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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Casamento, caminho de santidade

Ciclo de conferências do Pontifício Instituto João Paulo II de Roma
Por María de la Torre, Zenit
Cidade do Vaticano, quarta-feira 19 de janeiro de 2011

O casamento é um autêntico caminho de santidade, e é por isso que o Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família organizou, a partir de janeiro, uma série de palestras sobre "Perfis de santidade conjugal".

Nesta série de palestras, tratarão de temas como a força que vem do amor, a fidelidade ao amor, testemunhos de amor entre outros, acompanhados de depoimentos de casais no caminho da santidade.

O ciclo de palestras foi inaugurado em 13 de janeiro, com o tema "Um caminho de amor e fé no casal", tomando o exemplo de Raissa e Jacques Maritain, dois jovens intelectuais convertidos que se conheceram em 1900 e desde então começaram uma vida juntos, descobrindo o caminho da fé, com a única meta de santificar seu casamento. A conversão do casal Maritain não foi fácil, como reconhece a coordenadora do 2º ciclo, Ludmila Grygiel. Raissa e Jacques procuraram o sentido da vida e a verdade na filosofia, e correram o risco de cair em desespero, inclusive pensaram no suicídio.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"São necessárias novas linguagens para comunicar a fé", afirma Papa

Na audiência com os participantes da plenária do Conselho Pontifício para a Cultura
Cidade do Vaticano, terça-feira 16 de novembro de 2010
Fonte: Agência de Informações Zenit

A Igreja deve buscar linguagens novas e criativas para comunicar ao homem de hoje a beleza da fé e da vida cristã. Esta foi a mensagem de Bento XVI no último sábado, ao receber em audiência, no Vaticano, os participantes da assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Cultura.

No começo da audiência, interveio o presidente do dicastério vaticano, o arcebispo Gianfranco Ravasi. O futuro cardeal explicou que, durante a plenária, foram repassados os diversos itinerários da comunicação, "desde a linguagem artística e musical à juvenil; do rito à rede informática e televisiva; das linguagens e dos 'ícones' virtuais aos sinais materiais; dos símbolos litúrgicos ao testemunho pessoal e existencial".

Por sua vez, o Papa destacou que a comunicação "é um dos aspectos cruciais do nosso mundo e de suas culturas". Por isso, indicou, é tarefa do dicastério vaticano para a cultura "colocar-se à escuta dos homens e mulheres da nossa época, para promover novas ocasiões de anúncio do Evangelho".

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Papa: sinal da cruz reflete Trindade que habita em nós

Por ocasião da oração dominical do Ângelus
Cidade do Vaticano, domingo 30 de maio de 2010 (ZENIT.org).

Por meio do sinal da cruz, lembramos a Trindade divina que "passa a habitar em nós" a partir do dia do Batismo.

Foi o que disse Bento XVI neste domingo, antes da oração do Ângelus, recitada na presença de cerca de 50 mil fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano.




Refletindo sobre o mistério da Trindade, celebrado na liturgia de hoje, o Papa evidenciou a importância do sinal da cruz, que, "em certo sentido, recapitula a revelação de Deus advinda dos mistérios pascais: morte e ressurreição de Cristo, sua ascensão à direita do Pai e a efusão do Espírito Santo."

domingo, 27 de setembro de 2009

Pode um político ser santo?

Conclui a fase diocesana do processo de beatificação de um político: Igino Giordani, que também foi escritor, jornalista e co-fundador dos Focolares
Roma, quinta-feira, 24 de setembro de 2009 (zenit.org).


Em 27 de setembro concluirá em Rocca di Papa, localidade próxima de Roma, a fase diocesana do processo de beatificação do político italiano Igino Giordani, que teve papel importante ao lado de Chiara Lubich na fundação do Movimento dos Focolares. O processo de Giordani (Tivoli, 24 de setembro de 1894 – Rocca di Papa, 18 de abril de 1980), que também foi escritor, jornalista e diretor da Biblioteca Apostólica Vaticana, passará à Congregação para as Causas dos Santos da Santa Sé.

