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domingo, 21 de novembro de 2010

Papa justifica o preservativo em alguns casos, mas confirma o Magistério

Esclarecimento vaticano às palavras que aparecerão em seu livro-entrevista
Por Jesús Colina
Cidade do Vaticano, domingo 21 de novembro de 2010
Fonte: Agência de Informações Zenit

As palavras de Bento XVI no livro-entrevista a ser lançado reconhecem o uso do preservativo em “casos singulares justificados”. De qualquer forma, não supõem “uma mudança revolucionária” no ensinamento da Igreja; são uma confirmação de seu Magistério, esclareceu a Santa Sé.

É o que explica o padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, em um comunicado emitido este domingo, para comentar a grande quantidade de informação veiculada no mundo após o L’Osservatore Romano antecipar nesse sábado algumas palavras que o Papa dedica ao tema da sexualidade, no livro-entrevista “Luz do mundo”.

As palavras do Papa sobre a sexualidade e o preservativo

No livro-entrevista que se publicará nesta terça-feira
Cidade do Vaticano, domingo 21 de novembro de 2010
Fonte: Agência de Informações Zenit

Meios de comunicação de todo o mundo publicam comentários e notícias sobre a posição moral de Bento XVI sobre o preservativo, desde que se veicularam algumas passagens de seu livro-entrevista “Luz do mundo”. O livro, realizado pelo jornalista alemão Peter Seewald, será publicado no dia 23 de novembro.

Apresentamos uma tradução de trabalho sobre a passagem sobre “A sexualidade” divulgada por L'Osservatore Romano.

Concentrar-se só no preservativo quer dizer banalizar a sexualidade e esta banalização representa precisamente o motivo pelo qual muitas pessoas já não veem na sexualidade a expressão de seu amor, mas só uma espécie de droga, que se fornecem por sua conta. Por este motivo, também a luta contra a banalização da sexualidade forma parte do grande esforço para que a sexualidade seja valorizada positivamente e possa exercer seu efeito positivo no ser humano em sua totalidade.

Debate sobre eutanásia na Austrália

Partido Verde faz pressão para mudar a lei
Por Pe. John Flynn, LC - Roma, 21 de novembro de 2010
Fonte: Agência de Informações Zenit

Na Austrália, está havendo um intenso debate sobre a eutanásia, provocado pelas propostas de lei do Partido Verde no âmbito federal.

As eleições nacionais de agosto conferiram um notável aumento aos verdes e, após a eleição do líder do partido, o senador Bob Brown, anunciaram que uma das suas principais prioridades seria introduzir mudanças na lei que rege a eutanásia nos dois territórios federais: o Território Capitalino Australiano e o Território do Norte. Cumpriram sua promessa de apresentar uma lei no senado, no final de outubro, que suprimiria a Lei da Eutanásia de 1997, que tirou dos territórios federais o poder para legislar sobre a eutanásia. A lei foi introduzida após a legalização da eutanásia no Território do Norte em 1995.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Papa: Apoiar a dignidade de todo ser humano, inclusive “contra a corrente”

Cidade do Vaticano, quinta-feira 18 de novembro de 2010.
Fonte: Agência de Informações Zenit.

A vida e a dignidade de todo ser humano devem ser defendidas em todas as ocasiões, também quando para isso seja necessário nadar "contra a corrente", porque na sociedade se defendem ideias em sentido oposto. Esta é a mensagem do Papa Bento XVI, enviada aos participantes da 25ª Conferência Internacional sobre o tema "Caritas in veritate: por um cuidado da saúde justo e humano", promovida pelo Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde, que terminará amanhã.

Na mensagem, lida hoje de manhã pelo secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, o Pontífice recorda que "a justiça no campo da saúde deve estar entre as prioridades nas agendas dos governos e das instituições internacionais". "Infelizmente, junto a resultados positivos e motivadores, há opiniões e linhas de pensamento que a ferem", lamenta.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sim à Vida | Católicos caminham contra o aborto

Do Vida Urbana (Diário de Pernambuco)
Fotografia: Hélia Scheppa/JC Imagem

Cerca de 60 mil pessoas, segundo a avaliação dos organizadores, vestiram de branco a Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, na manhã de ontem.

A 4ª edição da Caminhada Arquidiocesana "Sim à Vida" trouxe à tona temas relevantes da sociedade. Desta vez, o protesto pacífico a favor dos direitos do cidadão levantou a bandeira contra a legalização do aborto. O assunto voltou a ser abordado pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, que também discursou contra a exploração sexual, o trabalho infantil, a escravidão, o combate às drogas e à violência e a importância de uma atenção maior aos idosos. A proximidade das eleições fez com que o religioso aproveitasse a ocasião para alertar a população quanto a importância do voto e a não propagação dos pecados cristãos.

domingo, 13 de junho de 2010

América Latina está fortemente contra o aborto

Um estudo desmistifica que este tema seja um “clamor social”
Cidade do México, segunda-feira 7 de junho de 2010 (ZENIT.org–El Observador).

