Entrevista com o especialista Guillaume Anselin
Por Jesús Colina (Zenit), em Roma
Verdade e autenticidade são o programa e o manual de instruções que Bento XVI oferece aos cristãos presentes na internet e nas redes sociais, explica Guillaume Anselin, especialista em comunicação de marcas e instituições.
Nesta entrevista, Anselin, que já trabalhou em cargos executivos de alguns dos mais importantes grupos de mídia, como McCann Erickson, Ogilvy e Publicis, comenta com ZENIT a mensagem que o Papa enviou por ocasião do Dia Mundial das Comunicações Sociais.
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Manual de instruções para ser cristão na era do Facebook
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Pastoral da Comunicação
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14:49
domingo, 21 de novembro de 2010
Papa justifica o preservativo em alguns casos, mas confirma o Magistério
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Pastoral da Comunicação
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15:03
Esclarecimento vaticano às palavras que aparecerão em seu livro-entrevista
Por Jesús Colina
Cidade do Vaticano, domingo 21 de novembro de 2010
Fonte: Agência de Informações Zenit
As palavras de Bento XVI no livro-entrevista a ser lançado reconhecem o uso do preservativo em “casos singulares justificados”. De qualquer forma, não supõem “uma mudança revolucionária” no ensinamento da Igreja; são uma confirmação de seu Magistério, esclareceu a Santa Sé.
É o que explica o padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, em um comunicado emitido este domingo, para comentar a grande quantidade de informação veiculada no mundo após o L’Osservatore Romano antecipar nesse sábado algumas palavras que o Papa dedica ao tema da sexualidade, no livro-entrevista “Luz do mundo”.
Por Jesús Colina
Cidade do Vaticano, domingo 21 de novembro de 2010
Fonte: Agência de Informações Zenit
As palavras de Bento XVI no livro-entrevista a ser lançado reconhecem o uso do preservativo em “casos singulares justificados”. De qualquer forma, não supõem “uma mudança revolucionária” no ensinamento da Igreja; são uma confirmação de seu Magistério, esclareceu a Santa Sé.
É o que explica o padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, em um comunicado emitido este domingo, para comentar a grande quantidade de informação veiculada no mundo após o L’Osservatore Romano antecipar nesse sábado algumas palavras que o Papa dedica ao tema da sexualidade, no livro-entrevista “Luz do mundo”.
Debate sobre eutanásia na Austrália
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Pastoral da Comunicação
às
14:30
Partido Verde faz pressão para mudar a lei
Por Pe. John Flynn, LC - Roma, 21 de novembro de 2010
Fonte: Agência de Informações Zenit
Na Austrália, está havendo um intenso debate sobre a eutanásia, provocado pelas propostas de lei do Partido Verde no âmbito federal.
As eleições nacionais de agosto conferiram um notável aumento aos verdes e, após a eleição do líder do partido, o senador Bob Brown, anunciaram que uma das suas principais prioridades seria introduzir mudanças na lei que rege a eutanásia nos dois territórios federais: o Território Capitalino Australiano e o Território do Norte. Cumpriram sua promessa de apresentar uma lei no senado, no final de outubro, que suprimiria a Lei da Eutanásia de 1997, que tirou dos territórios federais o poder para legislar sobre a eutanásia. A lei foi introduzida após a legalização da eutanásia no Território do Norte em 1995.
Por Pe. John Flynn, LC - Roma, 21 de novembro de 2010
Fonte: Agência de Informações Zenit
Na Austrália, está havendo um intenso debate sobre a eutanásia, provocado pelas propostas de lei do Partido Verde no âmbito federal.
As eleições nacionais de agosto conferiram um notável aumento aos verdes e, após a eleição do líder do partido, o senador Bob Brown, anunciaram que uma das suas principais prioridades seria introduzir mudanças na lei que rege a eutanásia nos dois territórios federais: o Território Capitalino Australiano e o Território do Norte. Cumpriram sua promessa de apresentar uma lei no senado, no final de outubro, que suprimiria a Lei da Eutanásia de 1997, que tirou dos territórios federais o poder para legislar sobre a eutanásia. A lei foi introduzida após a legalização da eutanásia no Território do Norte em 1995.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Brasil: aumenta confiança na Igreja Católica
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Pastoral da Comunicação
às
09:16
Instituição ocupa segundo lugar, atrás apenas das Forças Armadas
São Paulo, quinta-feira 18 de novembro de 2010
Fonte: Agência de Informações Zenit
Uma pesquisa divulgada nessa quarta-feira no Brasil mostra que a Igreja Católica saltou do sétimo para o segundo lugar no ranking de confiança da população nas instituições. A pesquisa, realizada pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo, tinha como objetivo primeiro medir o Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil).
De acordo com os dados, o Judiciário ficou em oitavo lugar, empatado com a polícia e à frente apenas do Congresso e dos partidos políticos. Já a confiança na Igreja aumentou 60% do segundo para o terceiro trimestre deste ano, passado de 34% para 54%.
São Paulo, quinta-feira 18 de novembro de 2010
Fonte: Agência de Informações Zenit
Uma pesquisa divulgada nessa quarta-feira no Brasil mostra que a Igreja Católica saltou do sétimo para o segundo lugar no ranking de confiança da população nas instituições. A pesquisa, realizada pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo, tinha como objetivo primeiro medir o Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil).
De acordo com os dados, o Judiciário ficou em oitavo lugar, empatado com a polícia e à frente apenas do Congresso e dos partidos políticos. Já a confiança na Igreja aumentou 60% do segundo para o terceiro trimestre deste ano, passado de 34% para 54%.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Você sabe quantos Padres temos no Brasil? Vamos fazer uma conta?
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
22:35
Por Dom Eduardo Pinheiro da Silva
06 de Maio de 2010 (Portal da CNBB)
Até o dia 1º de maio de 2010, a Igreja contava com 18 mil padres no Brasil. E mais de 100 milhões de fiéis. Isso significa que cada padre tem que atender a mais de 5555 fiéis.
Agora faça essa conta comigo:
06 de Maio de 2010 (Portal da CNBB)
Até o dia 1º de maio de 2010, a Igreja contava com 18 mil padres no Brasil. E mais de 100 milhões de fiéis. Isso significa que cada padre tem que atender a mais de 5555 fiéis.
Agora faça essa conta comigo:
sábado, 3 de abril de 2010
João Paulo II morreu há cinco anos
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Bruno
às
13:34
Assinala-se esta Sexta-feira o quinto anversário da morte de João Paulo II, acontecida no dia 2 de Abril de 2005, aos 84 anos de idade, na sequência do progressivo agravamento do seu estado de saúde.
O Papa polaco, o primeiro do mundo eslavo, foi uma das figuras mais marcantes da história recente, na Igreja e no mundo, e deixa atrás de si a herança de um longo Pontificado de 26 anos e meio (1978-2005) o terceiro mais longo da história da Igreja.
O Papa polaco, o primeiro do mundo eslavo, foi uma das figuras mais marcantes da história recente, na Igreja e no mundo, e deixa atrás de si a herança de um longo Pontificado de 26 anos e meio (1978-2005) o terceiro mais longo da história da Igreja.
sexta-feira, 5 de março de 2010
A importância do matrimônio
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
10:10
Uma fundação considera insustentáveis as consequências do divórcio
Por Pe. John Flynn, L.C. em Roma. Terça-feira, 2 de março de 2010 (Zenit.org).
Com o dia de São Valentim, tanto os bispos dos Estados Unidos como os da Inglaterra e Gales organizaram uma semana de atividades para chamar atenção sobre a importância do matrimônio e a vida familiar.Ao mesmo tempo, a organização Relationships Foundation publicava dois relatórios sobre o matrimônio. A 9 de fevereiro foi publicado Counting the Cost of Family Failure (Avaliando os custos dos rompimentos familiares) e, no dia seguinte, Why Does Marriage Matter? (Por que o matrimônio é importante?).
Por Pe. John Flynn, L.C. em Roma. Terça-feira, 2 de março de 2010 (Zenit.org).
Com o dia de São Valentim, tanto os bispos dos Estados Unidos como os da Inglaterra e Gales organizaram uma semana de atividades para chamar atenção sobre a importância do matrimônio e a vida familiar.Ao mesmo tempo, a organização Relationships Foundation publicava dois relatórios sobre o matrimônio. A 9 de fevereiro foi publicado Counting the Cost of Family Failure (Avaliando os custos dos rompimentos familiares) e, no dia seguinte, Why Does Marriage Matter? (Por que o matrimônio é importante?).
No primeiro documento, a fundação coloca em 41,7 milhões de libras (64,5 milhões de dólares) o custo anual dos relacionamentos rompidos. Isso equivale a 1.350 libras (2.088 dólares) por cada contribuinte do Reino Unido. É necessário que os responsáveis políticos levem em conta essa pesada carga econômica e adotem as medidas apropriadas para assegurar que as relações sejam mais estáveis, pedia o relatório.
“É uma verdade impopular que as decisões têm consequências e custos, e esses nem sempre são suportados por quem toma as decisões”, comentava o relatório.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Como redescobrir a vocação
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Visionário (Anderson Gonçalves)
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14:37
Entrevista com Stefano Fontana, diretor do Observatório “Van Thuan”
Por Antonio Gaspari em Roma, sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).
Para muitos jovens de hoje, a vocação é algo que diz respeito apenas aos que pretendem se tornar sacerdotes.
A aspiração por realizar no trabalho e na vida os próprios ideais e expectativas é contraposta pelo materialismo cru, pela sensação de que a única relação possível com a realidade é da velocidade supersônica com que se consomem relações, amizades, produtos, diversões.
Por outro lado, está cada vez mais distante a ideia de que, ao se decidir o futuro de cada um, opera um desígnio do Criador. Para explicar o sentido da vocação e da espera, Stefano Fontana, diretor do Observatório “Van Thuan” sobre a Doutrina Social da Igreja (http://www.vanthuanobservatory.org/), publicou recentemente um ensaio intitulado “Palavra e comunidade política”.
Por Antonio Gaspari em Roma, sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).
Para muitos jovens de hoje, a vocação é algo que diz respeito apenas aos que pretendem se tornar sacerdotes.
A aspiração por realizar no trabalho e na vida os próprios ideais e expectativas é contraposta pelo materialismo cru, pela sensação de que a única relação possível com a realidade é da velocidade supersônica com que se consomem relações, amizades, produtos, diversões.
Por outro lado, está cada vez mais distante a ideia de que, ao se decidir o futuro de cada um, opera um desígnio do Criador. Para explicar o sentido da vocação e da espera, Stefano Fontana, diretor do Observatório “Van Thuan” sobre a Doutrina Social da Igreja (http://www.vanthuanobservatory.org/), publicou recentemente um ensaio intitulado “Palavra e comunidade política”.
A geração do matrimônio
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
14:14
Para os jovens, a felicidade conjugal é prioridade
Por Carl Anderson em New Heaven, EUA, quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).
Dentre as muitas coisas que nos fazem lembrar João Paulo II, certamente está sua capacidade de falar aos jovens. A instituição da Jornada Mundial da Juventude, uma tradição mantida por Bento XVI, revelou-se uma ocasião de ensinamento, uma forma de comunicar-se com as futuras gerações de pais católicos, sacerdotes e religiosos.
Uma recente pesquisa conduzida pelos Cavaleiros de Colombo e pelo Marist Institute for Public Opinion evidencia a importância de comunicar às novas gerações de católicos. O resultado do estudo, aplicado a jovens americanos nascidos entre 1978 e 2000, chamados de millennials, revelou elementos de esperança, mas também de preocupação pela Igreja Católica, que devem ser levados em consideração pelos evangelizadores católicos ao lidarem com os jovens.
Por Carl Anderson em New Heaven, EUA, quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).
Dentre as muitas coisas que nos fazem lembrar João Paulo II, certamente está sua capacidade de falar aos jovens. A instituição da Jornada Mundial da Juventude, uma tradição mantida por Bento XVI, revelou-se uma ocasião de ensinamento, uma forma de comunicar-se com as futuras gerações de pais católicos, sacerdotes e religiosos.
Uma recente pesquisa conduzida pelos Cavaleiros de Colombo e pelo Marist Institute for Public Opinion evidencia a importância de comunicar às novas gerações de católicos. O resultado do estudo, aplicado a jovens americanos nascidos entre 1978 e 2000, chamados de millennials, revelou elementos de esperança, mas também de preocupação pela Igreja Católica, que devem ser levados em consideração pelos evangelizadores católicos ao lidarem com os jovens.