Pode um político ser santo? É a questão que Igino Giordani propõe quando, em 1946, Alcide De Gasperi, fundador da Democracia Cristã e um dos pais da Europa, também em processo de beatificação, lhe convence a participar das eleições políticas.

O anseio de santidade havia se acendido nele já aos 22 anos, no leito de um hospital militar, vítima da primeira guerra mundial. Após a segunda guerra mundial foi um dos pais da Constituição Italiana e parlamentar como “serviço social, caridade em ato”. Valente defensor da paz, considera a guerra “uma operação contra o povo, que despreza a liberdade, a democracia”, segundo explica o Movimento dos Focolares no anúncio do encerramento do processo diocesano.

Precedentemente, por suas duras intervenções contra o fascismo, vive “no desterro civil e político”: é expulso do registro dos jornalistas e privado do ensino.

“Ou a Europa se une, ou a Europa perece”, escreve nos anos cinquenta, quando era membro do primeiro Conselho dos Povos da Europa. Desde os anos vinte havia proposto o nascimento dos Estados Unidos da Europa.

Foi diretor de vários jornais, escreveu uma centena de livros e mais de 4 mil artigos de fundo político, cultural e religioso. Intelectual de destaque do catolicismo italiano, estudioso dos Padres da Igreja, foi pioneiro do Concílio Vaticano II, especialmente pelo que se refere aos temas do laicado e do ecumenismo.

Em 1948 sua vida deu uma volta ao encontrar-se com Chiara Lubich, que em 1943 havia dado vida a um novo Movimento na Igreja: os Focolares, acendendo nele uma “revolução na alma”. Encontra o que havia buscado durante muito tempo: “o mundo leigo da vida mística”. Seu caminho solitário se torna comunitário.

Giordani, por sua parte, dá uma contribuição importante ao desenvolvimento do carisma da unidade dos Focolares no campo ecumênico e para a renovação do mundo da família, da política e de diversos âmbitos da sociedade. Até o ponto de que foi considerado por Chiara Lubich como um dos co-fundadores do Movimento.

A fase diocesana do processo foi concluída depois de 5 anos de trabalho, com 2.500 páginas das atas do processo. Os teólogos censores examinaram 98 livros e mais de 4 mil artigos; os peritos em história, 120 arquivos de escritos inéditos, constituídos por mais de 60 mil páginas. Tem-se, também, documentação de mais de 50 graças recebidas por intercessão de Giordani. Entre estas o postulador da causa elegerá a que deve ser submetida ao juízo da Igreja para certificá-la como milagre.

A abertura da causa aconteceu em 6 de junho de 2004, na catedral de Frascati, diocese onde Igino Giordani faleceu. A cerimônia da fase diocesana conclusiva acontecerá no Centro internacional dos Focolares de Rocca di Papa, em cuja capela se conservam os restos de Giordani e de Chiara Lubich. O recém-nomeado bispo de Frascati, Dom Raffaelo Martinelli, presidirá, às 16h30 (hora italiana), o ato jurídico, que será precedido pela intervenção da atual presidente dos Focolares, Maria Voce.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O papel dos pais na vocação dos filhos

Ajudando a descobrir o plano de amor de Deus

O Papa explicou hoje como os pais preparam as vocações de seus filhos, ajudando-os a descobrir o plano de amor de Deus, com generosa dedicação. Ele o fez ao meio-dia de hoje no pátio da residência de Castel Gandolfo, por ocasião do Ângelus, no encontro semanal com os peregrinos.

“Quando os cônjuges se dedicam generosamente à educação dos filhos, guiando-os e orientando-os no descobrimento do plano de amor de Deus, preparam esse fértil terreno espiritual no qual florescem e amadurecem as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada”.

“Revela-se quão intimamente estão ligadas e se iluminam mutuamente o matrimônio e a virgindade, a partir de sua comum firmeza no amor esponsal de Cristo”, acrescentou.