Um estudo de opinião pública realizado pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (FLACSO) revelou que em quatro países da região a maioria dos cidadãos se opõe à legalização do aborto. No Brasil, Chile, México e Nicarágua não há apoio da opinião pública para a legalização total do aborto.

Entre 66% e 81% dos entrevistados rejeitaram a legalização do aborto em seus países. Foi-lhes pedido para escolher de 1 a 10, onde o 1 era a lei mais restritiva e o 10, a liberação total. A média em todos os países foi de 4.5, uma resposta que se inclina a uma oposição à interrupção da gravidez.

sábado, 5 de junho de 2010

Italianas grávidas receberão 4500 euros para não abortar

Roma, quinta-feira 03 de Junho de 2010 (ACI).

O governo da região da Lombardia anunciou que dará 4500 euros às mulheres grávidas para que não abortem, para o qual deverão apresentar uma solicitude de aborto motivado por problemas econômicos em um hospital ou um consultório familiar.

Reproduzindo informação do jornal espanhol La Razón, a cadeia COPE indicou que se entregarão 250 euros mensais durante um ano e meio. Para isso, estabeleceu-se um fundo de cinco milhões de euros.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Papa aos doentes: sofrimento que salva

“A força divina brilha na fraqueza humana”
Fátima, quinta-feira 13 de maio de 2010 (zenit.org)

O sofrimento tem valor redentor com Cristo. Com estas palavras, o Para Bento XVI encorajou a multidão de doentes que acompanhava a Celebração da Eucaristia hoje no Santuário de Fátima.

Antes de abençoá-los com o Santíssimo Sacramento, ao terminar a Missa, o Papa falou com os doentes presentes "e com os que nos seguem pelo rádio e a televisão", ou "através da oração". "Queridos doentes, acolhei este chamamento de Jesus que vai passar junto de vós no Santíssimo Sacramento e confiai-Lhe todas as contrariedades e penas que enfrentais para se tornarem - segundo os seus desígnios - meio de redenção para o mundo inteiro."

"Meu irmão e minha irmã, tens para Deus um valor tão grande que Ele mesmo Se fez homem para poder padecer com o homem, de modo muito real, na carne e no sangue, como nos é demonstrado na narração da Paixão de Jesus", afirmou emocionadamente o Pontífice.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Correios homenageiam Zilda Arns

Brasília, quinta-feira, 4 de março de 2010 (ZENIT.org).

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) lançará um selo em homenagem a Zilda Arns, vítima do terremoto que atingiu o Haiti, em janeiro deste ano.

Segundo informa CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o lançamento está previsto para o próximo dia 24 de março, na Catedral Basílica Menor da Nossa Senhora da Luz, em Curitiba. A tiragem será de 600 mil exemplares e o valor facial será de R$1,45.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Superar problemas de controle e confiança no casamento

Entrevista com o psiquiatra católico Richard Fitzgibbons
Por Genevieve Pollock em West Conshohocken, segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010. Zenit.org

Muitos casais e famílias de hoje sofrem problemas de controle e confiança, afirma o psiquiatra Richard Fitzgibbons. Mas, graças aos sacramentos e à prática da virtude, estes problemas podem ser superados. Este foi o tema de um recente encontro virtual de uma série patrocinada pelo Institute for Marital Healing, que oferece recursos para casais, conselheiros e clero sobre temas referentes à paternidade, idade adulta, vida familiar e casamento.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Desconectadas cem comunidades sociais pedófilas graças a um sacerdote

Denunciadas por uma associação fundada pelo padre Di Noto
Roma, quinta-feira 3 de setembro de 2009 (ZENIT.org).

Cem comunidades pedófilas, presentes em uma rede social da internet, foram desconectadas e sequestradas pelas autoridades dos Estados Unidos e Itália, graças à atividade e à denúncia de uma associação fundada pelo sacerdote italiano Fortunato Di Noto. Nestas comunidades havia 18.181 pessoas inscritas e, segundo a associação, “atraíam e promoviam o intercâmbio de milhares de vídeos e fotos (27.894 fotos pedófilas e 1.617 vídeos), assim como notícias sobre o intercâmbio de crianças. As crianças envolvidas eram milhares”.