Turim se prepara para exposição do Santo Sudário
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
14:01
De 10 de abril a 23 de maio, a síndone estará exposta aos peregrinos
Turim, quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org)
Mais de um milhão de peregrinos fizeram suas reservas para poder ver o Santo Sudário, que estará exposto, depois de 10 anos, na Catedral de Turim de 10 de abril a 23 de maio.
A reserva pode ser feita pelo site www.sindone.org. Só da Itália, já foram feitas 963.639 reservas. Também já garantiram sua presença peregrinos da Argentina, Burkina Faso, Japão e Rússia, entre muitos outros países, para orar ou simplesmente observar o tecido que, segundo a tradição, envolveu o corpo de Jesus depois da crucifixão.
Turim, quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org)
Mais de um milhão de peregrinos fizeram suas reservas para poder ver o Santo Sudário, que estará exposto, depois de 10 anos, na Catedral de Turim de 10 de abril a 23 de maio.
A reserva pode ser feita pelo site www.sindone.org. Só da Itália, já foram feitas 963.639 reservas. Também já garantiram sua presença peregrinos da Argentina, Burkina Faso, Japão e Rússia, entre muitos outros países, para orar ou simplesmente observar o tecido que, segundo a tradição, envolveu o corpo de Jesus depois da crucifixão.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
A Igreja alemã e o nazismo
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
17:32
Quando a Igreja alemã excomungou o nazismo
Importante descoberta da “Pave the Way Foundation”
Por Antonio Gaspari (Zenit) - New York, quinta-feira 1º de outubro de 2009
Nada de "Papa de Hitler". Nada de colaboradores voluntários do nazismo. Alguns documentos encontrados na Alemanha pela Pave the Way Foundation (PTWF) provam que, desde setembro de 1930, os bispos católicos haviam excomungado o Partido Nazista de Hitler.
Nos documentos achados por Michael Hesemann, colaborador da PTWF, consta que, em setembro de 1930, três anos antes que Adolf Hitler subisse ao poder, a arquidiocese de Mogúncia condenou de forma pública o Partido Nazista. Segundo as normas publicadas pelo Ordinário de Mogúncia, estava "proibido a qualquer católico inscrever-se nas filas do Partido Nacional-Socialista de Hitler".
"Aos membros do partido hitleriano não era permitido participar de funerais ou de outras celebrações católicas similares. Enquanto um católico estivesse inscrito no partido hitleriano, não podia ser admitido aos sacramentos."
A denúncia da arquidiocese de Mogúncia foi publicada em primeira página pelo L'Osservatore Romano, em um artigo de 11 de outubro de 1930. O título do artigo é: "Partido de Hitler condenado pela autoridade eclesiástica". Nele se declarava a incompatibilidade da fé católica com o nacional-socialismo. Nenhuma pessoa que se declarasse católica podia converter-se em membro do partido nazista, sob pena da exclusão dos sacramentos.
Em fevereiro de 1931, a diocese de Munique confirmou a incompatibilidade da fé católica com o Partido Nazista.
Em março de 1931, também a diocese de Colônia, Parderborn e as das províncias de Renânia denunciaram a ideologia nazista, proibindo de forma pública qualquer contato com os nazistas.
Indignados e furiosos pela excomunhão emitida pela Igreja Católica, os nazistas enviaram Hermann Göring a Roma com a petição de audiência com o secretário de Estado Eugenio Pacelli. No dia 30 de abril de 1931, o cardeal Pacelli rejeitou encontrar-se com Göring, que foi recebido pelo subsecretário, Dom Giuseppe Pizzardo, que tinha a tarefa de anotar tudo o que os nazistas pediam.
Em agosto de 1932, a Igreja Católica excomungou todos os dirigentes do Partido Nazista. Entre os princípios anticristãos denunciados como hereges, a Igreja mencionava explicitamente as teorias étnicas e o racismo.
Também em agosto de 1932, a Conferência Episcopal alemã publicou um documento detalhado no qual eram dadas instruções de como relacionar-se com o Partido Nazista. Nele, estava escrito que era absolutamente proibido aos católicos que fossem membros do Partido Nacional-Socialista. Quem desobedecesse, seria imediatamente excomungado.
Também estava escrito que "todos os Ordinários declararam ilícito pertencer ao Partido Nazista", porque "as manifestações de numerosos chefes e publicitários do partido têm um caráter hostil à fé" e "são contrárias às doutrinas fundamentais e às indicações da Igreja Católica".
Em janeiro de 1933, Adolf Hitler chegou ao poder e as associações católicas alemãs difundiram um folheto intitulado: "Um convite sério em um momento grave", no qual consideravam a vitória do Partido Nacional-Socialista como "um desastre" para o povo e para a nação.
No dia 10 de março de 1933, a Conferência Episcopal alemã, reunida em Fulda, enviou um apelo ao presidente da Alemanha, o general Paul L. von Beneckendorff und von Hindenburg, expressando "nossas preocupações mais graves, que são compartilhadas por amplos setores da população".
Os bispos alemães se dirigiram a von Hindenburg manifestando seu temor de que os nazistas não respeitassem "o santuário da Igreja e a posição da Igreja na vida pública". Por isso, pediram ao presidente uma "urgente proteção da Igreja e da vida eclesiástica".
Os bispos católicos haviam previsto isso, mas não foram escutados.
Os documentos encontrados pela PTWF são de notável importância porque põem um fim às repetidas calúnias que pretenderam manchar a Igreja Católica como diligente colaboradora do nazismo, quando na verdade foi a primeira em denunciar sua periculosidade.
Importante descoberta da “Pave the Way Foundation”
Por Antonio Gaspari (Zenit) - New York, quinta-feira 1º de outubro de 2009
Nada de "Papa de Hitler". Nada de colaboradores voluntários do nazismo. Alguns documentos encontrados na Alemanha pela Pave the Way Foundation (PTWF) provam que, desde setembro de 1930, os bispos católicos haviam excomungado o Partido Nazista de Hitler.
Nos documentos achados por Michael Hesemann, colaborador da PTWF, consta que, em setembro de 1930, três anos antes que Adolf Hitler subisse ao poder, a arquidiocese de Mogúncia condenou de forma pública o Partido Nazista. Segundo as normas publicadas pelo Ordinário de Mogúncia, estava "proibido a qualquer católico inscrever-se nas filas do Partido Nacional-Socialista de Hitler".
"Aos membros do partido hitleriano não era permitido participar de funerais ou de outras celebrações católicas similares. Enquanto um católico estivesse inscrito no partido hitleriano, não podia ser admitido aos sacramentos."
A denúncia da arquidiocese de Mogúncia foi publicada em primeira página pelo L'Osservatore Romano, em um artigo de 11 de outubro de 1930. O título do artigo é: "Partido de Hitler condenado pela autoridade eclesiástica". Nele se declarava a incompatibilidade da fé católica com o nacional-socialismo. Nenhuma pessoa que se declarasse católica podia converter-se em membro do partido nazista, sob pena da exclusão dos sacramentos.
Em fevereiro de 1931, a diocese de Munique confirmou a incompatibilidade da fé católica com o Partido Nazista.
Em março de 1931, também a diocese de Colônia, Parderborn e as das províncias de Renânia denunciaram a ideologia nazista, proibindo de forma pública qualquer contato com os nazistas.
Indignados e furiosos pela excomunhão emitida pela Igreja Católica, os nazistas enviaram Hermann Göring a Roma com a petição de audiência com o secretário de Estado Eugenio Pacelli. No dia 30 de abril de 1931, o cardeal Pacelli rejeitou encontrar-se com Göring, que foi recebido pelo subsecretário, Dom Giuseppe Pizzardo, que tinha a tarefa de anotar tudo o que os nazistas pediam.
Em agosto de 1932, a Igreja Católica excomungou todos os dirigentes do Partido Nazista. Entre os princípios anticristãos denunciados como hereges, a Igreja mencionava explicitamente as teorias étnicas e o racismo.
Também em agosto de 1932, a Conferência Episcopal alemã publicou um documento detalhado no qual eram dadas instruções de como relacionar-se com o Partido Nazista. Nele, estava escrito que era absolutamente proibido aos católicos que fossem membros do Partido Nacional-Socialista. Quem desobedecesse, seria imediatamente excomungado.
Também estava escrito que "todos os Ordinários declararam ilícito pertencer ao Partido Nazista", porque "as manifestações de numerosos chefes e publicitários do partido têm um caráter hostil à fé" e "são contrárias às doutrinas fundamentais e às indicações da Igreja Católica".
Em janeiro de 1933, Adolf Hitler chegou ao poder e as associações católicas alemãs difundiram um folheto intitulado: "Um convite sério em um momento grave", no qual consideravam a vitória do Partido Nacional-Socialista como "um desastre" para o povo e para a nação.
No dia 10 de março de 1933, a Conferência Episcopal alemã, reunida em Fulda, enviou um apelo ao presidente da Alemanha, o general Paul L. von Beneckendorff und von Hindenburg, expressando "nossas preocupações mais graves, que são compartilhadas por amplos setores da população".
Os bispos alemães se dirigiram a von Hindenburg manifestando seu temor de que os nazistas não respeitassem "o santuário da Igreja e a posição da Igreja na vida pública". Por isso, pediram ao presidente uma "urgente proteção da Igreja e da vida eclesiástica".
Os bispos católicos haviam previsto isso, mas não foram escutados.
Os documentos encontrados pela PTWF são de notável importância porque põem um fim às repetidas calúnias que pretenderam manchar a Igreja Católica como diligente colaboradora do nazismo, quando na verdade foi a primeira em denunciar sua periculosidade.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Uma luz na igreja
Postado por
Anderson Pontes
às
17:47
Alguma vez na sua vida você teve uma vontade irresistível de se dirigir a um templo a fim de simplesmente conversar com Deus? De sentir o regaço acolhedor de Nossa Senhora? De se sentir protegido num momento de extrema fragilidade?
Entretanto, é possível que esta vontade avassaladora tenha sido frustrada pelo simples fato de que nossas igrejas passam a maior parte do tempo fechadas, por falta de segurança ou ainda e recursos para mantê-las abertas.
Imaginemos um cenário em que nossas igrejas estivessem abertas 24 horas por dia, com um religioso ou leigo devidamente capacitado disponível para aconselhamento ou até um sacerdote para atendimento em confissões. Não seria uma fonte extraordiinária de graças?
Para tornar esta aparente utopia uma realidade, devemos recorrer à campanhas a favor do dízimo e das vocações. A primeira para viabilizar funcionário e/ou segurança que zele pelas igrejas em horário integral, e a segunda para viabilizar sacerdotes e religiosos em quantidade suficiente. São pequenos passos, mas que podem ser dados desde já por cada um de nós.
Para o Cardeal dominicano Christoph Schönborn, Arcebispo de Viena (na Áustria), "é uma grave ferida no Corpo de Cristo que as igrejas tenham as portas fechadas", segundo reportou a agência de informações Zenit no recente dia 1º de Outubro. A eminência tocou no assunto ao dirigir sua terceira meditação sobre o tema "Oração e combate espiritual" no retiro sacerdotal internacional de Ars, dentro do Ano Sacerdotal. Justificou relacionando o combate da oração ao local propício para a atividade, que é o templo.
Na ocasião, citou Cura d'Ars, que instruia seus paroquianos exclamando: "Ele está aí, esta aí!", apontando para o tabernáculo. Lembrou que está é uma lição também para nós. E trazendo do desafio para si, compartilhou o desafio que vive na Áustria: "Mantemos uma luta constante para conservar nossas igrejas abertas, acessíveis aos fiéis e aos outros que a procuram, pois é uma grave ferida no Corpo de Cristo que as igrejas tenham as portas fechadas". E exortava: "Fazei todo o possível e o impossível para permitir aos fiéis e às pessoas que buscam Deus - e que Deus espera - que tenham acesso a Jesus na Eucaristia: não fecheis as portas das vossas igrejas, por favor!"
E insistiu: "Não entendo, isso não é suportável! Muitas pessoas já não vão à Missa, é muito complicado para elas, não sabem mais, isso lhes parece estranho; mas se constata uma coisa: elas vão à igreja quando está aberta, para acender uma vela. Sim, a avó chega com seus netos; não vão à Missa, mas vão acender uma vela diante de Nossa Senhora, que os acolherá. Deixemos nossas igrejas abertas!"