Para indicar a importância da família na vocação de cada pessoa, Bento XVI destacou o exemplo de numerosas “autênticas famílias cristãs que acompanharam a vida de generosos sacerdotes e pastores da Igreja” ao longo da história. Concretamente referiu-se aos esposos beatos Luigi Beltrame Quattrocchi e Maria Corsini e às famílias dos santos Basílio Magno e Gregório Nacianceno.

O Santo Padre se deteve a explicar o exemplo de Santa Mônica, cuja festa celebrou-se nesta quinta-feira, e sua influência no caminho de santidade de seu filho Santo Agostinho. Para aquele que chegou a ser bispo de Hipona, Santa Mônica se converteu em “mais que mãe, a fonte de seu cristianismo”, e ele repetiu que sua mãe “o havia gerado duas vezes”, destacou o Papa.

Também se referiu à Exortação Apostólica de João Paulo II Familiaris consortio, afirmando que “este documento, além de ilustrar o valor do matrimônio e as funções da família, solicita aos esposos um particular compromisso no caminho de santidade, que, tirando graça e força do sacramento do matrimônio, acompanha-os ao longo de toda sua existência”.

Finalmente, o Papa tomou uma parte da oração do Ano Sacerdotal para pedir que, “por intercessão do Santo Cura d’Ars, as famílias cristãs se convertam em pequenas igrejas, nas quais todas as vocações e todos os carismas, dados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados”.

Fonte: Zenit

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Um simples padre de aldeia

Cardeal Odilo Scherer narra trajetória de São João Maria Vianney
São Paulo, segunda-feira 10 de agosto de 2009 (ZENIT.org).

A Igreja recorda o 150º aniversário da morte de São João Maria Vianney, o Cura de Ars, falecido em 4 de agosto de 1859. Para a maioria dos leitores, certamente, trata-se de um ilustre desconhecido. Então vamos situá-lo no tempo e no espaço: de fato, os “santos” católicos não são personagens imaginários nem produto da fantasia, mas pessoas reais e históricas.

Nasceu em 8 de maio de 1786, em Dardilly, ao norte de Lyon. Na França ouviam-se discursos inflamados por toda parte contra a burguesia e o regime absolutista, reclamando por uma nova ordem social e política; a Bastilha já balançava e a Revolução Francesa estava para explodir. Também contra o clero as invectivas eram virulentas: no velho regime, boa parte dele formava uma classe à parte e tinha muitos privilégios. A bem da verdade, porém, deve-se dizer que, na mesma época, na França, também floresciam por toda parte obras sociais suscitadas e mantidas pelo clero e pelas organizações da Igreja para o benefício do povo esquecido e explorado.

Nesse contexto, o jovem Vianney quis ser padre. Não era sem riscos, pois a vigilância da polícia revolucionária estava por toda parte. Durante vários anos, favoráveis e contrários à Revolução dividiam dolorosamente a Igreja; símbolos religiosos eram varridos dos espaços públicos por uma onda de intolerância religiosa, em nome do Estado laico instaurado pela Revolução; padres foram perseguidos, jogados na cadeia e também assassinados. Quando a paz voltou, Vianney, já com 20 anos, foi ser alfabetizado; queria estudar e na sua aldeia não havia escola. Teve sérias dificuldades nos estudos, sobretudo por causa do latim, matéria obrigatória para os estudos eclesiásticos e para o desempenho das funções sacerdotais. Já houve quem o descreveu como “burrinho”, talvez por desprezo, pois sem inteligência ele não era. Ao visitar sua humilde casa paroquial em Ars, ainda hoje existente, eu mesmo pude observar ali vários livros bem volumosos, que lhe pertenceram, sublinhados e anotados à margem. Eram até muitos para uma época em que os livros não eram abundantes nem acessíveis, como hoje.