Os voluntários que auxiliam o padre Di Noto descobriram, segundo o próprio sacerdote explica, “um universo que não é virtual, mas real, no qual as pessoas podiam inscrever-se e trocar material pornográfico de crianças (fotos, vídeos, fitas com crianças) com toda tranquilidade, através de uma das redes sociais mais conhecidas dos Estados Unidos”. “Material que os investigadores italianos e norte-americanos qualificam como um autêntico horror, com recém-nascidos e crianças em tenra idade, que são objeto de abusos e violência”, acrescenta a associação.

O resultado do trabalho de seis meses da associação foi entregue ao departamento de polícia italiano encarregado dos delitos cometidos na internet nesse país, que por sua vez transmitiu as denúncias às autoridades norte-americanas.

Pe. Fortunato Di Noto, pároco de Avola (Siracusa), reconhece: “é impressionante e impossível descrever o que em seis meses vimos e denunciamos. O acompanhamento constante levou a resultados inesperados e hoje temos mais confiança que nunca de que a pederastia a pedofilia on-line, crime contra as crianças e contra a humanidade, podem e devem ser derrotadas”.

O sacerdote acrescenta: “não há nação que não tenha ficado envolvida. Dezenas de milhares de pessoas produzem, trocam, possuem material e violam crianças. Material não ‘virtual’ –insiste–, mas real, tão real que quando se escutam nos vídeos os gritos de dor das crianças, quando se vêem nas fotos os rostos dos recém-nascidos, pode-se escutar o drama, a dor, o sofrimento”.

As redes sociais na internet provocaram uma mudança nas estratégias dos pedófilos. Di Noto afirma que “a rede social é uma arma de duplo fio em questões de pedofilia: por um lado, permite aos pedófilos comunicarem-se e, em certo sentido, aumenta suas possibilidades; por outro lado, é o instrumento mais eficaz para as forças de segurança encontrá-los e desconectar seus sites”.

O presbítero revela que em cinco anos sua associação assinalou às autoridades 1.064 denúncias de quase seis mil sites. Por esse motivo, o sacerdote lança um chamado em particular aos jornalistas: “ajudem-nos a não baixar a guarda perante este crime”, informando sobre este fenômeno para que não só as autoridades mas também os legisladores possam dar uma resposta adequada ao terrível sofrimento destas crianças.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Matar os indignos de viver

Mentalidade eugenésica não mostra sinais de debilidade
Por Pe. John Flynn
Roma, segunda-feira 03 de Agosto de 2009 (ZENIT.org).

A ideia de que algumas pessoas são geneticamente inferiores e que é necessário eliminá-las ou evitar que se reproduzam é uma mentalidade que ainda persiste, apesar do horror que despertou após as atrocidades do regime nazista.

Em uma reveladora entrevista publicada no dia 12 de julho na New York Times Magazine, perguntava-se à juíza do Supremo Tribunal dos Estados Unidos Ruth Bader Ginsburg sobre o aborto, entre outros temas. Referindo-se à sentença do Supremo que abriu as portas ao aborto, Roe v. Wade, e às sentenças sobre financiamento do aborto, Ginsburg comentava: “francamente, na época em que se decidiu sobre Roe, creio que havia preocupação com o crescimento da população e especialmente com o crescimento de populações que não queríamos que houvesse muitas”. Esta assombrosa declaração não foi posteriormente aprofundada, e ela não deu explicações de que grupos se englobam dentro dos que “não queríamos que houvesse muitos”.

Em um artigo de opinião publicado no dia 14 de julho no Los Angeles Times, Jonah Goldberg admitia que o texto podia-se interpretar como uma mera descrição da mentalidade que se dava detrás das sentenças e, portanto, não temos certeza que Ginsburg tenha assumido estas ideias. No entanto, continuou, é verdadeiramente certo que o impulso a favor do aborto se deveu em boa parte ao desejo de eliminar os considerados não aptos. É bem conhecido, afirmava, que a fundadora do Planned Parenthood, Margaret Sanger, "foi uma racista eugenésica de primeira ordem”.

Esterilização forçada
Há apenas um mês, recordava-se a triste história das esterilizações forçadas na Carolina do Norte. Associated Press informava a 22 de junho que se inaugurou uma placa em memória das milhares de pessoas que foram esterilizadas de 1933 a 1973 por serem consideradas mentalmente incapacitadas ou geneticamente inferiores.

Segundo o artigo, o programa da Carolina do Norte tinha como objetivo os pobres e a população que vivia nos presídios ou nas instituições do Estado. Algumas eram simplesmente vítimas de violações. A Comissão de Eugenia do Estado ainda seguiu atuando até 1977, após os enfermos mentais terem sido colocados sob controle judicial.

