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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Colaboradora do Papa pede reconhecimento da mulher da direção espiritual

Flaminia Giovannelli analisa papel da mulher da Igreja
Cidade do Vaticano, quinta-feira, 22 de julho de 2010 (ZENIT.org) -

Uma das mulheres com maior responsabilidade na cúria romana propõe dar um maior reconhecimento e espaço ao papel que a mulher pode oferecer na direção espiritual. A proposta é formulada na edição italiana de hoje do L´Osservatore Romano, jornal da da Santa Sé, por Flaminia Giovannelli, primeira mulher leiga, nomeada por Bento XVI, como subsecretária do conselho pontifício Justiça e Paz.

"Minha imagem da igreja é aquela na qual João Paulo II e a Madre Tereza se dão as mãos...", começa explicando Giovannelli, nascida em Roma em 24 de maio de 1948, licenciada em Ciências Políticas e Ciências Religiosas. Esta imagem é ilustrada depois com casos concretos de vida: "Quando penso em tantas religiosas que em suas congregações, em diferentes níveis, desempenham de maneira totalmente independente papéis extraordinários, não só para exercer a caridade, mas também para gestionar patrimônios, organizar escolas e hospitais e, sobretudo, para acompanhar a vida espiritual de suas irmãs, tendo o respeito de todos por seu admirável trabalho, acho que seu valor se afirma por si mesmo".

domingo, 13 de junho de 2010

América Latina está fortemente contra o aborto

Um estudo desmistifica que este tema seja um “clamor social”
Cidade do México, segunda-feira 7 de junho de 2010 (ZENIT.org–El Observador).

Um estudo de opinião pública realizado pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (FLACSO) revelou que em quatro países da região a maioria dos cidadãos se opõe à legalização do aborto. No Brasil, Chile, México e Nicarágua não há apoio da opinião pública para a legalização total do aborto.

Entre 66% e 81% dos entrevistados rejeitaram a legalização do aborto em seus países. Foi-lhes pedido para escolher de 1 a 10, onde o 1 era a lei mais restritiva e o 10, a liberação total. A média em todos os países foi de 4.5, uma resposta que se inclina a uma oposição à interrupção da gravidez.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cristo: melhor aliado da mulher, segundo pregador do Papa

Deveria haver uma petição de perdão coletiva dos homens às mulheres
Por Inma Álvarez
Cidade do Vaticano, sexta-feira 2 de abril de 2010 (ZENIT.org).

Com a cruz, Cristo inverteu a lógica da violência, derrotando-a. No entanto, esta continua predominando nas relações humanas, dos poderosos contra os fracos e, infelizmente, entre o homem e a mulher. Assim afirmou o pregador da Casa Pontifícia, Raniero Cantalamessa, durante a pregação por ocasião da Sexta-Feira Santa, dirigida hoje à Cúria Romana, na presença do Papa.

Cantalamessa insistiu na gravidade da violência contra a mulher e afirmou que “esta é uma ocasião apropriada para levar as pessoas e instituições que lutam contra essa violência à compreensão de que Cristo é seu melhor aliado”. Em Cristo, “já não é o homem que oferece sacrifícios a Deus, mas é Deus quem se ‘sacrifica’ pelo homem”, explicou. “O sacrifício não mais se destina a ‘aplacar’ a divindade, mas a aplacar o homem, fazendo-o renunciar a sua hostilidade nas relações com Deus e com o próximo.”

segunda-feira, 23 de março de 2009

Bento XVI sublinha papel da mulher na defesa do direito à vida

Hoje começa em Roma o primeiro Congresso Internacional sobre Mulher e direitos humanos
Por Inma Álvarez
Roma, Domingo 22 de Fevereiro de 2009 (Zenit.org)

A resposta aos atuais ataques contra a vida pode ser dada sobretudo pelas mulheres, através de um «novo feminismo» que defenda os direitos humanos e respeite fortemente a vida. Assim afirmou o Papa Bento XVI em uma mensagem enviada ao cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício «Justiça e Paz», por ocasião do primeiro Congresso Internacional sobre a Mulher, que começou hoje em Roma.

O Congresso, com o lema «Vida, família, desenvolvimento: o papel da mulher na promoção dos direitos humanos», foi organizado por este dicastério, em colaboração com a World Women Alliance for Life and Family (WWALF) e a World Union of Catholic Women's Organizations (WUCWO).

A mensagem do Papa, publicada nesse sábado, afirma que o congresso supõe «uma resposta exemplar ao que meu predecessor João Paulo II definia como "um novo feminismo", que tem o poder de transformar a cultura, imprimindo-lhe um forte respeito pela vida». A carta do Papa foi lida nesta manhã ao início dos trabalhos do congresso, pelo cardeal Martino, acompanhado das presidentas da WWALF, Olimpia Tarzia, e da WUCWO, Karen M. Hurley.

Uma das tarefas da mulher cristã, sublinhou o pontífice, é «corrigir todo o mal entendido com respeito ao Cristianismo visto só como uma coleção de mandamentos e proibições». «Os dez mandamentos não são uma série de "nãos", mas um grande "sim" ao amor e à vida», acrescenta o Papa em sua mensagem.

Na apresentação do congresso, o cardeal Martino sublinhou que hoje «não se pode separar a questão social da questão da família e da vida», e que em ambas questões está entrelaçada a questão da dignidade da mulher, que no fundo é «uma questão antropológica, de concepção do ser humano».

O purpurado destacou que as mulheres católicas «devem encontrar, com generosidade e amor, os caminhos de um novo protagonismo em grau de gerar esse humanismo integral e solidário a que nos chama a doutrina social da Igreja». «Deve nascer um novo feminismo, depois desse outro mortificante inspirado pelo individualismo niilista e libertário», afirmou o cardeal Martino. Um novo feminismo «amigo da vida, amigo da família e do amor conjugal, e disposto a lutar contra injustiças e opressões».

No mesmo sentido se expressou a professora Tarzia, cuja organização, a WWALF, hoje estendida em 50 países, nasceu precisamente em torno do manifesto Novo Feminismo, que apareceu na Itália em janeiro de 2003. Tarzia afirmou que «está crescendo, entre as mulheres do mundo, uma consciência que deve ser declarada: as leis que legalizam o aborto são uma derrota para a mulher e para a sociedade inteira. É uma consciência à qual devem seguir os fatos: a mobilização geral de consciências e instituições em favor da vida, da mulher, da família, da dignidade da pessoa».

Por sua parte, a presidenta da WUCWO, Karen M. Hurley, organização nascida em 1910 que representa mais de 100 instituições de todo o mundo, sublinhou o importante passo adiante na consideração da mulher dado pelo Magistério desde o Concílio, e especialmente pelos últimos papas. As mulheres hoje, sublinhou Hurley, «estão chamadas a ser sinais do amor de Deus compartilhando nossa fé e oferecendo esperança a um mundo que necessita. O modelo de nossa Santíssima Mãe Maria e outras mulheres nas Sagradas Escrituras e os ensinamentos da Igreja devem aumentar a consciência de nossa missão, a vocação, a dignidade e a espiritualidade». «Que nosso discernimento orante aumente esta tomada de consciência e nos ajuda a aceitar o papel que Deus nos deu na proteção da dignidade de toda vida humana e na promoção dos direitos humanos», concluiu a representante da WUCWO.