugurado pelo arcebispo local, Dom Joviano Lima Júnior. Zenit conversou com a professora sobre o assunto.
-- Qual a relação entre liturgia e beleza?
-- Cristina Langer: A beleza tem a tarefa de nos despertar a uma outra coisa que não está nela mesma. Diante da beleza o coração se enche de espera, porque imediatamente nasce a pergunta: Quem é o Artífice, o Criador disto tudo? Então tudo que é belo pode abrir em nós o desejo da busca do Senhor, a Beleza encarnada.
Na Liturgia a beleza é o próprio motivo pelo qual a celebração se dá: para Deus, com Ele e Nele. Qualquer motivo que não seja este esconde a Beleza presente ao invés de revelá-la. Na minha experiência, a participação diária à Santa Missa é a “coroação” de tudo o que me acontece naquele dia porque é o Lugar Privilegiado para retomar a minha consciência ao reconhecimento da presença da Beleza de Cristo.
-- No contexto da liturgia e da vida espiritual, há como uma perda da sensibilidade para o belo?
-- Cristina Langer: Na experiência de todos nós católicos (sacerdotes, religiosos ou leigos), creio que esta que poderia ser chamada “perda de sensibilidade” é o nosso maior drama. O drama é justamente o ceder ou não ceder à Beleza de Cristo no contexto da vida. O coração deseja esta familiaridade com Aquele que é a própria Beleza, para que repletos da Sua Presença possamos reconhecê-Lo presente em todas as circunstâncias da nossa realidade, para que nossos olhos possam transbordar para o mundo este que é a Beleza.
Este drama, ou perda de sensibilidade, é fruto da nossa auto-suficiência, desta separação que fazemos das coisas do dia-a-dia e da vida espiritual. A nossa vida cotidiana, a realidade do trabalho, das obrigações, das alegrias, das perdas e dificuldades... ou é diante do Senhor, com o Senhor, tornando-se um pedido cotidiano “Vem, Senhor Jesus”, ou não é vida.
-- Como cuidar da beleza na liturgia?
-- Cristina Langer: “A Liturgia, por sua vez, só é bela e, portanto, verdadeira quando despojada de qualquer outro motivo que não seja a celebração de Deus, para Ele, por meio Dele, com Ele e Nele.” (Via Pulchritudinis - Documento da Assembléia Plenária dos Bispos, 2006)
A Liturgia deve ser vista como um todo, e não como algo fragmentado, com momentos um pouco mais ou um pouco menos importantes. Não pode ser “atravessada” como um “ritual” já conhecido. Cada instante da celebração é importante e deve ser acolhido e saboreado, porque cada momento será único, belo e verdadeiro somente se vivido no reconhecimento do Senhor. Ao sacerdote cabe colher e revelar a beleza presente nas leituras e no Evangelho, orientando os fiéis apenas para o que é essencial (Cristo), e nunca para qualquer outro “assunto”. Como num todo, as equipes responsáveis pela música e colaboração à Liturgia devem ser igualmente orientadas e acompanhadas ao Essencial.
Outro aspecto muito importante a meu ver é o silêncio. A própria Liturgia tem na sua sequência uma série de momentos de silêncio, que não são espaços vazios de tempo, mas espaços de tempo repletos da Presença. Ao preencher estes momentos com músicas ou palavras supérfluas, encobrimos o Essencial.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Comentários nas Missas
“A Comissão Episcopal para a Liturgia (CEPL) realizou, nos dias 2 e 3 de julho de 2007, em Aparecida (SP), um encontro com os responsáveis pelos folhetos litúrgicos nos diversos momentos da celebração.
Com o consenso dos participantes, a CEPL faz um apelo aos redatores desses folhetos para que se apresente apenas um comentário para introduzir a Liturgia da Palavra, com a finalidade de preparar e dispor os fiéis para ouvirem atentamente as três (1ª Leitura, 2ª Leitura e Evangelho). Assim já não haveria, separadamente, um comentário para cada uma das leituras.
Optamos por essa decisão para darmos maior valor à Palavra proclamada. Esta não pode ser interrompida ou intercalada com comentários ou explicações que quebrem a sua unidade e o ritmo da celebração. A explicação e a atualização da palavra devem ser feitas em momento próprio, a homilia. Por isso, muito mais do que um comentário, é a atitude de quem vai proclamar que ajuda a palavra a ser ouvida e acolhida.
Na celebração litúrgica, as “introduções” prestam serviço de “iniciar”, despertar, dispor a assembléia para a escuta atenta da palavra. Para usarmos um termo dos meios de comunicação social, essas “introduções” poderiam ser comparadas às “chamadas” que anunciam e preparam a assembléia para a escuta do Senhor.
Tenha-se presente que o Missal prevê para a celebração da Liturgia da Palavra, com destaque aos momentos de silêncio após cada leitura (cf. IGMR, 128-134). Aí está claro que os “comentários” não têm a finalidade de dar informações catequéticas ou moralistas, mas devem ser mistagógicos, insto é, conduzir a assembléia à plena participação da ação litúrgica.
Extraído do Jornal Fátima Informa, da Paróquia N.Sra. de Fátima de Boa Viagem, 06/08