E testemunhou: "Em Vorarlberg, à tarde, havia uma luz na igreja: era o padre que rezava lá. Isso ficou gravado na minha memória."
Entretanto, é possível que esta vontade avassaladora tenha sido frustrada pelo simples fato de que nossas igrejas passam a maior parte do tempo fechadas, por falta de segurança ou ainda e recursos para mantê-las abertas.
Imaginemos um cenário em que nossas igrejas estivessem abertas 24 horas por dia, com um religioso ou leigo devidamente capacitado disponível para aconselhamento ou até um sacerdote para atendimento em confissões. Não seria uma fonte extraordiinária de graças?
Para tornar esta aparente utopia uma realidade, devemos recorrer à campanhas a favor do dízimo e das vocações. A primeira para viabilizar funcionário e/ou segurança que zele pelas igrejas em horário integral, e a segunda para viabilizar sacerdotes e religiosos em quantidade suficiente. São pequenos passos, mas que podem ser dados desde já por cada um de nós.
Para o Cardeal dominicano Christoph Schönborn, Arcebispo de Viena (na Áustria), "é uma grave ferida no Corpo de Cristo que as igrejas tenham as portas fechadas", segundo reportou a agência de informações Zenit no recente dia 1º de Outubro. A eminência tocou no assunto ao dirigir sua terceira meditação sobre o tema "Oração e combate espiritual" no retiro sacerdotal internacional de Ars, dentro do Ano Sacerdotal. Justificou relacionando o combate da oração ao local propício para a atividade, que é o templo.
Na ocasião, citou Cura d'Ars, que instruia seus paroquianos exclamando: "Ele está aí, esta aí!", apontando para o tabernáculo. Lembrou que está é uma lição também para nós. E trazendo do desafio para si, compartilhou o desafio que vive na Áustria: "Mantemos uma luta constante para conservar nossas igrejas abertas, acessíveis aos fiéis e aos outros que a procuram, pois é uma grave ferida no Corpo de Cristo que as igrejas tenham as portas fechadas". E exortava: "Fazei todo o possível e o impossível para permitir aos fiéis e às pessoas que buscam Deus - e que Deus espera - que tenham acesso a Jesus na Eucaristia: não fecheis as portas das vossas igrejas, por favor!"
E insistiu: "Não entendo, isso não é suportável! Muitas pessoas já não vão à Missa, é muito complicado para elas, não sabem mais, isso lhes parece estranho; mas se constata uma coisa: elas vão à igreja quando está aberta, para acender uma vela. Sim, a avó chega com seus netos; não vão à Missa, mas vão acender uma vela diante de Nossa Senhora, que os acolherá. Deixemos nossas igrejas abertas!"
E testemunhou: "Em Vorarlberg, à tarde, havia uma luz na igreja: era o padre que rezava lá. Isso ficou gravado na minha memória."
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Atuais desafios da paróquia e dos párocos
Postado por
Visionário (Anderson Gonçalves)
às
17:51
Fala o promotor de Justiça substituto do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica
Cidade do Vaticano, terça-feira 25 de agosto de 2009
Esta convicção, exposta no dia 19 de agosto por Bento XVI na audiência geral, é decisiva também para a paróquia, que continua estando chamada a desempenhar um papel missionário no futuro. O tema é tratado nesta entrevista pelo promotor de Justiça substituto do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica na Santa Sé, Fr. Nikolaus Schöch, O.F.M., que está em Lima esta semana para participar da Jornada de Formação permanente para o clero da arquidiocese.
Estes encontros abordarão diversas “Questões de administração paroquial”, na sede do seminário “São Toríbio de Mongrovejo”, em Lima.
Hoje, qual é o principal serviço que um pároco deve oferecer aos seus fiéis?
Fr. Nikolaus Schöch: Os sacerdotes que já estão no exercício do seu ministério, parece que hoje sofrem uma excessiva dispersão nas crescentes atividades pastorais e, frente à problemática da sociedade e da cultura contemporâneas, sentem-se impulsionados a questionar seu estilo de vida e as prioridades dos trabalhos pastorais, ao mesmo tempo em que notam, cada vez mais, a necessidade de uma formação permanente.
Com relação a isso, é preciso levar em consideração que a própria paróquia – e às vezes também a diocese ,– ainda tendo autonomia própria, não pode ser uma ilha, especialmente em nosso tempo, no qual abundam os meios de transporte e de comunicação. As paróquias são órgãos vivos do único Corpo de Cristo, da única Igreja, na qual se acolhe e se serve tanto os membros das comunidades locais como todos os que, por qualquer razão, afluem a ela em um momento que pode significar a ação da graça de Deus em uma consciência e em uma vida. Naturalmente, isso não deve transformar-se em motivo de desordem ou de irregularidades com relação às leis canônicas, que também estão ao serviço da pastoral.
Também a função de guiar a comunidade como pastor, tarefa própria do pároco, deriva de sua relação peculiar com Cristo, cabeça e pastor. É uma função que reveste caráter sacramental.
Não é a comunidade que confia esta tarefa ao sacerdote, e sim, por meio do bispo, ela lhe vem do Senhor.
Que eixos de desenvolvimento devem existir em uma paróquia para que se possa organizar de maneira adequada e atender os fiéis convenientemente?
Fr. Nikolaus Schöch: A paróquia, com suas celebrações litúrgicas e em seus serviços, deveria levar em consideração a mobilidade das pessoas, a confluência de muitas delas a alguns lugares e a nova assimilação geral de tendências, costumes, modas e horários.
O pároco, ao estabelecer na paróquia os horários das Missas e das confissões, deve considerar quais são os momentos mais adequados para a maior parte dos fiéis, permitindo também aos que têm dificuldades especiais de horário que possam se aproximar facilmente dos sacramentos. É preciso levar em conta não tanto a comodidade do horário para os sacerdotes, e sim as necessidades das pessoas com os horários de trabalho e estudo. Não tem muito sentido oferecer o sacramento da Penitência somente durante o horário comercial; fazendo assim, só viriam os idosos.
Atualmente, com relação aos párocos, que critérios vale a pena levar em consideração para administrar uma paróquia eficientemente, procurando ao mesmo tempo a salvação das almas?
Fr. Nikolaus Schöch: Enquanto partícipe da ação diretiva de Cristo Cabeça e pastor sobre seu Corpo, o sacerdote está especificamente capacitado para ser, no campo pastoral, o “homem da comunhão”: “Fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão: eis o grande desafio que nos espera no milênio que começa, se quisermos ser fiéis ao desígnio de Deus e corresponder às expectativas mais profundas do mundo” (Novo millenio ineunte, n. 43).
Em uma época em que abundam os conselhos, é preciso recordar a responsabilidade pessoal do pároco na moderação da paróquia. Por outro lado, essa função de governo exige que seja um homem de comunhão, isto é, um homem que una toda a paróquia e não seja – isoladamente – amigo de alguns fiéis ou grupos. Tem de ser um homem que una ricos e pobres, intelectuais e pessoas simples, jovens e idosos, mães de família e solteiras, religiosos e leigos, conservadores e progressistas etc.
Nenhum pároco pode cumprir cabalmente sua missão de forma isolada ou individual, mas somente unindo suas forças às de outros presbíteros, sob a direção daqueles que estão à frente da Igreja. No futuro, será sempre mais importante a colaboração entre: os párocos de várias paróquias; os párocos e seus vigários; o clero diocesano e os membros dos institutos de vida consagrada; os clérigos e os leigos.
É preciso favorecer um especial esforço de compreensão mútua e de ajuda recíproca, inclusive as relações entre os presbíteros de mais idade e os mais jovens: uns e outros são igualmente necessários para a comunidade cristã e são apreciados pelos bispos e pelo Papa.
O Concílio Vaticano II recomenda aos de mais idade que tenham compreensão e simpatia com relação às iniciativas dos jovens; e aos jovens, que respeitem a experiência dos mais velhos e confiem neles; a uns e outros, recomenda que se tratem com afeto sincero, segundo o exemplo que deram tantos sacerdotes de ontem e de hoje; o pároco e os demais sacerdotes, inclusive os religiosos, estão chamados a testificar a comunhão na vida cotidiana.
Como os leigos podem contribuir para o desenvolvimento pastoral de uma paróquia?
Fr. Nikolaus Schöch: O pároco não está obrigado a realizar pessoalmente todas as atividades na paróquia, mas a procurar que se realizem de maneira oportuna, conforme a reta doutrina e a disciplina eclesial, no seio da paróquia, segundo as circunstâncias e sempre sob a própria responsabilidade.
O ideal não é uma paróquia onde o sacerdote faz tudo. O sacerdote deve ajudar os leigos a descobrirem e realizarem sua vocação específica em comunhão com os demais fiéis. O realizador desta comunhão e desta pertença de comunhão do presbítero ao povo de Deus é o Espírito Santo. Dado que Ele impregna e motiva todas as áreas da existência, então também penetra e configura a vocação específica de cada um. Assim se forma e desenvolve a espiritualidade própria de presbíteros, de religiosos e religiosas, de pais de família, de empresários, de catequistas etc. Cada uma das vocações tem uma forma concreta e distintiva de viver a espiritualidade, que confere profundidade e entusiasmo ao exercício de suas tarefas.
O apostolado dos leigos se desenvolve em boa parte das associações e movimentos que atuam em plena sintonia eclesial e em obediência às diretrizes dos pastores. É preciso promover e sustentar as associações de fiéis.
No entanto, deve-se evitar no tecido paroquial qualquer gênero de exclusivismo ou de isolamento por parte de grupos individuais. Porém, não faltam, também desde dentro da paróquia e das associações, perigos como a burocratização, o funcionalismo, o democratismo, a planificação que atende mais a gestão que a pastoral.
Qual é o principal desafio de um pároco na sociedade contemporânea?
Fr. Nikolaus Schöch: Falta considerar cada paróquia a partir da perspectiva global da diocese e não ao contrário; e falta levar em consideração em sua justa medida o fiel leigo, o religioso e outros consagrados na vida da Igreja, tanto no interior da própria comunidade cristã como no que diz respeito à sua presença no mundo.
Cresce a consciência de que, além dos problemas da cultura pós-moderna, apresentam-se outros, como o da alta porcentagem de católicos que vivem longe da prática religiosa, o problema da diminuição drástica, por diversas causas, do número daqueles que se declaram católicos etc.; existe, por outro lado, o problema do crescimento extraordinário das chamadas “seitas evangélicas pentecostais” e de outras seitas.
Frente a esta realidade, é urgente acolher com generosidade o convite feito pelo Santo Padre Bento XVI, no Brasil, a uma verdadeira “missão”, dirigida aos que, inclusive tendo sido batizados, por diversas circunstâncias históricas, não foram suficientemente evangelizados por nós.
Nesta tarefa, é preciso aproveitar os meios de comunicação para evitar a expansão de uma cultura que tenta rejeitar Deus e está profundamente marcada pelo secularismo, pelo relativismo, pelo cientificismo, pela indiferença religiosa, pelo agnosticismo e por um laicismo frequentemente militante e antirreligioso.
A pastoral que se leva a cabo em uma paróquia muitas vezes é ampla e diversa demais, de acordo com a realidade concreta de cada uma, como, por exemplo, a pastoral familiar, da saúde, entre outras. A que aspectos da pastoral é preciso dar prioridade no mundo de hoje, frente ao futuro da Igreja?
Fr. Nikolaus Schöch: Penso que as sete prioridades que o servo de Deus João Paulo II mencionou na Novo millenio ineunte ainda são atuais: santidade, oração, santíssima Eucaristia dominical, sacramento da Reconciliação, primazia da graça e escuta e anúncio da Palavra.
Segundo o exemplo oferecido pelo santo pároco de Ars e por outros sacerdotes exemplares que exercitaram seu ministério, está no centro da atividade pastoral do pároco a administração dos sacramentos, particularmente da Eucaristia e da Penitência.
Entre as numerosas atividades que uma paróquia desenvolve, nenhuma é tão vital ou formativa para a comunidade como a celebração dominical do dia do Senhor e de sua Eucaristia. Cada paróquia, em definitivo, está fundada sobre uma realidade teológica, porque ela é uma comunidade eucarística.