Os programas de esterilização não são apenas uma questão de interesse histórico. No dia 22 de junho, o jornal Guardian informava que na África está-se obrigando a esterilização de mulheres portadoras do HIV. Ao que parece, é-lhes dito que o procedimento é um tratamento rotineiro para a AIDS. A Comunidade Internacional de Mulheres com HIV/AIDS está preparando uma ação contra o governo na Namíbia em nome de um grupo de mulheres soropositivas do país que foram esterilizadas contra sua vontade.

O Guardian também informava que este grupo afirma que há esterilizações forçadas na República Democrática do Congo, em Zâmbia e na África do Sul.

A mentalidade eugenésica está muito difundida, ainda que de forma sutil, quando se trata de deficientes ou de quem sofre defeitos genéticos. Com frequência estas pessoas simplesmente são eliminadas antes que tenham a oportunidade de nascer.

Os tratamentos científicos prometem intensificar as ameaças para estes deficientes. No dia 1 de julho, o Times de Londres informava que investigadores estão desenvolvendo um teste genético universal para embriões capaz de detectar quase toda enfermidade hereditária.

Em breve começarão os testes e o professor Alan Handyside, da clínica Bridge de Londres, explicava ao Times que o teste será capaz de identificar qualquer das 15 mil deficiências genéticas conhecidas. Atualmente, podem-se conhecer 2% dos defeitos genéticos através dos testes em embriões.

Bebês desenhados
O artigo comentava que esta técnica, conhecida como karyomapping, aumentará a controvérsia sobre os “bebês desenhados”. O teste poderia também ser utilizado para selecionar um embrião de determinada cor de olhos, ou com genes que afetem a altura. No entanto, seria difícil levar à prática a comprovação de muitos genes que controlam diversas facetas do desenvolvimento, porque seriam necessários centenas de embriões para garantir o perfil desejado.

Já é comum a prática de eliminar os embriões ou fetos que sofrem de síndrome de Down. Dominic Lawson criticava esta tendência em um artigo de opinião publicado no jornal britânico Independent no dia 25 de novembro passado.

Lawson, que tem um filho com síndrome de Down, observava no entanto alguns sinais de mudança. Citava Carol Boys, diretor executivo da Associação de Síndrome de Down, que afirmava que cerca de 40% das mães que dão positivo no teste de síndrome de Down continuam sua gravidez.

Em parte, explicava Boys, isso tem a ver com o fato de que as mulheres tendem a ter filhos a uma idade mais avançada. Isso significa que são mais conscientes de que é possível que não possam ter outros filhos. Ademais, estas mulheres têm carreiras assentadas que lhes dão mais confiança para enfrentar as pressões dos médicos para que abortem. Segundo Lawson, os médicos em geral têm “uma tendência visceral a favor da eugenia”.

“Isso não se baseia em uma consideração realista e atualizada das possibilidades abertas a quem tem síndrome de Down, ainda menos da felicidade que podem e de fato trazem às famílias, e inclusive à comunidade em seu conjunto”, acrescentava Lawson. A causa de tais atitudes baseia-se no fato de que as pessoas com síndrome de Down vão custar mais ao sistema de saúde, acusava.

As novas provas genéticas também apontam a síndrome de Down, anunciava um artigo de 8 de junho na seção online do American Spectator. Sequenom, uma empresa que comercializa produtos de análise genética, desenvolveu um novo teste genético para a síndrome de Down.

O teste, chamado SEQureDX, supõe-se mais seguro e cuidadoso que qualquer teste genético pré-natal anterior. “Ainda que as novas provas sejam mais seguras tanto para a mãe como para o filho, criarão uma profunda insegurança para os bebês que acusem positivo para anormalidades genéticas”, indicava o artigo.

Ao menos outras três companhias estão desenvolvendo provas genéticas parecidas e esperam tê-las no mercado antes do fim do ano.

Erros fatais
A promessa de testes mais exatos aponta a um fato ao qual não se dá relevância, quer dizer, que frequentemente bebês perfeitamente sadios sejam abortados por erros nas provas genéticas. Segundo um artigo de 16 de maio no jornal Guardian, a doutora Anne Mackie, diretora de programas de testes do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, estimava que a cada ano, na Inglaterra, 146 bebês sadios e que não tinham qualquer anormalidade se perdem como resultado de testes inexatos.

Segundo Machie, 70% dos hospitais da Inglaterra ainda usam testes que é muito provável que deem “falso positivos”, quer dizer, determinar um alto risco para as mulheres de forma errônea.