Foi ordenado padre em 13 de agosto de 1815, com 29 anos de idade. Pouco mais tarde, o arcebispo de Lyon enviou-o para Ars, camponesa numa região de bons vinhos, como o Beaujolais... Não longe de lá, vê-se ainda o que sobrou da abadia beneditina de Cluny, importantíssimo na vida religiosa e civil da França durante vários séculos. Foi destruída no tempo da Revolução; depois, uma parte pequena foi reerguida, o resto continua em ruínas. Ars, com cerca de 370 habitantes, tinha fama de “terra sem Deus”, onde fé cristã e as práticas religiosas tinham caído no esquecimento. Muitos padres largaram o serviço da Igreja, trocando o altar pelas barricadas e o catecismo pelas baionetas; a mentalidade iluminista, o anti-clericalismo e os preconceitos contra a religião haviam lançado raízes também naqueles ermos distantes de Paris.

Ao ser nomeado, o Cura recebeu esta recomendação: “em Ars não há muito amor a Deus, mas o senhor o despertará!” Era como ser mandado ao deserto, para fazê-lo reflorir... O Cura não se deixou desanimar e acolheu o encargo como missão recebida de Deus, pondo-se logo a trabalhar. Visitava as famílias e as pessoas doentes, rezava muito, estava sempre na igreja, dentro da qual até instalou seu simples dormitório, celebrava as missas, atendia as confissões... No início, ficava praticamente sozinho; aos poucos, porém, o povo reconheceu nele um homem de Deus.

Nos últimos anos de sua vida chegava a passar 16 horas por dia no confessionário. Seu modo de falar de Deus (le bon Dieu), sua fé límpida e a bondade no trato com todos chamaram a atenção. Seu amor pelos pobres era concreto: dava-lhes tudo, até suas roupas, e o dinheiro nem esquentava em suas mãos, mas era passado logo aos pobres. Em 1824, fundou a Casa da Providência, inicialmente, uma escola para meninas em geral e, em seguida, só para meninas abandonadas; nesta obra, Vianney conseguiu agregar a solidariedade de muitas pessoas.

A obscura aldeia de Ars, aos poucos, tornou-se conhecida em toda a região e até nos palácios de Paris. O povo chegava em peregrinações para ver e ouvir o humilde Cura. Eram pessoas simples e também instruídas, que não mediam sacrifícios para ouvirem suas pregações e conselhos, para receberem sua bênção, rezarem com ele... Outros famosos talvez ostentavam obras bem mais vistosas, faziam discursos eruditos, contavam com o poder do dinheiro e da força política. Ele não tinha nada disso para impressionar as massas. Por qual motivo, então, o povo o procurava? Por qual desejo esperavam horas e horas na fila para se confessarem com ele? Em 1830 passaram por Ars quase 30 mil pessoas, querendo encontrar o Cura; em 1840 começou a funcionar diariamente um serviço de diligências, que partiam diretamente de Lyon para Ars. Por que o povo queria ir para Ars? Para ver o quê?

Para alguns, a resposta a estas perguntas intrigantes pode ser ainda mais intrigante: para ver um simples padre de aldeia, que lhes falava do “bom Deus”. Sem milagres nem mistificações. Ele mesmo era um homem de Deus, que comunicava o fascínio do amor de Deus às pessoas e diante do qual até os pecadores mais empedernidos caíam de joelhos, pediam o perdão de seus pecados e recebiam a paz da consciência.

Por decisão de Bento XVI, Vianney é o patrono de todos os sacerdotes, comemorado cada ano no dia 4 de agosto. Ainda hoje, muitos padres, a exemplo do Cura de Ars, nos campos e nas metrópoles, gastam a vida falando do bom Deus e servindo aos irmãos. Foi pensando neles que escrevi este artigo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Encerramento do Ano Paulino

Na segunda-feira 29 de Junho às 19 horas a nossa comunidade teve a oportunidade de celebrar com uma missa o encerramento do Ano Paulino proposto pela Papa Bento XVI.

Na celelebração presidida pelo Pe. Eudes, dentre outros paroquianos destacavam-se na celebração os participantes do grupo de estudo das Cartas de São Paulo. Estes puderam viver com maior intensidade o desafio do Santo Padre, aprofundando-se no conhecimento do Apóstolo dos Povos.

Durante a homilia, o Pe. Eudes traçou resumidamente, mas com maestria, a trajetória do Apóstolo, com seus conflitos e desafios, chegando até à veneração que lhe tem sido prestada ao longo dos séculos.