Por esta razão, o Concílio Vaticano II recomenda: “procurem os párocos que a celebração do sacrifício eucarístico seja o centro e o ponto culminante de toda a vida da comunidade cristã” (Christus Dominus, n. 30). Isso significa que a paróquia é uma comunidade idônea para celebrar a Eucaristia, na qual se encontram a raiz viva da sua edificação e o vínculo sacramental do seu existir em plena comunhão com toda a Igreja.
Uma atenção particular deve ser dada pelos párocos às confissões individuais, no espírito e na forma estabelecidos pela Igreja; também à direção espiritual a quem a solicitar. Não se pode evangelizar a longo prazo sem dar a primazia a Deus e sem vida interior. Poderíamos dizer que a crise moral e social da nossa época, como os problemas apresentados tanto pelas pessoas como pelas famílias, fazem sentir com mais força esta necessidade de ajuda sacerdotal na vida espiritual. É preciso recomendar vivamente aos presbíteros um novo conhecimento e uma nova entrega ao ministério do confessionário e da direção espiritual, também por causa das novas exigências dos leigos, que têm mais desejos de seguir o caminho da perfeição cristã que o Evangelho apresenta.
No contexto doAno Sacerdotal, recém-iniciado, a atenção às vocações ao sacerdócio e à vida consagrada constitui uma das prioridades pastorais.
Como ajudar a evitar as nulidades matrimoniais em uma paróquia?
Fr. Nikolaus Schöch: A experiência aconselha que as investigações e expediente sejam feitas – sempre que possível – com a suficiente antecedência e espaço de tempo, porque, em seu desenvolvimento, podem surgir alguns elementos que requerem uma mais ampla e profunda investigação. Assim se evitarão precipitações de última hora, que originam nervosismo e angústia nos contraentes e em suas famílias e, sobretudo, no próprio pároco, a quem corresponde assistir o casal.
Este tempo necessário (vários meses) é especialmente aconselhável quando os contraentes são de dioceses diferentes, para permitir às respectivas cúrias os trâmites necessários.
Na atenção pastoral, na catequese e na celebração, é preciso refletir as situações especiais, como os matrimônios precipitados, para salvaguardar a boa fama e os realizados para legalizar uma situação. Em contextos de gravidez prévia, deve ficar claro que a legitimação da futura prole não é causa justificável para um casamento que, por outros aspectos, seria desaconselhável.
Estes pontos são de singular importância no exame de contraentes e testemunhas, dada a “mentalidade divorcista” que vai se contagiando nos jovens e a crescente atitude antinatalista. A indissolubilidade e a ordenação da prole devem ficar claramente não excluídas na vontade consensual. Neste aspecto, o pároco tem uma grande tarefa de discernimento e de investigação.
Nem sempre se pode supor a maturidade psicológica dos contraentes. A percepção de um defeito neste sentido deve conduzir a um exame por parte de um especialista.
Em uma sociedade global, como os sacerdotes podem imitar o Santo Cura de Ars, São João Maria Vianney, em seu ministério sacerdotal?
Fr. Nikolaus Schöch: Em um mundo em que a visão comum da vida compreende cada vez menos o sagrado, em cujo lugar o “funcional” se converte na única categoria decisiva, a concepção católica do sacerdócio poderia correr o risco de perder sua consideração natural, às vezes inclusive dentro da consciência eclesial.
A paróquia de Ars era uma paróquia de camponeses e muito pequena, com somente 230 fiéis. No entanto, recorda-se que São João Maria Vianney não só ajudava os sacerdotes doentes nas paróquias vizinhas, mas ofereceu seu constante serviço de confessor e de diretor de almas a milhares de fiéis que chegavam em número sempre crescente, de todas as partes da França.
Com frequência, tanto nos ambientes teológicos como também na prática pastoral concreta e de formação do clero, confrontam-se, e às vezes se opõem, duas concepções diferentes do sacerdócio, descritas recentemente pelo Papa Bento XVI:
a) A concepção social-funcional, que define a essência do sacerdócio com o conceito de “serviço”: o serviço à comunidade, na realização de uma função. A concepção de serviço corresponde à primazia da Palavra e do serviço do anúncio.
b) A concepção sacramental-ontológica, que naturalmente não nega o caráter de serviço do sacerdócio, mas “o vê ancorado no ser do ministro e considera que este ser está determinado por um dom concedido pelo Senhor através da mediação da Igreja, cujo nome é sacramento” (Ratzinger, J. Ministério e vida do sacerdote, in: Elementi di Teologia fondamentale. Saggio su fede e ministero. Bréscia: 2005, p. 165).
A concepção sacramental-ontológica está vinculada à primazia da Eucaristia, no binômio “sacerdócio-sacrifício”.
Que papel a paróquia está chamada a desempenhar no mundo de hoje? Ou já é uma instituição superada na atualidade?
Fr. Nikolaus Schöch: A paróquia é uma concreta communitas christifidelium, constituída estavelmente no âmbito de uma Igreja particular, cuja pastoral é confiada a um pároco como pastor próprio, sob a autoridade do bispo diocesano. A paróquia, por isso, será sempre atual, terá sempre um futuro. A paróquia não está destinada a desaparecer.
Isso não quer dizer que não haja necessidade de mudanças. Em várias partes da Europa, há paróquias com mais de 2 mil anos de história, com as mesmas fronteiras há séculos.
Em muitas dioceses da África e da América Latina, ainda está pendente dividir paróquias com muitas pessoas, para permitir um serviço pastoral mais próximo dos fiéis.
As paróquias cidadãs são muito povoadas. É impossível que o pároco de uma paróquia de 100 mil habitantes conheça todos os seus fiéis. Será preciso dividi-las em unidades menores e mais acessíveis. Um sacerdote do meu país trabalhou como pároco de uma paróquia rural da Bolívia que é mais extensa que uma diocese na Europa e conta com 50 comunidades. Lá também será preciso prover uma nova configuração dos limites entre as paróquias para facilitar um exercício da pastoral que seja mais próximo dos fiéis.
A paróquia certamente tem futuro. A questão é somente quantas reestruturações serão necessárias em algumas regiões para que ela possa cumprir com suas funções. Graças aos meios de transporte e de comunicação, será muito importante no futuro melhorar a comunicação entre as paróquias.
Em vários países da Europa, estão nascendo as “unidades pastorais” reguladas pelo direito particular diocesano. Estão compostas por várias paróquias e chamadas a constituir juntas uma “comunidade missionária” eficaz, que trabalha em um determinado território, em harmonia com o plano pastoral diocesano. Trata-se, em resumo, de uma forma de colaboração e de coordenação interparoquial (entre 2 ou mais paróquias limítrofes). Não se suprimem as paróquias, mas se organiza uma colaboração mútua.
Fonte: Zenit
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Uma parceria: psicologia cristã
Postado por
Visionário (Anderson Gonçalves)
às
10:19
Corpo e alma numa perspectiva católica
Pe. John Flynn, LC, em Roma, 14 de junho de 2009 (Zenit.org).
A psicologia e a fé podem parecer improváveis parceiras, à primeira vista, mas elas são compatíveis, de acordo com uma edição recente de uma revista profissional de psicologia. De fato, a psicologia necessita de uma concepção da pessoa humana que possa descrever com precisão o que o nosso corpo e alma são, e como se relacionam. Além disso, faria bem reconhecer que os seres humanos têm tantos desejos naturais quanto transcendentais.
Esta foi a afirmação de abertura da recém-publicada "Questão católica", da revista "Edification: A Journal of the Society of Christian Psychology" (vol. 3.1). A questão foi confiada ao Instituto de Ciências Psicológicas (IPS), uma escola católica com graduação em psicologia em Arlington, Virgínia.
O ex-aluno da faculdade Christian Brugger, agora um professor associado no St. John Vianney Theological Seminary, serviu como editor convidado e escreveu o ensaio de abertura em torno do qual muitas das contribuições se basearam. Em seu artigo, Brugger salienta que, dado o objetivo da psicologia clínica de assistência humana florescer em termos da saúde mental de uma pessoa, é útil compreender a natureza da pessoa humana, baseando-a em uma antropologia idônea.
Como seres humanos, ele explicou, podemos ultrapassar as percepções e emoções do corpo, porque somos mais do que seres corporais e nossa faculdade de razão não é um órgão material. Isto significa que a psicologia cristã garante a liberdade humana para autodireção racional e livre escolha, tanto quanto uma capacidade imaterial não determinada por leis físicas causais, Brugger concluiu.
O perigo da negação generalizada pelas ciências sociais seculares desta natureza imaterial da nossa razão é que não só abre as portas para afirmações radicais do determinismo, mas também nega a dimensão espiritual da pessoa humana, Brugger argumentou.
Comparando abordagens
Paul C. Vitz, da IPS, destacou algumas das diferenças em uma abordagem de psicologia cristã em comparação com uma visão secular em seu ensaio intitulado: "Teoria da Personalidade Reconcebível por uma perspectiva cristã católica." Vitz notou que uma interpretação cristã da personalidade começa por assumir que Deus existe e que ele é uma pessoa com quem se está em um relacionamento. Se um psicólogo admite a existência de Deus e a validade de uma dimensão religiosa para a vida, isto tem a vantagem psicológica de lhes permitir tratar um cliente religioso com mais honestidade e maior respeito.
Grande parte da teoria secular da personalidade moderna, no entanto, é reducionista e presume que a experiência religiosa e ideais morais são causados por fenômenos subjacentes inferiores, Vitz explicou. Assim, na abordagem freudiana, o amor é reduzido ao desejo sexual, o desejo sexual à fisiologia; e a vida espiritual ou ideais artísticos são reduzidos a impulsos sexuais sublimados.
Em contrapartida, uma abordagem cristã é construcionista, segundo Vitz. Isto significa que enfatiza os mais altos aspectos da personalidade, como possuidores e frequentemente causadores ou transformadores dos aspectos mais baixos. É, portanto, um método sintético, juntando coisas em um modelo integrado, enquanto o pensamento reducionista é analítico.
Vitz admite que uma boa e nítida análise é um requisito importante. No entanto, a psicologia muito moderna tem-se limitado apenas a esta análise redutora, sem qualquer conceito integrado da pessoa humana.
Vitz também destacou o contraste, quando se trata de teoria da personalidade. Grande parte da abordagem secular vê a personalidade como um ente autônomo isolado. O cristianismo, no entanto, não presume que o objetivo da vida é a independência, ao invés disso dá um papel central para as relações. "Cristianismo postula interdependência mútua e livremente escolhida, mas cuidando-se um do outro, como o principal tipo de relacionamento adulto", comentou Vitz.
Redescobrindo a virtude
Reivindicar a visão baseada na virtude da pessoa humana foi o tema do artigo “A Catholic Christian Positive Psychology: A Virtue Approach”, dos membros do IPS Craig Steven Titus e Frank Moncher. Na verdade, filósofos clássicos como Aristóteles baseiam sua visão psicossocial sob o ponto de vista da teoria da virtude, afirmaram. Tal abordagem estuda a correlação potencial entre bem-estar psicológico e ética da bondade que são exibidas nas maiores virtudes. Isto contrasta com algumas abordagens seculares da psicologia que consideram a saúde mental como sendo simplesmente a ausência de doença.
Titus e Moncher comentaram que um nível básico de cada grande virtude é necessária, a fim de ser considerada psicologicamente saudável ou ter um bom caráter. Assim, "A psicoterapia cristã pode procurar não só a redução dos sintomas, mas também o desenvolvimento das virtudes adquiridas."
Num outro ensaio, Frank Moncher olha para as implicações das premissas antropológicas cristãs católicas especificamente para a psicologia em uma contribuição intitulada "Implications of Catholic Anthropology for Psychological Assessment". É importante, argumenta ele, que um psicólogo tenha a total antropologia teológica e filosófica em mente quando avalia um cliente, e também ser internamente curioso para entender a cosmovisão do cliente e o sistema de valores.
Com freqüência, no entanto, os conhecimentos relativos às realidades transcendentais, normas morais, beleza estética e o desenvolvimento de virtudes são geralmente excluídos pelos tradicionais métodos clínicos.
Moncher também comentou que uma abertura à antropologia cristã é particularmente importante quando se trata de tarefas como a avaliação para a entrada dos candidatos ao sacerdócio ou da vida religiosa, ou no trabalho dos tribunais católicos que devem examinar a validade dos casamentos e da capacidade das pessoas para dar pleno e livre consentimento para seus votos de matrimônio.