Os perigos da eugenia
No dia 21 de fevereiro, Bento XVI falava aos participantes em uma conferência convocada pela Pontifícia Academia para a Vida sobre o tema “Novas fronteiras da genética e perigos da eugenia”. Cada ser humano, afirmava o pontífice, “é muito mais que uma singular combinação de informações genéticas que seus pais lhe transmitem”.

Devemos evitar os riscos que a eugenia implica, advertia o Santo Padre. E observava que hoje se dão “manifestações preocupantes desta repulsiva prática”. Explicava que hoje “se tende a privilegiar as capacidades operativas, a eficiência, a perfeição e a beleza física, em detrimento de outras dimensões da existência que não se consideram dignas”.

“Deste modo é debilitado o respeito que é devido a cada ser humano, também na presença de um defeito no seu desenvolvimento ou de uma doença genética que poderá manifestar-se no decurso da vida, e são penalizados desde a concepção os filhos cuja vida é considerada não digna de ser vivida”, comentava o Papa.

Bento XVI animava a rechaçar qualquer forma de discriminação como um ataque a toda humanidade. Um chamado à ação que deve despertar as consciências de todo o mundo.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Uma parceria: psicologia cristã

Corpo e alma numa perspectiva católica
Pe. John Flynn, LC, em Roma, 14 de junho de 2009 (Zenit.org).

A psicologia e a fé podem parecer improváveis parceiras, à primeira vista, mas elas são compatíveis, de acordo com uma edição recente de uma revista profissional de psicologia. De fato, a psicologia necessita de uma concepção da pessoa humana que possa descrever com precisão o que o nosso corpo e alma são, e como se relacionam. Além disso, faria bem reconhecer que os seres humanos têm tantos desejos naturais quanto transcendentais.

Esta foi a afirmação de abertura da recém-publicada "Questão católica", da revista "Edification: A Journal of the Society of Christian Psychology" (vol. 3.1). A questão foi confiada ao Instituto de Ciências Psicológicas (IPS), uma escola católica com graduação em psicologia em Arlington, Virgínia.

O ex-aluno da faculdade Christian Brugger, agora um professor associado no St. John Vianney Theological Seminary, serviu como editor convidado e escreveu o ensaio de abertura em torno do qual muitas das contribuições se basearam. Em seu artigo, Brugger salienta que, dado o objetivo da psicologia clínica de assistência humana florescer em termos da saúde mental de uma pessoa, é útil compreender a natureza da pessoa humana, baseando-a em uma antropologia idônea.

Como seres humanos, ele explicou, podemos ultrapassar as percepções e emoções do corpo, porque somos mais do que seres corporais e nossa faculdade de razão não é um órgão material. Isto significa que a psicologia cristã garante a liberdade humana para autodireção racional e livre escolha, tanto quanto uma capacidade imaterial não determinada por leis físicas causais, Brugger concluiu.

O perigo da negação generalizada pelas ciências sociais seculares desta natureza imaterial da nossa razão é que não só abre as portas para afirmações radicais do determinismo, mas também nega a dimensão espiritual da pessoa humana, Brugger argumentou.

Comparando abordagens
Paul C. Vitz, da IPS, destacou algumas das diferenças em uma abordagem de psicologia cristã em comparação com uma visão secular em seu ensaio intitulado: "Teoria da Personalidade Reconcebível por uma perspectiva cristã católica." Vitz notou que uma interpretação cristã da personalidade começa por assumir que Deus existe e que ele é uma pessoa com quem se está em um relacionamento. Se um psicólogo admite a existência de Deus e a validade de uma dimensão religiosa para a vida, isto tem a vantagem psicológica de lhes permitir tratar um cliente religioso com mais honestidade e maior respeito.

Grande parte da teoria secular da personalidade moderna, no entanto, é reducionista e presume que a experiência religiosa e ideais morais são causados por fenômenos subjacentes inferiores, Vitz explicou. Assim, na abordagem freudiana, o amor é reduzido ao desejo sexual, o desejo sexual à fisiologia; e a vida espiritual ou ideais artísticos são reduzidos a impulsos sexuais sublimados.

Em contrapartida, uma abordagem cristã é construcionista, segundo Vitz. Isto significa que enfatiza os mais altos aspectos da personalidade, como possuidores e frequentemente causadores ou transformadores dos aspectos mais baixos. É, portanto, um método sintético, juntando coisas em um modelo integrado, enquanto o pensamento reducionista é analítico.

Vitz admite que uma boa e nítida análise é um requisito importante. No entanto, a psicologia muito moderna tem-se limitado apenas a esta análise redutora, sem qualquer conceito integrado da pessoa humana.