Lembrou que, curiosamente, não há tanta devoção a São Paulo, apesar das tantas cartas que escreveu (e treze contidas na Bíblia) e de sua importância para o cristianismo. Não há muitas capelas com seu nome, por exemplo.

O Grupo de Estudo das Cartas de São Paulo se reuniu quase que ininterruptamente durante um ano com a frequência média de 12 membros.

Segundo Willy Monteiro, o grupo está disposto a continuar seus estudos mesmo com o encerramento do Ano Paulino, a fim de perpetuar os frutos que já têm surgido. Aguarde novas informações!




quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Casal santo que soube educar sua família nos caminhos de Deus

Bispo brasileiro comenta beatificação dos pais de Santa Teresinha
São Paulo, segunda-feira, 20 de outubro de 2008 (ZENIT.org).

Segundo um bispo brasileiro, os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus «destacam-se como modelo de casal santo que soube educar sua família nos caminhos de Deus».

Dom Gil Antônio Moreira, bispo de Jundiaí, São Paulo, escreveu aos fiéis no contexto da beatificação do casal Zélia Guérin e Luís Martin, ocorrida no domingo 19/10, na Basílica de Lisieux, na França. O bispo cita palavras da jovem Santa Teresinha, que afirmava: «o Bom Deus deu-me um pai e uma mãe mais dignos do céu do que da terra».

Zélia Guérin e Luís Martin, pais de nove filhos, quatro deles falecidos em tenra idade, são o segundo casal beatificado simultaneamente, depois dos italianos Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi (falecidos em 1951 e 1965 e beatificados em 2001 por João Paulo II).

Santa Teresinha teve outras quatro irmãs monjas: Maria, Paulina, Leônia e Celina, três carmelitas e uma visitandina. Mas, de acordo com Dom Gil Moreira, Teresinha distingue-se entre suas irmãs pela «expressividade de seu amor a Deus e à Igreja em tão pouco tempo de vida». Ela faleceu aos 24 anos de idade, em 1897. Foi canonizada em 1925. E é hoje uma das santas mais conhecidas de todo o mundo, comenta o bispo.

«Refletindo sobre as Cartas de São Paulo, encantou-se com a primeira aos Coríntios que a fez exclamar: encontrei o meu lugar na Igreja, tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará.»

Dom Gil afirma que «o lar de Alençon era iluminado de autêntico compromisso religioso, sendo Zélia modelo de esposa, mulher orante, participante da vida sacramental diária, pois toda manhã se dirigia à igreja para a primeira missa». «O amor à mãe de Jesus lhe era tão vivo, que celebrava em casa, com o marido e as filhas, os atos devocionais do mês de maio, diante de um altar que artisticamente organizava, onde punha em evidência a linda imagem de Nossa Senhora do Sorriso.»

Já Luís, «o esposo fiel, guardava profundo amor à Eucaristia. Além da participação assídua à missa, tinha por costume fazer a adoração noturna ao Santíssimo Sacramento». Certa vez --narra o bispo--, Zélia escreve à filha no mosteiro: ‘Teu pai foi fazer a Adoração noturna na noite passada, ainda que estivesse muito fatigado quando nos deixou, às nove horas da noite. Em outra ocasião, já havia escrito: Estou muito feliz com ele, pois torna a minha vida muito doce. Meu marido é um santo homem, desejo um igual a todas as mulheres’.

«Em casa tão santa, não havia como evitar uma exclamação de Zélia, ao ver que certos casamentos não se pautam pelos princípios do santo Evangelho e, por isso, vão se dando em nada. Exclama: Meu Deus, como é triste uma casa sem religião», conta o bispo. De acordo com Dom Gil Moreira, o Abade Dumaine, seu pároco, testemunhou: era notável a união nesta família, tanto entre os esposos, como entre os pais e as filhas.