Vocação
Bill Nordling e Phil Scrofani, membros do IPS, viraram a mesa e olharam para o que significa uma abordagem para o católico praticante, em seu ensaio, "Implications of a Catholic Anthropology for Developing a Catholic Approach to Psychotherapy". Eles explicam por que o conceito de vocação é útil quando aplicado à carreira profissional de um terapeuta. "Para um cristão, tornar-se um terapeuta pode ser uma resposta sem para um chamado de Deus para prestar serviços de saúde mental para os clientes que sofrem", eles escreveram.
Sob esta luz, a tarefa do terapeuta não apenas envolve uma relação terapêutica com o cliente, mas é uma relação que vai além de negócios. "Exibir sua profissão escolhida como uma vocação pessoal motiva-o não apenas a observar a sua consciência ética profissional, mas também para a prática de acordo com princípios éticos católicos", Nordling e Scrofani acrescentaram. Esta concepção baseada na vocação de ser terapeuta também irá servir para motivar quando trabalhar com um cliente "difícil", ou quando sacrifícios de tempo ou dinheiro são necessários.
A noção de uma vocação não apenas orientará a compreensão de um terapeuta ao cliente e ao tratamento, mas também irá orientar um terapeuta para entender que o cliente está inserido dentro de uma família, uma cultura, e muitas vezes uma tradição de fé. "Este tipo de abordagem à psicoterapia demonstra um profundo respeito pela diversidade, iniciando com o princípio fundamental de que o cliente é uma única e irrepetível pessoa feita à imagem de Deus", Nordling e Scrofani comentaram. "Além disso, é um imperativo moral, em última instância, para permitir que o próprio cliente se torne definitivo para fazer livremente escolhas de acordo com a consciência."
Ao concluir a sua contribuição, o autor especificou que uma tal abordagem antropologicamente informada à psicoterapia não pode ser concebida como estando em oposição à ciência da psicologia. Portanto, os métodos terapêuticos serão escolhidos com a consideração da sua comprovada eficácia.
Eles também admitiram que o principal foco de um terapeuta deve-se circunscrever ao funcionamento psicológico do cliente, deixando de lado questões mais específicas espirituais para sacerdotes e diretores espirituais.
Acima de tudo, a publicação fornece ideias instigantes sobre como uma antropologia baseada no cristianismo pode fornecer informações valiosas sobre a condição humana. Na internet: "Edification" Catholic issue: http://christianpsych.org/wp_scp/wp-content/uploads/edification-31.pdf
Pe. John Flynn, LC, em Roma, 14 de junho de 2009 (Zenit.org).
Esta foi a afirmação de abertura da recém-publicada "Questão católica", da revista "Edification: A Journal of the Society of Christian Psychology" (vol. 3.1). A questão foi confiada ao Instituto de Ciências Psicológicas (IPS), uma escola católica com graduação em psicologia em Arlington, Virgínia.
O ex-aluno da faculdade Christian Brugger, agora um professor associado no St. John Vianney Theological Seminary, serviu como editor convidado e escreveu o ensaio de abertura em torno do qual muitas das contribuições se basearam. Em seu artigo, Brugger salienta que, dado o objetivo da psicologia clínica de assistência humana florescer em termos da saúde mental de uma pessoa, é útil compreender a natureza da pessoa humana, baseando-a em uma antropologia idônea.
Como seres humanos, ele explicou, podemos ultrapassar as percepções e emoções do corpo, porque somos mais do que seres corporais e nossa faculdade de razão não é um órgão material. Isto significa que a psicologia cristã garante a liberdade humana para autodireção racional e livre escolha, tanto quanto uma capacidade imaterial não determinada por leis físicas causais, Brugger concluiu.
O perigo da negação generalizada pelas ciências sociais seculares desta natureza imaterial da nossa razão é que não só abre as portas para afirmações radicais do determinismo, mas também nega a dimensão espiritual da pessoa humana, Brugger argumentou.
Comparando abordagens
Paul C. Vitz, da IPS, destacou algumas das diferenças em uma abordagem de psicologia cristã em comparação com uma visão secular em seu ensaio intitulado: "Teoria da Personalidade Reconcebível por uma perspectiva cristã católica." Vitz notou que uma interpretação cristã da personalidade começa por assumir que Deus existe e que ele é uma pessoa com quem se está em um relacionamento. Se um psicólogo admite a existência de Deus e a validade de uma dimensão religiosa para a vida, isto tem a vantagem psicológica de lhes permitir tratar um cliente religioso com mais honestidade e maior respeito.
Grande parte da teoria secular da personalidade moderna, no entanto, é reducionista e presume que a experiência religiosa e ideais morais são causados por fenômenos subjacentes inferiores, Vitz explicou. Assim, na abordagem freudiana, o amor é reduzido ao desejo sexual, o desejo sexual à fisiologia; e a vida espiritual ou ideais artísticos são reduzidos a impulsos sexuais sublimados.
Em contrapartida, uma abordagem cristã é construcionista, segundo Vitz. Isto significa que enfatiza os mais altos aspectos da personalidade, como possuidores e frequentemente causadores ou transformadores dos aspectos mais baixos. É, portanto, um método sintético, juntando coisas em um modelo integrado, enquanto o pensamento reducionista é analítico.
Vitz admite que uma boa e nítida análise é um requisito importante. No entanto, a psicologia muito moderna tem-se limitado apenas a esta análise redutora, sem qualquer conceito integrado da pessoa humana.
Vitz também destacou o contraste, quando se trata de teoria da personalidade. Grande parte da abordagem secular vê a personalidade como um ente autônomo isolado. O cristianismo, no entanto, não presume que o objetivo da vida é a independência, ao invés disso dá um papel central para as relações. "Cristianismo postula interdependência mútua e livremente escolhida, mas cuidando-se um do outro, como o principal tipo de relacionamento adulto", comentou Vitz.
Redescobrindo a virtude
Reivindicar a visão baseada na virtude da pessoa humana foi o tema do artigo “A Catholic Christian Positive Psychology: A Virtue Approach”, dos membros do IPS Craig Steven Titus e Frank Moncher. Na verdade, filósofos clássicos como Aristóteles baseiam sua visão psicossocial sob o ponto de vista da teoria da virtude, afirmaram. Tal abordagem estuda a correlação potencial entre bem-estar psicológico e ética da bondade que são exibidas nas maiores virtudes. Isto contrasta com algumas abordagens seculares da psicologia que consideram a saúde mental como sendo simplesmente a ausência de doença.
Titus e Moncher comentaram que um nível básico de cada grande virtude é necessária, a fim de ser considerada psicologicamente saudável ou ter um bom caráter. Assim, "A psicoterapia cristã pode procurar não só a redução dos sintomas, mas também o desenvolvimento das virtudes adquiridas."
Num outro ensaio, Frank Moncher olha para as implicações das premissas antropológicas cristãs católicas especificamente para a psicologia em uma contribuição intitulada "Implications of Catholic Anthropology for Psychological Assessment". É importante, argumenta ele, que um psicólogo tenha a total antropologia teológica e filosófica em mente quando avalia um cliente, e também ser internamente curioso para entender a cosmovisão do cliente e o sistema de valores.
Com freqüência, no entanto, os conhecimentos relativos às realidades transcendentais, normas morais, beleza estética e o desenvolvimento de virtudes são geralmente excluídos pelos tradicionais métodos clínicos.
Moncher também comentou que uma abertura à antropologia cristã é particularmente importante quando se trata de tarefas como a avaliação para a entrada dos candidatos ao sacerdócio ou da vida religiosa, ou no trabalho dos tribunais católicos que devem examinar a validade dos casamentos e da capacidade das pessoas para dar pleno e livre consentimento para seus votos de matrimônio.
Vocação
Bill Nordling e Phil Scrofani, membros do IPS, viraram a mesa e olharam para o que significa uma abordagem para o católico praticante, em seu ensaio, "Implications of a Catholic Anthropology for Developing a Catholic Approach to Psychotherapy". Eles explicam por que o conceito de vocação é útil quando aplicado à carreira profissional de um terapeuta. "Para um cristão, tornar-se um terapeuta pode ser uma resposta sem para um chamado de Deus para prestar serviços de saúde mental para os clientes que sofrem", eles escreveram.
Sob esta luz, a tarefa do terapeuta não apenas envolve uma relação terapêutica com o cliente, mas é uma relação que vai além de negócios. "Exibir sua profissão escolhida como uma vocação pessoal motiva-o não apenas a observar a sua consciência ética profissional, mas também para a prática de acordo com princípios éticos católicos", Nordling e Scrofani acrescentaram. Esta concepção baseada na vocação de ser terapeuta também irá servir para motivar quando trabalhar com um cliente "difícil", ou quando sacrifícios de tempo ou dinheiro são necessários.
A noção de uma vocação não apenas orientará a compreensão de um terapeuta ao cliente e ao tratamento, mas também irá orientar um terapeuta para entender que o cliente está inserido dentro de uma família, uma cultura, e muitas vezes uma tradição de fé. "Este tipo de abordagem à psicoterapia demonstra um profundo respeito pela diversidade, iniciando com o princípio fundamental de que o cliente é uma única e irrepetível pessoa feita à imagem de Deus", Nordling e Scrofani comentaram. "Além disso, é um imperativo moral, em última instância, para permitir que o próprio cliente se torne definitivo para fazer livremente escolhas de acordo com a consciência."
Ao concluir a sua contribuição, o autor especificou que uma tal abordagem antropologicamente informada à psicoterapia não pode ser concebida como estando em oposição à ciência da psicologia. Portanto, os métodos terapêuticos serão escolhidos com a consideração da sua comprovada eficácia.
Eles também admitiram que o principal foco de um terapeuta deve-se circunscrever ao funcionamento psicológico do cliente, deixando de lado questões mais específicas espirituais para sacerdotes e diretores espirituais.
Acima de tudo, a publicação fornece ideias instigantes sobre como uma antropologia baseada no cristianismo pode fornecer informações valiosas sobre a condição humana. Na internet: "Edification" Catholic issue: http://christianpsych.org/wp_scp/wp-content/uploads/edification-31.pdf
segunda-feira, 23 de março de 2009
Bento XVI sublinha papel da mulher na defesa do direito à vida
Postado por
Visionário (Anderson Gonçalves)
às
15:20
Hoje começa em Roma o primeiro Congresso Internacional sobre Mulher e direitos humanos
Por Inma Álvarez
Roma, Domingo 22 de Fevereiro de 2009 (Zenit.org)
A resposta aos atuais ataques contra a vida pode ser dada sobretudo pelas mulheres, através de um «novo feminismo» que defenda os direitos humanos e respeite fortemente a vida. Assim afirmou o Papa Bento XVI em uma mensagem enviada ao cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício «Justiça e Paz», por ocasião do primeiro Congresso Internacional sobre a Mulher, que começou hoje em Roma.
O Congresso, com o lema «Vida, família, desenvolvimento: o papel da mulher na promoção dos direitos humanos», foi organizado por este dicastério, em colaboração com a World Women Alliance for Life and Family (WWALF) e a World Union of Catholic Women's Organizations (WUCWO).
A mensagem do Papa, publicada nesse sábado, afirma que o congresso supõe «uma resposta exemplar ao que meu predecessor João Paulo II definia como "um novo feminismo", que tem o poder de transformar a cultura, imprimindo-lhe um forte respeito pela vida». A carta do Papa foi lida nesta manhã ao início dos trabalhos do congresso, pelo cardeal Martino, acompanhado das presidentas da WWALF, Olimpia Tarzia, e da WUCWO, Karen M. Hurley.
Uma das tarefas da mulher cristã, sublinhou o pontífice, é «corrigir todo o mal entendido com respeito ao Cristianismo visto só como uma coleção de mandamentos e proibições». «Os dez mandamentos não são uma série de "nãos", mas um grande "sim" ao amor e à vida», acrescenta o Papa em sua mensagem.
Na apresentação do congresso, o cardeal Martino sublinhou que hoje «não se pode separar a questão social da questão da família e da vida», e que em ambas questões está entrelaçada a questão da dignidade da mulher, que no fundo é «uma questão antropológica, de concepção do ser humano».
O purpurado destacou que as mulheres católicas «devem encontrar, com generosidade e amor, os caminhos de um novo protagonismo em grau de gerar esse humanismo integral e solidário a que nos chama a doutrina social da Igreja». «Deve nascer um novo feminismo, depois desse outro mortificante inspirado pelo individualismo niilista e libertário», afirmou o cardeal Martino. Um novo feminismo «amigo da vida, amigo da família e do amor conjugal, e disposto a lutar contra injustiças e opressões».