Vitz também destacou o contraste, quando se trata de teoria da personalidade. Grande parte da abordagem secular vê a personalidade como um ente autônomo isolado. O cristianismo, no entanto, não presume que o objetivo da vida é a independência, ao invés disso dá um papel central para as relações. "Cristianismo postula interdependência mútua e livremente escolhida, mas cuidando-se um do outro, como o principal tipo de relacionamento adulto", comentou Vitz.

Redescobrindo a virtude
Reivindicar a visão baseada na virtude da pessoa humana foi o tema do artigo “A Catholic Christian Positive Psychology: A Virtue Approach”, dos membros do IPS Craig Steven Titus e Frank Moncher. Na verdade, filósofos clássicos como Aristóteles baseiam sua visão psicossocial sob o ponto de vista da teoria da virtude, afirmaram. Tal abordagem estuda a correlação potencial entre bem-estar psicológico e ética da bondade que são exibidas nas maiores virtudes. Isto contrasta com algumas abordagens seculares da psicologia que consideram a saúde mental como sendo simplesmente a ausência de doença.

Titus e Moncher comentaram que um nível básico de cada grande virtude é necessária, a fim de ser considerada psicologicamente saudável ou ter um bom caráter. Assim, "A psicoterapia cristã pode procurar não só a redução dos sintomas, mas também o desenvolvimento das virtudes adquiridas."

Num outro ensaio, Frank Moncher olha para as implicações das premissas antropológicas cristãs católicas especificamente para a psicologia em uma contribuição intitulada "Implications of Catholic Anthropology for Psychological Assessment". É importante, argumenta ele, que um psicólogo tenha a total antropologia teológica e filosófica em mente quando avalia um cliente, e também ser internamente curioso para entender a cosmovisão do cliente e o sistema de valores.

Com freqüência, no entanto, os conhecimentos relativos às realidades transcendentais, normas morais, beleza estética e o desenvolvimento de virtudes são geralmente excluídos pelos tradicionais métodos clínicos.

Moncher também comentou que uma abertura à antropologia cristã é particularmente importante quando se trata de tarefas como a avaliação para a entrada dos candidatos ao sacerdócio ou da vida religiosa, ou no trabalho dos tribunais católicos que devem examinar a validade dos casamentos e da capacidade das pessoas para dar pleno e livre consentimento para seus votos de matrimônio.

Vocação
Bill Nordling e Phil Scrofani, membros do IPS, viraram a mesa e olharam para o que significa uma abordagem para o católico praticante, em seu ensaio, "Implications of a Catholic Anthropology for Developing a Catholic Approach to Psychotherapy". Eles explicam por que o conceito de vocação é útil quando aplicado à carreira profissional de um terapeuta. "Para um cristão, tornar-se um terapeuta pode ser uma resposta sem para um chamado de Deus para prestar serviços de saúde mental para os clientes que sofrem", eles escreveram.

Sob esta luz, a tarefa do terapeuta não apenas envolve uma relação terapêutica com o cliente, mas é uma relação que vai além de negócios. "Exibir sua profissão escolhida como uma vocação pessoal motiva-o não apenas a observar a sua consciência ética profissional, mas também para a prática de acordo com princípios éticos católicos", Nordling e Scrofani acrescentaram. Esta concepção baseada na vocação de ser terapeuta também irá servir para motivar quando trabalhar com um cliente "difícil", ou quando sacrifícios de tempo ou dinheiro são necessários.

A noção de uma vocação não apenas orientará a compreensão de um terapeuta ao cliente e ao tratamento, mas também irá orientar um terapeuta para entender que o cliente está inserido dentro de uma família, uma cultura, e muitas vezes uma tradição de fé. "Este tipo de abordagem à psicoterapia demonstra um profundo respeito pela diversidade, iniciando com o princípio fundamental de que o cliente é uma única e irrepetível pessoa feita à imagem de Deus", Nordling e Scrofani comentaram. "Além disso, é um imperativo moral, em última instância, para permitir que o próprio cliente se torne definitivo para fazer livremente escolhas de acordo com a consciência."

Ao concluir a sua contribuição, o autor especificou que uma tal abordagem antropologicamente informada à psicoterapia não pode ser concebida como estando em oposição à ciência da psicologia. Portanto, os métodos terapêuticos serão escolhidos com a consideração da sua comprovada eficácia.

Eles também admitiram que o principal foco de um terapeuta deve-se circunscrever ao funcionamento psicológico do cliente, deixando de lado questões mais específicas espirituais para sacerdotes e diretores espirituais.