Os nomes dos pais de Santa Teresinha «brilham novamente no céu» e o santo casal «será espelho para as famílias que buscam verdadeira felicidade só possível na fidelidade matrimonial e na primorosa e santificadora educação dos filhos», afirma o bispo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Unidade dos cristãos: simpósio internacional sobre santidade e martírio

Organizado pelo Conselho Ecumênico das Igrejas no mosteiro italiano de Bose
Roma, quarta-feira, 24 de setembro de 2008 (ZENIT.org).

Um simpósio internacional se centrará na santidade e no martírio como fontes de unidade entre os cristãos. Nele, uma série de especialistas internacionais analisará como a vida exemplar dos cristãos pode contribuir para a união das Igrejas. O Simpósio está organizado pela comissão «Fé e Constituição», do Conselho Ecumênico das Igrejas (WCC), e acontecerá entre 29 de outubro e 2 de novembro, no mosteiro italiano de Bose.

«Na história da Igreja, os homens e as mulheres que levaram uma vida cristã exemplar enriqueceram consideravelmente o patrimônio do movimento ecumênico», sublinha Tâmara Grdzelidze, responsável de programação da Comissão Fé e Constituição.

Cerca de 80 teólogos e responsáveis ortodoxos, católicos, protestantes e pentecostais participarão do simpósio e avaliarão «em que medida a memória comum das testemunhas da fé pode contribuir para a realização de uma espiritualidade ecumênica». Entre os especialistas, intervirão Mary Tanner, presidente para a Europa do Conselho Ecumênico das Igrejas, e o arcebispo de Cantorbery, Rowan Williams, que fará chegar um discurso, ainda que não possa ir pessoalmente.

«O simpósio quer manifestar a riqueza da santidade e do martírio, valorizados nas diferentes tradições e contextos cristãos, e como pode ajudar a conscientizar e contribuir para a reconciliação e compreensão mútua», acrescenta Grdzelidze.

Neste contexto, haverá uma comemoração ecumênica destas testemunhas da fé no sábado, 1º de novembro, festa de Todos os Santos para a tradição cristã ocidental. Os organizadores recordam também o gesto de João Paulo II, em 17 de maio de 2000, no Coliseu de Roma, dentro dos atos do Grande Jubileu, de celebrar os mártires do século XX de todas as confissões cristãs.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Começa o Ano Paulino

No dia 28 de junho do ano passado (como publicado no Porta-Voz), o papa Bento XVI anunciou o Ano Paulino, um ano dedicado a São Paulo, em comemoração aos 2000 anos do nascimento desse apóstolo. O Ano Paulino começará no dia 28 de junho deste ano e se encerrará no dia 29 de junho de 2009.

Segundo o Pe. José Bortolini, ssp, “o Ano Paulino pretende chamar a atenção para esse campeão da fé e da evangelização fora da Palestina. É uma oportunidade para conhecer melhor a vida do apóstolo Paulo e suas cartas, uma ocasião para criar laços de amizade com ele, sentir profundamente sua paixão pelo Senhor Jesus, paixão expressa no amor à evangelização. Quem ama Jesus não deixa de anunciá-lo.”

Como comemorar? O próprio Papa ao anunciar o Ano Paulino deu várias sugestões: “poderá ter lugar uma série de eventos litúrgicos, culturais e ecumênicos, como também várias iniciativas pastorais e sociais, todas elas inspiradas na espiritualidade paulina. Além disso, uma especial atenção poderá ser prestada às peregrinações, que de várias partes virão de forma penitencial ao túmulo do Apóstolo para encontrar a renovação espiritual. Também serão promovidos Congressos de estudos e especiais publicações sobre os textos paulinos, a fim de fazer conhecer cada vez mais a imensa riqueza do ensinamento contido neles, verdadeiro patrimônio da humanidade redimida por Cristo”. Quem quiser se aprofundar mais sobre São Paulo, além dos inúmeros livros que estão sendo publicados para comemorar este Ano Jubilar, pode começar pela própria Bíblia, no livro dos Atos dos Apóstolos, a partir do capítulo 9.

Ao decorrer dos próximos meses, O Porta-Voz estará publicando artigos sobre São Paulo, para que conheçamos mais sobre esse Apóstolo que nas suas cartas nos deixou um convite: "Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo" (1 Cor 11, 1).