No mesmo sentido se expressou a professora Tarzia, cuja organização, a WWALF, hoje estendida em 50 países, nasceu precisamente em torno do manifesto Novo Feminismo, que apareceu na Itália em janeiro de 2003. Tarzia afirmou que «está crescendo, entre as mulheres do mundo, uma consciência que deve ser declarada: as leis que legalizam o aborto são uma derrota para a mulher e para a sociedade inteira. É uma consciência à qual devem seguir os fatos: a mobilização geral de consciências e instituições em favor da vida, da mulher, da família, da dignidade da pessoa».
Por sua parte, a presidenta da WUCWO, Karen M. Hurley, organização nascida em 1910 que representa mais de 100 instituições de todo o mundo, sublinhou o importante passo adiante na consideração da mulher dado pelo Magistério desde o Concílio, e especialmente pelos últimos papas. As mulheres hoje, sublinhou Hurley, «estão chamadas a ser sinais do amor de Deus compartilhando nossa fé e oferecendo esperança a um mundo que necessita. O modelo de nossa Santíssima Mãe Maria e outras mulheres nas Sagradas Escrituras e os ensinamentos da Igreja devem aumentar a consciência de nossa missão, a vocação, a dignidade e a espiritualidade». «Que nosso discernimento orante aumente esta tomada de consciência e nos ajuda a aceitar o papel que Deus nos deu na proteção da dignidade de toda vida humana e na promoção dos direitos humanos», concluiu a representante da WUCWO.
Por Inma Álvarez
Roma, Domingo 22 de Fevereiro de 2009 (Zenit.org)
A resposta aos atuais ataques contra a vida pode ser dada sobretudo pelas mulheres, através de um «novo feminismo» que defenda os direitos humanos e respeite fortemente a vida. Assim afirmou o Papa Bento XVI em uma mensagem enviada ao cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício «Justiça e Paz», por ocasião do primeiro Congresso Internacional sobre a Mulher, que começou hoje em Roma.
O Congresso, com o lema «Vida, família, desenvolvimento: o papel da mulher na promoção dos direitos humanos», foi organizado por este dicastério, em colaboração com a World Women Alliance for Life and Family (WWALF) e a World Union of Catholic Women's Organizations (WUCWO).
A mensagem do Papa, publicada nesse sábado, afirma que o congresso supõe «uma resposta exemplar ao que meu predecessor João Paulo II definia como "um novo feminismo", que tem o poder de transformar a cultura, imprimindo-lhe um forte respeito pela vida». A carta do Papa foi lida nesta manhã ao início dos trabalhos do congresso, pelo cardeal Martino, acompanhado das presidentas da WWALF, Olimpia Tarzia, e da WUCWO, Karen M. Hurley.
Uma das tarefas da mulher cristã, sublinhou o pontífice, é «corrigir todo o mal entendido com respeito ao Cristianismo visto só como uma coleção de mandamentos e proibições». «Os dez mandamentos não são uma série de "nãos", mas um grande "sim" ao amor e à vida», acrescenta o Papa em sua mensagem.
Na apresentação do congresso, o cardeal Martino sublinhou que hoje «não se pode separar a questão social da questão da família e da vida», e que em ambas questões está entrelaçada a questão da dignidade da mulher, que no fundo é «uma questão antropológica, de concepção do ser humano».
O purpurado destacou que as mulheres católicas «devem encontrar, com generosidade e amor, os caminhos de um novo protagonismo em grau de gerar esse humanismo integral e solidário a que nos chama a doutrina social da Igreja». «Deve nascer um novo feminismo, depois desse outro mortificante inspirado pelo individualismo niilista e libertário», afirmou o cardeal Martino. Um novo feminismo «amigo da vida, amigo da família e do amor conjugal, e disposto a lutar contra injustiças e opressões».
No mesmo sentido se expressou a professora Tarzia, cuja organização, a WWALF, hoje estendida em 50 países, nasceu precisamente em torno do manifesto Novo Feminismo, que apareceu na Itália em janeiro de 2003. Tarzia afirmou que «está crescendo, entre as mulheres do mundo, uma consciência que deve ser declarada: as leis que legalizam o aborto são uma derrota para a mulher e para a sociedade inteira. É uma consciência à qual devem seguir os fatos: a mobilização geral de consciências e instituições em favor da vida, da mulher, da família, da dignidade da pessoa».
Por sua parte, a presidenta da WUCWO, Karen M. Hurley, organização nascida em 1910 que representa mais de 100 instituições de todo o mundo, sublinhou o importante passo adiante na consideração da mulher dado pelo Magistério desde o Concílio, e especialmente pelos últimos papas. As mulheres hoje, sublinhou Hurley, «estão chamadas a ser sinais do amor de Deus compartilhando nossa fé e oferecendo esperança a um mundo que necessita. O modelo de nossa Santíssima Mãe Maria e outras mulheres nas Sagradas Escrituras e os ensinamentos da Igreja devem aumentar a consciência de nossa missão, a vocação, a dignidade e a espiritualidade». «Que nosso discernimento orante aumente esta tomada de consciência e nos ajuda a aceitar o papel que Deus nos deu na proteção da dignidade de toda vida humana e na promoção dos direitos humanos», concluiu a representante da WUCWO.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Diálogo ecumênico, prioridade para Bento XVI
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
17:53
Avança notavelmente com os ortodoxos, mas se mantêm as incertezas com os luteranos
Por Inma Álvarez
Cidade do Vaticano, terça-feira, 20 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).
O diálogo ecumênico é uma prioridade para Bento XVI, como foi para todos os papas desde João XXIII e o Concílio Vaticano II. Este diálogo avança, ainda que de forma desigual: com os ortodoxos se deram grandes passos adiante, mas continuam existindo incertezas com as comunidades surgidas da Reforma. Assim afirma o secretário do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, o bispo Brian Farrell L.C., no primeiro de uma série de artigos que estão sendo publicados por L'Osservatore Romano, por ocasião da anual Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Dom Farrell explicou que para o atual pontífice, o diálogo ecumênico é uma «questão prioritária», como manifestam «seus numerosos encontros e discursos de caráter ecumênico».
Ele aludiu precisamente ao último encontro que os membros deste dicastério tiveram com o Papa, em 12 de dezembro passado, como referência para explicar a que ponto se encontra atualmente o diálogo com os «irmãos separados». Farrell afirmou, recordando a intervenção do Papa naquele encontro, que enquanto o diálogo com os ortodoxos «avançou de forma significativa», ainda não aconteceu o mesmo com as igrejas e comunidades da Reforma.
Como o Papa afirmou, houve um grande «progresso no diálogo da caridade» entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas e Orientais, com intercâmbio de visitas entre os prelados de ambas as confissões, e com «um sincero espírito de amizade entre católicos e ortodoxos, que foi crescendo nos últimos anos». «Precisamente este progresso no ‘diálogo da caridade’ permitiu que o ‘diálogo teológico’ entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa obtivesse resultados notáveis, inclusive inesperados», explicou.
Contudo, lamentou, «continua havendo um interrogante difuso, cercado de certa desconfiança, sobre os resultados do diálogo com as comunidades e igrejas da Reforma». O objeto da passada plenária do dicastério em dezembro teve por objeto examinar a que ponto está este diálogo nas quatro frentes que a Igreja tem aberto neste sentido: com a Federação luterana mundial, com o Conselho Metodista, com a Comunhão Anglicana e com a Aliança Mundial das Igrejas Reformadas.
Nestes 40 anos de diálogo, Dom Farrel constatou que, ainda que «tenham sido superados muitos preconceitos e incompreensões do passado», contudo perduram antigas diferenças. Estas diferenças vão em duas direções: por um lado, a relação entre a Escritura e a Tradição, e por outro, a natureza da Igreja de Cristo.
No primeiro aspecto, Dom Brian Farrell explicou que, ainda que se tenha chegado a um consenso em admitir que não há contraposição entre a Escritura e a Tradição (a Escritura existe graças à tradição apostólica das origens), não há acordo, entre outras questões, sobre o «magistério competente» para interpretá-la.
No segundo aspecto, ainda que se tenha dado um grande passo com a Declaração Conjunta sobre a Justificação, em uma das implicações deste desacordo, ou seja, na natureza da própria Igreja, continua havendo uma «divisão profunda». Com aquela declaração, explica o bispo irlandês, admitiu-se que não há contraposição entre justificação pela fé e santificação através das obras.
Contudo, «católicos e protestantes continuam profundamente divididos na concepção da realidade da Igreja, entre uma visão ao mesmo tempo espiritual e institucional – católica – e uma visão somente espiritual – protestante».
«Apesar de que nenhuma destas questões tenha sido resolvida no sentido de um consenso pleno, e ainda que apareçam novas dificuldades no horizonte – explica Dom Farrell –, as convergências alcançadas corroboram e aprofundam o sentido da real, ainda que incompleta, comunhão existente sobre a base de um único batismo e de outros muitos elementos de fé e de vida cristã preservados da tradição antiga.»
Após recordar que o ecumenismo é «um dom de Deus», o secretário declarou que ainda que «os diálogos não podem por si mesmos garantir a realização do objetivo final do movimento ecumênico, que é a unidade eucarística», não obstante «constituem uma base sólida e um incentivo a realizar o que é a vontade do Senhor e a aspiração de muitos cristãos».
Por Inma Álvarez
Cidade do Vaticano, terça-feira, 20 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).
O diálogo ecumênico é uma prioridade para Bento XVI, como foi para todos os papas desde João XXIII e o Concílio Vaticano II. Este diálogo avança, ainda que de forma desigual: com os ortodoxos se deram grandes passos adiante, mas continuam existindo incertezas com as comunidades surgidas da Reforma. Assim afirma o secretário do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, o bispo Brian Farrell L.C., no primeiro de uma série de artigos que estão sendo publicados por L'Osservatore Romano, por ocasião da anual Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Dom Farrell explicou que para o atual pontífice, o diálogo ecumênico é uma «questão prioritária», como manifestam «seus numerosos encontros e discursos de caráter ecumênico».
Ele aludiu precisamente ao último encontro que os membros deste dicastério tiveram com o Papa, em 12 de dezembro passado, como referência para explicar a que ponto se encontra atualmente o diálogo com os «irmãos separados». Farrell afirmou, recordando a intervenção do Papa naquele encontro, que enquanto o diálogo com os ortodoxos «avançou de forma significativa», ainda não aconteceu o mesmo com as igrejas e comunidades da Reforma.
Como o Papa afirmou, houve um grande «progresso no diálogo da caridade» entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas e Orientais, com intercâmbio de visitas entre os prelados de ambas as confissões, e com «um sincero espírito de amizade entre católicos e ortodoxos, que foi crescendo nos últimos anos». «Precisamente este progresso no ‘diálogo da caridade’ permitiu que o ‘diálogo teológico’ entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa obtivesse resultados notáveis, inclusive inesperados», explicou.
Contudo, lamentou, «continua havendo um interrogante difuso, cercado de certa desconfiança, sobre os resultados do diálogo com as comunidades e igrejas da Reforma». O objeto da passada plenária do dicastério em dezembro teve por objeto examinar a que ponto está este diálogo nas quatro frentes que a Igreja tem aberto neste sentido: com a Federação luterana mundial, com o Conselho Metodista, com a Comunhão Anglicana e com a Aliança Mundial das Igrejas Reformadas.
Nestes 40 anos de diálogo, Dom Farrel constatou que, ainda que «tenham sido superados muitos preconceitos e incompreensões do passado», contudo perduram antigas diferenças. Estas diferenças vão em duas direções: por um lado, a relação entre a Escritura e a Tradição, e por outro, a natureza da Igreja de Cristo.
No primeiro aspecto, Dom Brian Farrell explicou que, ainda que se tenha chegado a um consenso em admitir que não há contraposição entre a Escritura e a Tradição (a Escritura existe graças à tradição apostólica das origens), não há acordo, entre outras questões, sobre o «magistério competente» para interpretá-la.
No segundo aspecto, ainda que se tenha dado um grande passo com a Declaração Conjunta sobre a Justificação, em uma das implicações deste desacordo, ou seja, na natureza da própria Igreja, continua havendo uma «divisão profunda». Com aquela declaração, explica o bispo irlandês, admitiu-se que não há contraposição entre justificação pela fé e santificação através das obras.