Acima de tudo, a publicação fornece ideias instigantes sobre como uma antropologia baseada no cristianismo pode fornecer informações valiosas sobre a condição humana. Na internet: "Edification" Catholic issue: http://christianpsych.org/wp_scp/wp-content/uploads/edification-31.pdf

terça-feira, 31 de março de 2009

A Igreja, o Papa e a AIDS (II)

Uma das coisas que a imprensa também não divulga, é o papel desempenhado pela Igreja em favor dos mais necessitados. Dados da Caritas Internacional mostram que a Igreja Católica é um dos maiores provedores de assistência sanitária em todo o mundo. Administra 5.246 hospitais, 17.530 dispensários, 577 clínicas para leprosos, 15.208 abrigos de idosos, doentes crônicos e pessoas com incapacidades físicas ou de aprendizagem.

No que diz respeito à AIDS:

- 26,7% dos centros no mundo para tratar os enfermos de HIV/AIDS pertencem à Igreja Católica. Na África esse número é de 25%;
- as ações da Caritas Internacional relacionadas ao HIV/AIDS chega a 107 países no mundo: África (39); Ásia (18); América Latina e Caribe (16); América do Norte (2); Europa (29); Oceania (3). O trabalho concentra-se na capacitação de profissionais da saúde, prevenção, cuidado, assistência e acompanhamento tanto dos enfermos quanto de seus familiares
- Além do pessoal local (religioso e não religioso) distinguem-se neste campo Congregações e Associações internacionais tais como as Vicentinas, Comunidade de Santo Egídio, Camilianos, Juaninos, Jesuítas, religiosas de Madre Teresa (as Missionárias da Caridade), o Hospital do Menino Jesus da Santa Sé e os Farmacêuticos católicos. Vale lembrar que algumas dessas organizações foram lembradas pelo Papa em sua entrevista.

São essas as ações relacionadas à AIDS que a Igreja desenvolve, promove e/ou financia. Isso não se divulga. É mais fácil sair criticando a Igreja, e o Papa dizendo que são ultrapassados, que são contra a vida, que atrapalham, do que reconhecer esse trabalho importantíssimo, que é reconhecido inclusive pela ONU.

O site da Caritas Internacional é www.caritas.org

Bruno Melo



A Igreja, o Papa e a AIDS (I)

Em sua recente viagem à África, algumas palavras do Papa (ditas ainda no voo que o levava para lá) causaram polêmica mundial ao criticar a distribuição de preservativos como forma de combater a AIDS. Não faltaram manifestações de desaprovação às declarações do Papa, que o acusaram de ser genocida (em virtude da terrível situação africana) e acusaram a Igreja de ser insensível e ao mesmo tempo um obstáculo ao problema da AIDS que atinge muitas pessoas no mundo.

Em momento algum o Papa disse que os preservativos não servem para evitar a contaminação da AIDS. O que ele fez foi uma crítica aos programas e políticas públicas de saúde que gastam rios de dinheiro apenas com a compra e distribuição de preservativos: “(...) não se pode superar este problema da AIDS só com dinheiro, mesmo se necessário; mas, se não há a alma, (...), não se pode superá-lo com a distribuição de preservativos: ao contrário, aumentam o problema”.

Numa entrevista à agência ZENIT, o dr. José Maria Simón (presidente da Federação Internacional de Médicos Católicos - FIAMC) explicou que, para entender o que a Igreja diz sobre o preservativo, é necessário compreender o que é o amor, como explicou o próprio Papa aos jornalistas, apesar de que essa parte de sua conversa foi censurada pela maior parte dos meios de comunicação.

A mídia não divulgou o complemento do raciocínio do Papa. Mutilaram sua declaração e deram destaque só ao que lhes interessava. O que o Bento XVI disse foi que “A solução pode vir apenas da conjugação de dois fatores: o primeiro, uma humanização da sexualidade, isto é, uma renovação espiritual e humana que inclua um novo modo de comportar-se um com o outro; o segundo, uma verdadeira amizade também e sobretudo pelas pessoas que sofrem, a disponibilidade à custa até de sacrifícios, de renúncias pessoais, para estar ao lado dos doentes. E estes são os fatores que ajudam e proporcionam progressos visíveis.”

O que o Papa quer dizer com “humanização da sexualidade” é tudo o que a sociedade moderna não quer saber hoje em dia e o que a Igreja sempre pregou desde sempre: que o sexo envolve o comprometimento afetivo e responsável entre duas pessoas que se amam, que tem seu principal alicerce na fidelidade. Não é uma “coisa”, algo que possa ser feito de modo livre, sem compromisso, como a sociedade atual tanto apregoa por aí.