B.M

domingo, 11 de maio de 2008

Terço «traz paz e reconciliação», explica Papa

Ao abrir o mês de Nossa Senhora em Santa Maria a Maior
Roma, segunda-feira, 5 de maio de 2008 (ZENIT.org)

«O Santo Terço não é uma prática relegada ao passado», mas uma oração que «traz paz e reconciliação», disse Bento XVI ao concluir a oração mariana que presidiu em 3 de maio na basílica de Santa Maria a Maior.

Foram muitos os fiéis que foram no primeiro sábado de maio, mês tradicionalmente dedicado a Maria, para acompanhar esta antiga prática de devoção mariana, dedicada nesta ocasião à reflexão sobre os mistérios gozosos: da Anunciação a Maria ao episódio de Jesus no templo, sentado entre os doutores.

Com as notas do «Tu e s Petrus» (Tu és Pedro), o Papa fez sua entrada na mais antiga basílica mariana de Roma, erigida por Sisto III, cuja construção está ligada ao Concílio de Éfeso, que no ano 431 proclamou a Maria Theotòkos, Mãe de Deus.

Antes de iniciar a oração do terço, o Santo Padre se deteve a venerar em silêncio o ícone de Nossa Senhora, «Salus Populi Romani». A imagem que, segundo a tradição, foi pintada pelo evangelista Lucas, e que atualmente é custodiada na Basílica, era no passado levada em procissão pela população para agradecer a Mãe de Jesus pela proteção concedida durante calamidades naturais.

«Na experiência de minha geração – disse o Papa, abandonando-se a algumas lembranças da infância –, as tardes de maio evocam doces lembranças ligadas aos encontros vespertinos para prestar homenagem a Nossa Senhora.»

Bento XVI se deteve na força ainda viva desta devoção mariana: «Hoje, juntos, confirmamos que o Santo Terço não é uma prática relegada ao passado, como oração de outros tempos na qual pensamos com nostalgia».

«O terço está experimentando quase uma nova primavera – acrescentou. Este é sem dúvida um dos sinais mais eloqüentes do amor que as jovens gerações nutrem por Jesus e por sua Mãe, Maria.»

«No mundo atual tão dispersivo, esta oração ajuda a colocar Cristo no centro, como Maria, que meditava interiormente tudo o que se dizia de seu Filho e o que Ele fazia e dizia.»

O Papa elevou uma invocação a Nossa Senhora para acolher a graça que emana dos misté rios do terço, «para que, através de nós, possa ‘irrigar’ a sociedade, a partir das relações cotidianas, e purificá-la de tantas forças negativas, abrindo-a à novidade de Deus».

«Com efeito – acrescentou –, o terço, quando se reza de modo autêntico, não mecânico e superficial, mas profundo, traz paz e reconciliação. Contém em si a potência curadora do nome santíssimo de Jesus, invocado com fé e com amor no centro de cada Ave Maria.»

Daí o convite do Papa a todos os fiéis para que, durante o mês mariano, eles se sintam «próximos e unidos na oração», para formar, com a ajuda de Nossa Senhora, «um só coração e uma só alma».

Ao final, Bento XVI se dirigiu ao novo prefeito de Roma, Gianni Alemanno, acompanhado d e sua esposa Isabella Rauti, dirigindo-lhe «o augúrio de um frutífero serviço ao bem da cidade». Alemanno, que ao ser eleito enviou um telegrama ao Santo Padre, anunciou já ter pedido uma audiência privada a Bento XVI.

Depois, o Papa saudou também a embaixadora americana Mary Ann Glendon, e o ex-porta-voz vaticano, Joaquim Navarro-Valls.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Bento XVI volta a promover adoração eucarística

Como a promoveu a Irmã Maria Madalena da Encarnação, recém-beatificada
Por Marta Lago
Cidade do Vaticano/Roma, quarta-feira, 7 de maio de 2008 (ZENIT.org)

Bento XVI exorta a promover o amor pela Eucaristia para que surjam grupos de «adoradores» de Jesus Sacramentado.