Contudo, «católicos e protestantes continuam profundamente divididos na concepção da realidade da Igreja, entre uma visão ao mesmo tempo espiritual e institucional – católica – e uma visão somente espiritual – protestante».
«Apesar de que nenhuma destas questões tenha sido resolvida no sentido de um consenso pleno, e ainda que apareçam novas dificuldades no horizonte – explica Dom Farrell –, as convergências alcançadas corroboram e aprofundam o sentido da real, ainda que incompleta, comunhão existente sobre a base de um único batismo e de outros muitos elementos de fé e de vida cristã preservados da tradição antiga.»
Após recordar que o ecumenismo é «um dom de Deus», o secretário declarou que ainda que «os diálogos não podem por si mesmos garantir a realização do objetivo final do movimento ecumênico, que é a unidade eucarística», não obstante «constituem uma base sólida e um incentivo a realizar o que é a vontade do Senhor e a aspiração de muitos cristãos».
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Óbolo de São Pedro recolhe quase 80 milhões de dólares para caridade do Papa
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
17:46
Estados Unidos é o país que mais colaborou
Cidade do Vaticano, quarta-feira, 9 de julho de 2008 (ZENIT.org).
Em 2007, o óbolo de São Pedro – as ofertas dos fiéis de todo o mundo a favor das obras de caridade do Papa – recolheu quase 80 milhões de dólares, cerca de 50 milhões de euros, revelou nesta quarta-feira um comunicado difundido pelo Conselho dos Cardeais para o Estudo dos Problemas Organizativos e Econômicos da Santa Sé, que se reuniu no Vaticano entre 3 e 4 de julho, sob a presidência do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado.
Segundo explica a nota, o óbolo de São Pedro «está constituído pelo conjunto das ofertas destinadas a assistir o Papa em sua missão apostólica caritativa». Em particular, «compreende a coleta realizada nas Igrejas particulares, sobretudo por ocasião da solenidade dos Santos Pedro e Paulo, as contribuições procedentes dos institutos de vida consagrada, das sociedades de vida apostólica e de fundações, assim como de donativos de fiéis particulares».
«O Santo Padre destinou o óbolo à realização obras de caridade a favor de populações de vários países do mundo, atingidas por calamidades, para apoiar a numerosas iniciativas das comunidades eclesiais do terceiro mundo, e para ajudar as Igrejas locais mais pobres», informa o comunicado.
Segundo este informe, «em 2007, chegaram donativos no valor de 79.837.843 dólares». Isso supõe uma diminuição com relação a 2006, quando se havia recolhido 101.900.192 dólares. A generosidade dos católicos dos Estados Unidos, segundo o informe, contribuiu em 28,29% a esta quantidade, em particular, com 18.725.327 dólares. Segue depois a Itália, que contribuiu com 13,04% (8.632.171), Alemanha, com 6,08% (4.026.308 dólares), Espanha, com 4,10% (2.205.917 dólares), Brasil, com 2,18% (1.441.987 dólares) e República da Coréia, com 1,60% (1.055.71 dólares). O Vaticano informa que «também chegou à Santa Sé uma oferta no valor de 14.309.400 dólares por parte de um doador que quis manter o anonimato».
Cidade do Vaticano, quarta-feira, 9 de julho de 2008 (ZENIT.org).
Em 2007, o óbolo de São Pedro – as ofertas dos fiéis de todo o mundo a favor das obras de caridade do Papa – recolheu quase 80 milhões de dólares, cerca de 50 milhões de euros, revelou nesta quarta-feira um comunicado difundido pelo Conselho dos Cardeais para o Estudo dos Problemas Organizativos e Econômicos da Santa Sé, que se reuniu no Vaticano entre 3 e 4 de julho, sob a presidência do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado.
Segundo explica a nota, o óbolo de São Pedro «está constituído pelo conjunto das ofertas destinadas a assistir o Papa em sua missão apostólica caritativa». Em particular, «compreende a coleta realizada nas Igrejas particulares, sobretudo por ocasião da solenidade dos Santos Pedro e Paulo, as contribuições procedentes dos institutos de vida consagrada, das sociedades de vida apostólica e de fundações, assim como de donativos de fiéis particulares».
«O Santo Padre destinou o óbolo à realização obras de caridade a favor de populações de vários países do mundo, atingidas por calamidades, para apoiar a numerosas iniciativas das comunidades eclesiais do terceiro mundo, e para ajudar as Igrejas locais mais pobres», informa o comunicado.
Segundo este informe, «em 2007, chegaram donativos no valor de 79.837.843 dólares». Isso supõe uma diminuição com relação a 2006, quando se havia recolhido 101.900.192 dólares. A generosidade dos católicos dos Estados Unidos, segundo o informe, contribuiu em 28,29% a esta quantidade, em particular, com 18.725.327 dólares. Segue depois a Itália, que contribuiu com 13,04% (8.632.171), Alemanha, com 6,08% (4.026.308 dólares), Espanha, com 4,10% (2.205.917 dólares), Brasil, com 2,18% (1.441.987 dólares) e República da Coréia, com 1,60% (1.055.71 dólares). O Vaticano informa que «também chegou à Santa Sé uma oferta no valor de 14.309.400 dólares por parte de um doador que quis manter o anonimato».
Santa Sé encerra seu balanço anual com déficit de 9 milhões de euros
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Visionário (Anderson Gonçalves)
às
17:21
No entanto, a Cidade do Vaticano experimenta um superávit de 6,7 milhões
Por Jesús Colina
Cidade do Vaticano, quarta-feira, 9 de julho de 2008 (ZENIT.org).
A Santa Sé encerrou o balanço econômico de 2007 com um déficit de 9 milhões de euros, cerca de 14 milhões de dólares, revela um comunicado difundido pelo Conselho dos Cardeais para o Estudo dos Problemas Organizativos e Econômicos da Santa Sé, que se reuniu no Vaticano entre 3 e 4 de julho, sob a presidência do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado. No balanço, declara a nota vaticana, «aparecem entradas de 236.737.207 euros e saídas de 245.805.167. O resultado líquido é, portanto, um déficit de 9.067.960 euros depois de que nos últimos três balanços (2004, 2005 e 2006) se registraram resultados positivos em um total de 15.206.587 euros».
O balanço foi apresentado aos purpurados pelo arcebispo Velasio De Paolis, C.S., a quem Bento XVI nomeou em abril passado como presidente da Prefeitura dos Assuntos Econômicos da Santa Sé.
Como contrapeso, fechou com um superávit de 6,7 milhões de euros (cerca de 10,5 milhões de dólares) o balanço econômico do governo do Estado da Cidade do Vaticano relativo a 2007, apresentado também nessa reunião. No ano anterior se havia fechado com um superávit de 21,8 milhões de euros. O balanço econômico da Cidade do Vaticano, com seus museus e seus serviços próprios como os de qualquer outra cidade (inclui desde a farmácia até o supermercado), é independente do da Santa Sé.
Por sua parte, o balanço econômico da Santa Sé não conta com entradas diretas, com exceção das doações de dioceses, congregações religiosas e de fiéis de todo o mundo. No entanto, seus serviços só geram gastos. Na Cúria Romana trabalham em seu conjunto 2.748 pessoas (44 a mais que no ano 2006), das quais 778 são eclesiásticos, 333 religiosos e 1.637 leigos (dentre os quais 425 são mulheres). Os aposentados são 929.
O orçamento da Santa Sé inclui os gastos das nunciaturas apostólicas e representações pontifícias nos cinco continentes e nas organizações internacionais, assim como os custos de seus meios de comunicação. Dado que uma das perdas mais importantes no balanço econômico da Santa Sé é o déficit da «Rádio Vaticano», «o governo da Cidade do Vaticano se comprometeu a apoiar estes custos, contribuindo com a cobertura da metade do déficit (12,2 milhões de euros)», informa a nota. Também geraram perdas os custos de publicação de «L’Osservatore Romano». Contudo, outros meios de comunicação da Santa Sé começam a ter lucros».
Resultados positivos procedem «da Tipografia Vaticana, que fechou o balanço com um superávit de um milhão de euros; do Centro Televisivo Vaticano, com um superávit de 458.754 euros; e da Livraria Editora Vaticana, com lucros de 1,6 milhão de euros», informa o comunicado.
Segundo a nota, um dos principais motivos de déficit do último ano da Santa Sé se deve à desvalorização do dólar. Os gastos da Santa Sé são em sua grande maioria em euros, mas boa parte de suas entradas, em dólares.
Na reunião de cardeais participaram os purpurados Roger Michael Mahony, arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos); Camillo Ruini, até pouco vigário do Papa para a diocese de Roma (Itália); Antonio María Rouco Varela, arcebispo de Madri (Espanha); Anthony Olubunmi Okogie, arcebispo de Lagos (Nigéria); Juan Luis Cipriani Thorne, arcebispo de Lima (Peru); Edward Michael Egan, arcebispo de Nova York (Estados Unidos); Eusébio Oscar Scheid, arcebispo do Rio de Janeiro (Brasil); Gaudencio B. Rosales, arcebispo de Manila (Filipinas); e Nicholas Cheong Jinsuk, arcebispo de Seul (Coréia).
O balanço econômico da Santa Sé será traduzido aos principais idiomas e enviado a todos os bispos e aos superiores gerais dos institutos de vida consagrada e das sociedades de vida apostólica.
Por Jesús Colina
Cidade do Vaticano, quarta-feira, 9 de julho de 2008 (ZENIT.org).
A Santa Sé encerrou o balanço econômico de 2007 com um déficit de 9 milhões de euros, cerca de 14 milhões de dólares, revela um comunicado difundido pelo Conselho dos Cardeais para o Estudo dos Problemas Organizativos e Econômicos da Santa Sé, que se reuniu no Vaticano entre 3 e 4 de julho, sob a presidência do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado. No balanço, declara a nota vaticana, «aparecem entradas de 236.737.207 euros e saídas de 245.805.167. O resultado líquido é, portanto, um déficit de 9.067.960 euros depois de que nos últimos três balanços (2004, 2005 e 2006) se registraram resultados positivos em um total de 15.206.587 euros».
O balanço foi apresentado aos purpurados pelo arcebispo Velasio De Paolis, C.S., a quem Bento XVI nomeou em abril passado como presidente da Prefeitura dos Assuntos Econômicos da Santa Sé.
Como contrapeso, fechou com um superávit de 6,7 milhões de euros (cerca de 10,5 milhões de dólares) o balanço econômico do governo do Estado da Cidade do Vaticano relativo a 2007, apresentado também nessa reunião. No ano anterior se havia fechado com um superávit de 21,8 milhões de euros. O balanço econômico da Cidade do Vaticano, com seus museus e seus serviços próprios como os de qualquer outra cidade (inclui desde a farmácia até o supermercado), é independente do da Santa Sé.
Por sua parte, o balanço econômico da Santa Sé não conta com entradas diretas, com exceção das doações de dioceses, congregações religiosas e de fiéis de todo o mundo. No entanto, seus serviços só geram gastos. Na Cúria Romana trabalham em seu conjunto 2.748 pessoas (44 a mais que no ano 2006), das quais 778 são eclesiásticos, 333 religiosos e 1.637 leigos (dentre os quais 425 são mulheres). Os aposentados são 929.
O orçamento da Santa Sé inclui os gastos das nunciaturas apostólicas e representações pontifícias nos cinco continentes e nas organizações internacionais, assim como os custos de seus meios de comunicação. Dado que uma das perdas mais importantes no balanço econômico da Santa Sé é o déficit da «Rádio Vaticano», «o governo da Cidade do Vaticano se comprometeu a apoiar estes custos, contribuindo com a cobertura da metade do déficit (12,2 milhões de euros)», informa a nota. Também geraram perdas os custos de publicação de «L’Osservatore Romano». Contudo, outros meios de comunicação da Santa Sé começam a ter lucros».
Resultados positivos procedem «da Tipografia Vaticana, que fechou o balanço com um superávit de um milhão de euros; do Centro Televisivo Vaticano, com um superávit de 458.754 euros; e da Livraria Editora Vaticana, com lucros de 1,6 milhão de euros», informa o comunicado.
Segundo a nota, um dos principais motivos de déficit do último ano da Santa Sé se deve à desvalorização do dólar. Os gastos da Santa Sé são em sua grande maioria em euros, mas boa parte de suas entradas, em dólares.