Falar em abstinência em pleno século XXI soa meio brega, não é? Mas em um continente onde a AIDS constitui uma verdadeira epidemia, ela salva vidas. Um artigo publicado no L’Osservatore Romano em 22.03, de autoria da jornalista italiana Lucetta Scaraffia informa que o único país africano a obter resultados concretos na luta contra a AIDS foi Uganda, que adotou um método conhecido por ABC, sigla em inglês onde “A” significa abstinência, “B”, fidelidade e “C” preservativos. Pode não estar totalmente de acordo com o que a Igreja recomenda, mas a inclusão da abstinência e da fidelidade como “programas de saúde” trouxe os resultados concretos, com a redução nos índices de pessoas infectadas.

Nesse mesmo artigo, a jornalista, afirma que “muitos países ocidentais não quiseram reconhecer a verdade das palavras do Papa seja por motivos econômicos – já que os preservativos têm um custo, enquanto a abstinencia e a fidelidade são gratuitas – seja porque temem que razão à Igreja sobre um ponto central do comportamento sexual possa significar um retrocesso para aqueles que, em nossos tempos atuais, consideram o sexo livre e sem compromisso uma conquista.”

O Papa Ratzinger não causou polêmica alguma; apenas cumpriu a sua missão de dizer a verdade.

Bruno Melo

A entrevista do Papa pode ser lida no site da Santa Sé, pelo link:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2009/march/documents/hf_ben-xvi_spe_20090317_africa-interview_po.html

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Nota sobre a Doação de Órgãos

Reunidos em Brasília nos dias 24 a 26 de setembro de 2008, nós – Bispos do Conselho Permanente da CNBB – desejamos esclarecer a posição da Igreja Católica a respeito da doação de órgãos de pessoas com morte encefálica comprovada. A questão tem sua relevância, dado o grande número de pessoas que estão à espera de algum tipo de órgão.

Recordamos antes de tudo a Palavra do Senhor, que diz: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10,45). Guiados pela luz do evangelho, vemos na doação voluntária de órgãos um gesto de amor fraterno em favor da vida e da saúde do próximo. É uma prova de solidariedade, grandeza de espírito e nobreza humana.

O magistério da Igreja tem se manifestado favorável à doação voluntária de órgãos. O Catecismo da Igreja Católica afirma: “a doação gratuita de órgãos após a morte é legítima e pode ser meritória” (n. 2301). A encíclica Evangelium Vitae ensina: “merece particular apreço a doação de órgãos feita segundo normas eticamente aceitáveis para oferecer possibilidades de saúde e de vida a doentes, por vezes já sem esperança” (n. 86). O Papa João Paulo II por ocasião do 18º Congresso Internacional sobre Transplantes de Órgãos, dizia: “A doação de órgãos é uma decisão livre de oferecer, sem recompensa, uma parte do próprio corpo em benefício da saúde e do bem-estar de outra pessoa”. (Roma 29 de agosto de 2000).

Manifestamos nossa solidariedade para com milhares de pessoas que estão em lista de espera, na expectativa de receber algum órgão para sua sobrevivência, recuperação e saúde. Encorajamos as pessoas e especialmente as famílias a que – livre, conscientemente e com a devida proteção legal – doem órgãos como gesto de amor solidário em consonância com o evangelho da vida. Certamente estamos diante de um gesto nobre e comovente: um sim à vida. Aproveitamos a ocasião também para recordar que a moral católica considera lícita não apenas a doação voluntária de órgãos, bem como os transplantes. Encorajamos a todos a colaborarem sempre mais com as doações de sangue e de medula óssea, tão necessárias.

No entanto, destacamos que a doação de órgãos exige rigorosa observância dos princípios éticos que proíbem a provocação da morte dos doadores, a comercialização e o tráfico de órgãos. Sejam conscienciosamente respeitadas a inviolabilidade da vida e a dignidade da pessoa. A ética determina, ainda, que o consentimento do doador ou de sua família seja livre e consciente, após ter recebido todas as informações requeridas.

A Lei Federal nº 10.211 de 23 de março de 2001, determina que a família tem o direito de decidir a doação de órgãos da pessoa em estado de morte encefálica; assim, aqueles que se dispõem à doação, devem manifestar previamente aos familiares a sua intenção. O Sistema Nacional de Transplantes é que decide sobre os critérios de destinação justa dos órgãos doados e sobre a organização das listas de espera, evitando e coibindo toda tentativa de comércio de órgãos.

A doação de órgãos não contraria à fé cristã na ressurreição final, pois “Deus dá vida aos mortos e chama à existência o que antes não existia” (Rm 4,17). Todos aqueles que se dispõem a doar órgãos aos irmãos, tenham a certeza de que o amor e tudo o que se faz por amor permanecerão para sempre: “o amor jamais acabará” (1Cor 13,8).

Brasília-DF, 25 de setembro de 2008

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/?tac=697