É um chamado que o Papa renovou nesta quarta-feira, ao término da audiência geral celebrada na Praça de São Pedro – no Vaticano –, ao saudar a peregrinação que dirigem as Adoratrizes Perpétuas do Santíssimo Sacramento pela beatificação de sua fundadora.

A basílica papal de São João de Latrão acolheu no sábado o rito pelo qual foi elevada aos altares Maria Madalena da Encarnação (Caterina Sordini).

Originária de Porto Santo Stefano – província italiana de Grosseto –, onde nasceu em 1770, a nova beata ingressou aos 18 anos no mosteiro franciscano de Ischia di Castro; lá permaneceu durante duas décadas. Depois se trasladou a Roma, onde, por inspiração do Senhor, fundou o mosteiro da Ordem das Adoratrizes Perpétuas do Santíssimo Sacramento. Faleceu na Cidade Eterna em 1824. A Santa Sé havia reconhecido em 1818 o Instituto, cujo número de mosteiros é de cerca de 100 no mundo.

Ao dirigir um «pensamento especial» à peregrinação que as religiosas promovem por ocasião dessa beatificação – a quem também saudou no domingo, após o ‘Regina Caeli’ –, o Papa acrescentou: «Animo a promover cada vez mais o amor pela Eucaristia, para que surjam, junto a cada mosteiro da Ordem, grupos de ‘adoradores’».

«Assim se realizará o anseio de vossa beata fundadora – acrescentou –, que amava repetir: ‘Que Jesus seja de todos conhecido, amado, adorado e depositário de agradecimento em cada momento no Santíssimo e Diviníssimo Sacramento’».

Nem fuga nem evasão da realidade: a alma «fortemente contemplativa» da beata Sordini é «uma provocação» «dirigida a nós, ao máximo compromisso de comportar-nos como crentes sempre e em todo lugar», «para realizar em nosso interior e no mundo o Reino de Deus, que é reino de paz, justiça, santidade e amor», disse no sábado, em sua homilia, o cardeal José Saraiva Martins.

Como delegado do Papa, o prefeito da Congregação vaticana para as Causas dos Santos celebrou a beatificação da religiosa italiana na basílica lateranense, às vésperas da solenidade da Ascensão do Senhor.

«Jesus não nos abandona, mas está sempre conosco», como Ele mesmo promete; e «o grau máximo de intensidade de sua permanência conosco se realiza no sacramento da Eucaristia, em seu duplo aspecto, de celebração e de permanência», sublinhou o purpurado português.

E ela «acreditou firmemente nas palavras de Jesus», Maria Madalena da Encarnação, uma mulher que «volta a apresentar-nos seu testemunho de fé na presença do Filho de Deus na vida da Igreja, centrada na Eucaristia», seguiu.

«Fascinada pelo Mistério Eucarístico», a religiosa fez de sua vida «um ato de adoração»; «sua missão – recebida do próprio Senhor – foi a de propor» «a toda a Igreja a experiência de uma adoração que fosse ‘perpétua’» – recordou o cardeal Saraiva.

«Como Jesus permanece no sacramento também depois da celebração, é necessário que nós fiquemos com Ele» em uma «adoração que se prolongue no tempo» – continuou –, de forma que a Eucaristia seja «memória perene do Amor de Deus pelos homens, um fogo capaz de incendiar todos os lugares da terra».

De acordo com o purpurado, o testemunho da nova beata é um impulso «para não perder jamais a convicção da importância fundamental e insubstituível da oração e, sobretudo, do reconhecimento da Eucaristia em seu papel de fonte e cume de nossa vida de fé».

A religiosa recorda que «do coração de Jesus Eucaristia brota misteriosamente uma vida nova, capaz de renovar ao povo cristão».

«A beata Madre Sordini pensava em seus mosteiros como centros de irradiação espiritual para toda a humanidade – apontou o cardeal prefeito. Com efeito, a adoração do Pão Eucarístico deve impulsionar o cristão, por sua vez, a repartir sua própria pessoa e a revolucionar seu próprio estilo de vida para oferecer-se aos irmãos.»