Na reunião de cardeais participaram os purpurados Roger Michael Mahony, arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos); Camillo Ruini, até pouco vigário do Papa para a diocese de Roma (Itália); Antonio María Rouco Varela, arcebispo de Madri (Espanha); Anthony Olubunmi Okogie, arcebispo de Lagos (Nigéria); Juan Luis Cipriani Thorne, arcebispo de Lima (Peru); Edward Michael Egan, arcebispo de Nova York (Estados Unidos); Eusébio Oscar Scheid, arcebispo do Rio de Janeiro (Brasil); Gaudencio B. Rosales, arcebispo de Manila (Filipinas); e Nicholas Cheong Jinsuk, arcebispo de Seul (Coréia).
O balanço econômico da Santa Sé será traduzido aos principais idiomas e enviado a todos os bispos e aos superiores gerais dos institutos de vida consagrada e das sociedades de vida apostólica.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
O Papa continuará distribuindo comunhão de joelhos e na boca
Postado por
Visionário (Anderson Gonçalves)
às
08:31
Explica o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias
Cidade do Vaticano, quinta-feira, 26 de junho de 2008 (ZENIT.org).
Bento XVI distribuirá habitualmente a comunhão aos fieis de joelhos e na boca, anunciou o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias.
Em uma entrevista concedida a edição italiana de 26 de junho do «L’Osservatore Romano», Dom Guido Marini responde a quem pergunta se o Papa manterá esta prática que pôde ser vista em sua última viagem à Itália, às localidades de Santa Maria de Leuca e Brindisi. «Creio realmente que sim – considera –. Neste sentido, não se deve esquecer que a distribuição da comunhão na mão continua sendo ainda, do ponto de vista jurídico, um indulto à lei universal, concedido pela Santa Sé às conferências episcopais que o tenham pedido».
«A modalidade adotada por Bento XVI tende a sublinhar a vigência da norma válida para toda a Igreja», declara. Esta modalidade de distribuição do sacramento, diz, «sem tirar nada da outra, sublinha melhor a verdade da presença real na Eucaristia, ajuda à devoção dos fiéis, introduz com mais facilidade no sentido do mistério. Aspecto que em nosso tempo, pastoralmente falando, é urgente sublinhar e recuperar», declara.
A quem acusa Bento XVI de querer impor modelos pré-conciliares, o mestre das celebrações litúrgicas explica que «termos como ‘pré-conciliar’ e ‘pós-conciliar’ me parece que pertencem a uma linguagem que já foi superada e, se são utilizados com o objetivo de indicar uma descontinuidade no caminho da Igreja, considero que são equivocados e típicos de visões ideológicas muito redutivas».
«Há ‘coisas antigas e coisas novas’ que pertencem ao tesouro da Igreja de sempre e como tais devem ser consideradas. Quem é sábio sabe encontrar em seu tesouro tanto umas como outras, sem ter outros critérios que não sejam evangélicos e eclesiais». «Nem tudo o que é novo é verdadeiro, como tampouco o é tudo que é antigo. A verdade atravessa o antigo e o novo e a ela devemos tender sem preconceitos».
«A Igreja vive segundo essa lei da continuidade, em virtude da qual, conhece um desenvolvimento arraigado na tradição. O importante é que tudo esteja orientado a uma celebração litúrgica que seja verdadeiramente a celebração do mistério sagrado, do Senhor crucificado e ressuscitado, que se faz presente em sua Igreja, reatualizando o mistério da salvação e chamando-nos, segundo a lógica de uma autêntica e ativa participação, a compartilhar até suas últimas conseqüências sua própria vida, que é vida de dom de amor ao Pai e aos irmãos, vida de santidade».
Cidade do Vaticano, quinta-feira, 26 de junho de 2008 (ZENIT.org).
Bento XVI distribuirá habitualmente a comunhão aos fieis de joelhos e na boca, anunciou o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias.
Em uma entrevista concedida a edição italiana de 26 de junho do «L’Osservatore Romano», Dom Guido Marini responde a quem pergunta se o Papa manterá esta prática que pôde ser vista em sua última viagem à Itália, às localidades de Santa Maria de Leuca e Brindisi. «Creio realmente que sim – considera –. Neste sentido, não se deve esquecer que a distribuição da comunhão na mão continua sendo ainda, do ponto de vista jurídico, um indulto à lei universal, concedido pela Santa Sé às conferências episcopais que o tenham pedido».
«A modalidade adotada por Bento XVI tende a sublinhar a vigência da norma válida para toda a Igreja», declara. Esta modalidade de distribuição do sacramento, diz, «sem tirar nada da outra, sublinha melhor a verdade da presença real na Eucaristia, ajuda à devoção dos fiéis, introduz com mais facilidade no sentido do mistério. Aspecto que em nosso tempo, pastoralmente falando, é urgente sublinhar e recuperar», declara.
A quem acusa Bento XVI de querer impor modelos pré-conciliares, o mestre das celebrações litúrgicas explica que «termos como ‘pré-conciliar’ e ‘pós-conciliar’ me parece que pertencem a uma linguagem que já foi superada e, se são utilizados com o objetivo de indicar uma descontinuidade no caminho da Igreja, considero que são equivocados e típicos de visões ideológicas muito redutivas».
«Há ‘coisas antigas e coisas novas’ que pertencem ao tesouro da Igreja de sempre e como tais devem ser consideradas. Quem é sábio sabe encontrar em seu tesouro tanto umas como outras, sem ter outros critérios que não sejam evangélicos e eclesiais». «Nem tudo o que é novo é verdadeiro, como tampouco o é tudo que é antigo. A verdade atravessa o antigo e o novo e a ela devemos tender sem preconceitos».
«A Igreja vive segundo essa lei da continuidade, em virtude da qual, conhece um desenvolvimento arraigado na tradição. O importante é que tudo esteja orientado a uma celebração litúrgica que seja verdadeiramente a celebração do mistério sagrado, do Senhor crucificado e ressuscitado, que se faz presente em sua Igreja, reatualizando o mistério da salvação e chamando-nos, segundo a lógica de uma autêntica e ativa participação, a compartilhar até suas últimas conseqüências sua própria vida, que é vida de dom de amor ao Pai e aos irmãos, vida de santidade».
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Santa Sé publica «decálogo cristão» sobre meio ambiente
Postado por
Visionário (Anderson Gonçalves)
às
16:29
Apresentado por Dom Giampaolo Crepaldi
Por Inmaculada Álvarez
Cidade do Vaticano, quinta-feira, 5 de junho de 2008 (ZENIT.org).
O Conselho Pontifício «Justiça e Paz» elaborou um «decálogo» inspirado na visão cristã da Criação, por ocasião da celebração hoje da Jornada Mundial do meio ambiente, auspiciada pela ONU. Trata-se, segundo explicou hoje na «Rádio Vaticano» o secretário do Conselho, Dom Giampaolo Crepaldi, de «explicar em dez pontos o mais importante do capítulo sobre o meio ambiente do Compêndio da Doutrina Social da Igreja».
Esta iniciativa, explica Dom Crepaldi, é para que se conheça, «por parte das comunidades cristãs, dos grupos e dos movimentos, o riquíssimo Magistério social da Igreja sobre a questão específica do ambiente e sua salvaguarda».
O secretário do Conselho Pontifício «Justiça e Paz» expressou seu apreço pela iniciativa da ONU de instaurar esta jornada, ainda que, em sua opinião, a questão da taxa de carbono deveria levar em conta outras variáveis, dentro das relações entre o mundo rico e o mundo pobre. «O objetivo e a perspectiva delineada pelo Magistério social da Igreja, e confirmada muitas vezes pelo Santo Padre, é a de uma economia justa e solidária. É bom que caia a taxa do carbono, mas é necessário acrescentar também outras coisas.»
Com relação ao debate sobre a utilização de energias alternativas, o prelado afirmou que é necessário continuar avançando nesta direção. «Contudo, é necessário ser realista, já que atualmente não é possível, só com as energias alternativas, garantir a sustentabilidade dos sistemas econômicos» e, portanto, dar resposta «à pobreza, ao subdesenvolvimento em tantas áreas do planeta, e quando falamos de subdesenvolvimento, estamos falando de milhões e milhões de pobres, de pessoas que não têm nada».
Sobre a vontade da comunidade internacional de reduzir as emissões de carbono para combater o aquecimento global, Dom Crepaldi afirmou que se trata de uma questão «muito complexa e controversa» sobre a qual «é necessário um maior empenho no âmbito científico» para «esclarecer os termos desta questão, tentando avaliar os efeitos no longo prazo». «É necessário também um maior empenho desde o ponto de vista político, porque de fato as políticas postas em prática pelos governos para controlar o chamado ‘aquecimento global’ são políticas dificilmente sustentáveis desde o ponto de vista econômico, são caras demais. Tanto os cientistas como os políticos, obviamente com a participação da sociedade civil, devem continuar trabalhando neste campo.»
Finalmente, sobre a energia nuclear, recordou que a Igreja «condena seu uso militar, mas não há nenhuma objeção a seu uso civil». «Evidentemente, estamos diante de uma questão muito delicada, porque neste caso temos um problema cultural e político lá onde se afirma utilizar a energia nuclear para usos civis, enquanto no fundo, alguns pensam em utilizá-la para objetivos militares.»
O decálogo do meio ambiente e a doutrina social da Igreja serão apresentado nesta quarta-feira em Milão pelo bispo Giampaolo Crepaldi, no festival internacional sobre o ambiente.
Por Inmaculada Álvarez
Cidade do Vaticano, quinta-feira, 5 de junho de 2008 (ZENIT.org).
O Conselho Pontifício «Justiça e Paz» elaborou um «decálogo» inspirado na visão cristã da Criação, por ocasião da celebração hoje da Jornada Mundial do meio ambiente, auspiciada pela ONU. Trata-se, segundo explicou hoje na «Rádio Vaticano» o secretário do Conselho, Dom Giampaolo Crepaldi, de «explicar em dez pontos o mais importante do capítulo sobre o meio ambiente do Compêndio da Doutrina Social da Igreja».
Esta iniciativa, explica Dom Crepaldi, é para que se conheça, «por parte das comunidades cristãs, dos grupos e dos movimentos, o riquíssimo Magistério social da Igreja sobre a questão específica do ambiente e sua salvaguarda».
O secretário do Conselho Pontifício «Justiça e Paz» expressou seu apreço pela iniciativa da ONU de instaurar esta jornada, ainda que, em sua opinião, a questão da taxa de carbono deveria levar em conta outras variáveis, dentro das relações entre o mundo rico e o mundo pobre. «O objetivo e a perspectiva delineada pelo Magistério social da Igreja, e confirmada muitas vezes pelo Santo Padre, é a de uma economia justa e solidária. É bom que caia a taxa do carbono, mas é necessário acrescentar também outras coisas.»
Com relação ao debate sobre a utilização de energias alternativas, o prelado afirmou que é necessário continuar avançando nesta direção. «Contudo, é necessário ser realista, já que atualmente não é possível, só com as energias alternativas, garantir a sustentabilidade dos sistemas econômicos» e, portanto, dar resposta «à pobreza, ao subdesenvolvimento em tantas áreas do planeta, e quando falamos de subdesenvolvimento, estamos falando de milhões e milhões de pobres, de pessoas que não têm nada».
Sobre a vontade da comunidade internacional de reduzir as emissões de carbono para combater o aquecimento global, Dom Crepaldi afirmou que se trata de uma questão «muito complexa e controversa» sobre a qual «é necessário um maior empenho no âmbito científico» para «esclarecer os termos desta questão, tentando avaliar os efeitos no longo prazo». «É necessário também um maior empenho desde o ponto de vista político, porque de fato as políticas postas em prática pelos governos para controlar o chamado ‘aquecimento global’ são políticas dificilmente sustentáveis desde o ponto de vista econômico, são caras demais. Tanto os cientistas como os políticos, obviamente com a participação da sociedade civil, devem continuar trabalhando neste campo.»
Finalmente, sobre a energia nuclear, recordou que a Igreja «condena seu uso militar, mas não há nenhuma objeção a seu uso civil». «Evidentemente, estamos diante de uma questão muito delicada, porque neste caso temos um problema cultural e político lá onde se afirma utilizar a energia nuclear para usos civis, enquanto no fundo, alguns pensam em utilizá-la para objetivos militares.»
O decálogo do meio ambiente e a doutrina social da Igreja serão apresentado nesta quarta-feira em Milão pelo bispo Giampaolo Crepaldi, no festival internacional sobre o ambiente.
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